janeiro 12, 2006
Pelo menos uma vez na vida têm que lá ir, muitos ficam para sempre
(0540)

O pânico começou quando dezenas de milhares de peregrinos se dirigiam para al-Jamarat, em Mina, onde estão três pilares que representam o Diabo que os peregrinos apedrejam num ritual destinado a libertá-los do pecado, no final os números da tragédia registavam mais de 300 mortos.
O mais grave incidente do género ocorreu em 1990, quando morreram 1426 pessoas.
O mais recente registou-se em Fevereiro de 2004, com 224 mortos.
Publicado por Patrick Blese às 11:45 PM | Comentários (2)
novembro 30, 2005
Crucifixos e liberalismo
(0420)
A ler:
Liberalismo e laicidade, por Rui, no Portugal Contemporâneo.
Liberalismo e Laicidade II, por Rui, no Portugal Contemporâneo.
Laicismo, anti-catolicismo e liberdade de educação, do André Azevedo Alves, no Insurgente
Publicado por Patrick Blese às 01:30 AM | Comentários (0) | TrackBack
novembro 29, 2005
O Estado é laico
(0416)
E o povo?
Publicado por Patrick Blese às 03:37 PM | Comentários (3) | TrackBack
O que vem aí
(0415)
A imaginação anda à solta pela blogosfera:
- Funcionários públicos ateus exigem fim do subsídio de Natal.
- FPF proíbe jogadores de se benzerem antes de entrar em campo.
- Associação Répública e Laicidade exige retirada do Cristo Rei e respectiva substituição por estátua de Mário Soares.
- Escola Preparatória de Miraflores proíbe alunos de utilizarem material escolar( lápis, canetas, pael, giz, etc)para desenhar motivos religiosos, como por exemplo, anjos ou o Menino Jesus?
Publicado por Patrick Blese às 03:30 PM | Comentários (8) | TrackBack
novembro 27, 2005
Esperem para ver o reboliço lá pelo Norte
(0411)
É no mínimo estranha a forte determinação que o actual governo exibe no que diz respeito ao afastamento dos símbolos religiosos das escolas.
Depois da proibição dos crucifixos, não me espantarei que a seguir venha a proibição das festas de Natal a das representações bíblicas que têm, do ponto de vista didáctico, simbólico e pedagógico, uma importância superior aos crucifixos.
Não acredito que, especialmente no Norte do país, as determinações sejam cumpridas de ânimo leve.
Vai haver contestação e bordoada da dura porque, ao contrário do Sul, no Norte, o povo, para além de ter as tradições religiosas profundamente enraízadas, não é sereno.
Cá por baixo, no Sul, se o Ministério mantiver a coerência e vier a proibir as festas de Natal, eu da minha parte desrespeitaria, se os meus filhos frequentassem escolas públicas, as directrizes ministeriais: é que eu é que sou o pai natal lá da escola e não pretendo abdicar.
E lembrando-me disto fui ao Senhora do Monte recuperar o post que escrevi o ano passado logo a seguir à festa de natal da escola, ora cá está:
Eu é que sou o Pai Natal
A Madalena tem 4 anos, ou melhor, vai ter dentro de dias.
Este ano, na tradicional festa de Natal do colégio que frequenta, investiram-me no cargo de Pai Natal.
A responsabilidade era de monta considerável, já que a coisa, pelo que me apercebi em duas reuniões preparatórias, se assemelhava a uma mega produção de Hollywood.
Metia coro, magia, peça de teatro, presépio, uma entrevista ao Pai Natal e depois a distribuição de prendas às crianças.
Confesso que, depois de ter construído toda uma carreira de bobo da corte ao serviço da animação das várias turmas que frequentei ao longo do meu percurso estudantil, tal papel não me inspirou especiais cuidados, sentia-me à vontade.
Tive que me haver com 150 crianças, entre os 3 e os 5 anos, sentadas no chão à minha frente e mais as respectivas famílias sentadas na bancada do ginásio.
A assistência era amplamente superior à maior parte dos jogos da nossa Super Liga.
Garanto que foi das experiências mais gratificantes da minha vida.
E a Madalena, depois de devidamente esclarecida sobre o facto do Pai Natal ter telefonado expressamente do Pólo Norte, informando que não podia ir ao colégio, mas que delegava as suas habituais funções “ no pai da Madalena”, estava a rebentar de orgulho.
Eu vi isso nos olhos dela quando todos, pequenos e graúdos, iam repetindo, para gáudio dos seus pequenos mas atentos ouvidos: “ o pai da Madalena é que é o Pai Natal”.
E eu, que sou o pai da Madalena, não consigo explicar o que senti. Olhava com emoção aqueles pequenos grandes dois olhos azuis que me fitavam muito atentamente - no meio de outros duzentos e noventa e oito não menos atentos e brilhantes - e eu, que não sou de lágrima fácil – antes pelo contrário – vi cair duas, enquanto despia a farda nos bastidores.
E eram minhas, sim senhor!
Publicado por Patrick Blese às 12:50 PM | Comentários (8) | TrackBack
novembro 24, 2005
Homossexualidade é imcompatível com o Sacerdócio
(0408)
