fevereiro 07, 2006

Boas notícias para os amantes da blogosfera: AEIOU adquire WEBLOG

(0594)
O meu amigo Luís Pinheiro Coutinho já tinha tido a amabilidade de me informar há uns dias atrás sobre as linhas gerais deste negócio que ora se torna público.
É com redobrada expectativa que espero pelas novidades que o AEIOU terá para oferecer a toda a comunidade Weblog.

Sobre o assunto gostaria de deixar duas mensagens:

Um abraço a Paulo Querido pelo excepcional e dedicado trabalho que realizou até agora e a certeza de que não podia ter encontrado melhores pais para a sua criança.

Parabéns ao AEIOU e ao Luís, em particular, pela capacidade empreendedora e pela atenção com que seguem o mercado que faz com que, do meu ponto de vista, tenham acrescentado mais valor ao seu negócio com esta aquisição.
De resto, com o profissionalismo, honestidade e respeito pela gestão integrada das várias comunidades que já há muitos anos gerem no AEIOU existem garantias de que o Weblog vai crescer e trazer muito maior visibilidade a toda a comunidade já existente e se espera cresça muito mais a partir de agora.

Publicado por Patrick Blese às 12:58 PM | Comentários (13) | TrackBack

janeiro 27, 2006

Google: Quanto custa entrar na China?

(0576)
O Google, se quis entrar na China, teve que acatar as regras de censura impostas pelo Governo de Pequim.
O novo serviço permite a busca de palavras e fotos, mas se o pacato cidadão chinês procurar, por exemplo, por "democracia" ou por "direitos humanos", o resultado da sua pesquisa será igual a zero.
Para além disso, também não serão fornecidos serviços de e-mail, messenger e blogues.
O Google, que com "o seu" Governo teve a posição inflexível que se conhece sobre o fornecimento de dados dos seus clientes para benefício da execução da Lei de Protecção de Menores, foi agora para a China, literalmente, baixar as calçinhas.

Publicado por Patrick Blese às 02:29 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 20, 2006

O Agenciamento na Moda e no Futebol

(0553)
Afinal o mundo do agenciamento na moda e no futebol são muito semelhantes.
Guerras, guerrinhas, falta de ética, facadas nas costas, vale tudo.
Desta vez é Ana Borges, directora da agência Elite, que se vem queixar de que um seu empregado, um tal de Hélio Bernardino, se despediu e foi abrir um negócio ao lado sob a fachada Loft Models tendo arrastado consigo as principais manequins da Elite, entre as quais a Soraia Chaves.
Pareçem as guerras entre Veiga, Mendes e outros quejandos.
No entanto, a minha experiência diz-me que os Hélios Bernardinos desta vida acabam sempre mal.

Publicado por Patrick Blese às 11:19 AM | Comentários (5) | TrackBack

dezembro 09, 2005

Quem aceita perder os seus direitos?

(0444)
"Ou as pessoas apertam o cinto e trabalham por menos dinheiro ou as empresas vão à falência e o desemprego aumenta", António Borges, economista, militante do PSD e Vice-Presidente do Banco Goldman Sachs, ao Expresso.

A resposta à questão que dá título a este post é: em Portugal, escudados em greves, sindicatos e corporações, ninguém.
Enquanto isso, a Alemanha extinguiu o 13º mês com reflexos nos próprios bolsos da senhora Chanceler Angela Merckl e, em Inglaterra discute-se a possibilidade da idade da reforma passar dos 65 anos actuais para os 69 anos.
Outras latitudes.

Publicado por Patrick Blese às 12:42 AM | Comentários (6) | TrackBack

novembro 21, 2005

O Mercado, a Direita e a Esquerda

(0404)
"O Governo não se deve meter nas empresas que estão no mercado de capitais", António Borges, Economista, militante do PSD.
"Em dois minutos, uma frase infeliz de um membro do Governo tem um forte impacto nas cotações (de empresas admitidas em bolsa)", Rui Horta e Costa, Gestor da EDP
"Se não for possível manter a golden share na PT, então devemos procurar outras formas de o Estado manter a posição", Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças

Publicado por Patrick Blese às 03:56 PM | Comentários (2) | TrackBack

novembro 07, 2005

A crise e a publicidade enganosa

(0381)
sharp.jpg
A Sharp comercializa o Plasmacluster e promete eliminar em 99% o Vírus da Gripe das Aves!?!?

Publicado por Patrick Blese às 11:32 PM | Comentários (2) | TrackBack

outubro 21, 2005

Por trás de cada grande fortuna oculta-se uma Off-Shore

(0334)
Mário Puzo, no prefácio de O Padrinho, citava Balzac que, no seu tempo, dizia que por trás de cada grande fortuna se ocultava um crime.
Eu adapto a frase aos tempos modernos com enorme probabilidade de não estar enganado.

Publicado por Patrick Blese às 07:59 PM | Comentários (3) | TrackBack

Off-Shores: O caso do Manuel Consultor , Parte 2

(0333)
Depois disto, o Manuel Consultor tem outro problema: 1 milhão de euros, que pagou pelas "acçções de formação", a que precisa de deitar a mão.
A coisa não pode ser feita de ânimo leve, pensa o Manuel.
E com razão: é que se a massaroca desaparece, tratando-se de dinheiro sujo, não há como reclamá-la.
O Banco volta a ter a solução: Vende-lhe uma sociedade, nas BVI , fornecendo-lhe para o efeito: carimbo da firma, estatutos sociais traduzidos e certificados, selo branco, várias procurações e acções ao portador para o