Hoje esteve na ordem do dia a "Instrução" do Vaticano que impede o acesso de homossexuais ao sacerdócio.
Ouvi muita gente dizer que não compreendia como é que a Igreja podia deliberar neste sentido uma vez que cada vez há menos padres.
Fiquei até surpreendido por ninguém se ter lembrado de recordar que, por outro lado, sendo um dado adquirido que cada vez há mais homossexuais, o campo de recrutamento da Igreja vir a ser cada vez mais restrito.
Há ainda quem, envergonhadamente, formule um conjunto de questões, que com o devido respeito, revelam um completo desconhecimento das regras da Igreja Católica.
A questão é que os actos homossexuais sempre foram considerados pecados graves; as tendências homossexuais, essas, eram toleradas, mas agora, muito por culpa das questões relacionadas com a pedofilia, passam também a ser consideradas pecados graves.
O que quer dizer que logicamente Homossexualidade e Sacerdócio são imcompatíveis.
Muitas e fortes razões concorrem para a razoabilidade e inevitabilidade desta imcompatibilidade, mas existe uma que, do meu ponto de vista se sobrepõe a todas: Uma confissão religiosa, e em particular a Igreja Católica, para além de olhar para os fins, tem que olhar para os meios.
Publicado por Patrick Blese às 12:46 AM | Comentários (8) | TrackBack
novembro 07, 2005
A relatividade da morte
(0380)
A morte dos outros parece-nos sempre lógica; a nossa, ou a de quem amamos parece-nos uma tremenda injustiça.
Publicado por Patrick Blese às 11:29 PM | Comentários (1) | TrackBack
abril 20, 2005
Os caminhos ortodoxos do catolicismo
(0061)
Sinceramente não esperava que a escolha do Conclave recaísse no Cardeal Ratzinger.
Na minha opinião de leigo, preferia outra solução, isto é, penso que esta foi a escolha do rigor dogmático e da ortodoxia da doutrina social da Igreja, que vai acentuar ainda mais o que de negativo nos trouxe, o globalmente extraordinário, pontificado de Sua Santidade João PauloII.
Escrevi aqui sobre João Paulo II que confessava " não ter apreciado o seu exagerado conservadorismo quanto a alguns comportamentos sociais, mas que a sua acção deveria ser analisada na sua integralidade" e é justamente neste aspecto, menos positivo, que receio que a ortodoxia do novo Papa não permita à Igreja abraçar novos Mundos.
Por outro lado, Ratzinger é um intelectual da Igreja, alguém do centro nevrálgico da Curia Romana que, por aquilo que vou acompanhando, me habituei a ver como um político puro e duro, o que o afasta da minha figura ideal de Papa.
É o homem do Não.
Não à ordenação das mulheres;
Não à homossexualidade;
Não ao aborto, que vê como um atentado contra a vida e uma verdadeira cultura da morte;
Não ao casamento dos padres;
Não ao preservativo;
Não aos novos ares da sexualidade;
Não ao Comunismo;
Não ao Individualismo e ao Capitalismo;
Não à Turquia;
Não, Não e Não.
Não é que eu esteja em desacordo com a maioria destas negações, mas penso que a Igreja tem que fazer um esforço grande no sentido de acompanhar as mudanças dos novos tempos, sob pena, de perder fiéis e não arregimentar novos crentes e, com toda a franqueza, não me parece que esta escolha seja uma boa resposta para este problema.
Sei no entanto, que Ratzinger é um homem extremamente culto e inteligente, de opiniões muito firmes, fidelíssimo à Igreja e a Sua Santidade João Paulo II, grande teólogo e grande doutrinador que esteve por trás do Concílio Vaticano II que, como se sabe, na prática significou a abertura da Igreja Católica ao Mundo, o que o torna, por este lado, altamente recomendável para a função.
É também um homem de Paz, que recrimina todo o tipo de Guerra, incluindo a preventiva e, estou seguro, continuará a colocar a Igreja ao lado dos fracos, dos oprimidos e de todos os desfavorecidos.
Na minha opinião,o seu sucesso ou insucesso deverá passar, por um lado, pelas respostas que encontrar para questões para as quais, a Igreja deverá olhar com alguma abertura e ares de modernidade e que se prendem com as matérias da sexualidade nos tempos de hoje e, por outro lado, para aquela que é, do meu ponto de vista, a prioridade máxima da Igreja católica: aprofundar o diálogo inter-religioso que acredito ajudará ao fortalecimento de fortes compromissos de Paz, conduzirá à liberdade religiosa e afastará crenças assustadoramente dogmáticas que têm conduzido àquilo que todos sabemos.
Também por ser grande apologista do ecumenismo, entendido no sentido de desejo de estabelecimento de laços entre todos os povos de modo a ser formada uma única família em todo o mundo, também por isso, repito, esperava que o novo Papa fosse de fora da Europa, logo, que não fosse Ratzinger.
Publicado por Patrick Blese às 12:23 AM
abril 19, 2005
Benedetto XVI
(0060)

Cardeal Joseph Ratzinger
É este homem que tem, a partir de hoje, a enorme responsabilidade de governar, espiritualmente, milhões e milhões de pessoas em todo o mundo na sua qualidade de Chefe da Santa Sé.
Publicado por Patrick Blese às 11:08 PM
Quem entra Papa, sai Cardeal
(0059)

Desta vez o velho adágio não se concretizou.
Joseph Ratzinger entrou Papa e em menos de 24 horas saiu Papa.
Publicado por Patrick Blese às 10:59 PM
abril 12, 2005
Excomunhão
(0041)
Os media continuam a sua saga e diariamente mandam bitaites sobre quem será o sucessor de João Paulo II.
Sempre se avisam os prevaricadores que no Séc. VII, Bonifácio III, assinou uma bula ameaçando de excomunhão quem se aventurasse a especular sobre a sucessão papal.
Publicado por Patrick Blese às 01:44 AM
abril 08, 2005
Simplicidade
(0030)

No meio de toda a pompa, solenidade e aparato policial, fixei-me na simplicidade da urna de Karol Wojtyla.
Publicado por Patrick Blese às 07:40 PM
Fé
(0029)

Milhões de pessoas acorreram à Praça de São Pedro e, literalmente, entupiram Roma, numa impressionante, sentida e grandiosa despedida, ao Papa que o Mundo jamais esquecerá.
Publicado por Patrick Blese às 07:18 PM
abril 04, 2005
E agora, como chamar Papa a outro?
(0020)

Não tenho memórias de outro Papa.
João Paulo II foi o Papa de, praticamente, toda a minha vida.
Penso que estou com um dilema que deverá ser comum a todos os católicos da geração de 70.
E agora?
Publicado por Patrick Blese às 01:46 AM
Os Mistérios da Fé
(0019)
Nos últimos dias muitos crentes e não crentes, incluindo jornalistas, cronistas e analistas, mostraram-se indignados e chocados com o comportamento dos órgãos de comunicação social, especialmente com as televisões.
Criticaram a forma como estas acompanharam os últimos dias de vida de João Paulo II, fazendo dessas horas um verdadeiro fenómeno mediático.
Dizem que não houve paz e serenidade à volta de um homem à beira da morte, que nada foi respeitado e que se ultrapassaram todos os limites.
Com o devido respeito por essas opiniões, penso que desta vez, não podem, e não devem, ser imputadas quaisquer responsabilidades às televisões, a não ser as que decorrem do facto de terem, entre as suas fileiras, alguns profissionais profundamente imcompetentes.
Entendo que o ângulo pelo qual se deverá observar e interpretar os acontecimentos, é o que nos leva a perceber, que foi João Paulo II que, na hora da morte, não se quis remeter ao recato de uma cama de hospital ou às entranhas de um qualquer convento ou mosteiro.
Ele não se quis esconder na hora da sua chamada para a vida eterna.
Ele quis morrer como viveu, a lutar e à vista de toda a gente.
Em vida foi um gigante na luta pela Paz, em que sempre acreditou, lutando contra tudo e contra todos.
Foi sempre um Papa de uma enorme dignidade e de uma elevada estatura moral nas questões políticas e económicas.
Confesso que não apreciei, totalmente, o seu exagerado conservadorismo quanto a alguns comportamentos sociais, mas a sua acção deverá ser analisada na sua integralidade.
E à luz desta premissa, João Paulo II foi um Papa e um Homem gigantesco.
Homem de uma impressionante coragem e força física, de cuja imagem irradiavam bondade, serenidade e paz imcomensuráveis.
Para além disso, nunca, mas nunca, por nada, desistiu, transformando-se na maior Personalidade mundial do Séc. XX.
E esta Personalidade quis, na hora de ser chamado a Deus, deixar mais um exemplo de força e de Fé.
Para isso precisava dos Media, estes cumpriram a sua função.
Publicado por Patrick Blese às 01:15 AM
abril 02, 2005
Luto
(0018)

Publicado por Patrick Blese às 11:19 PM
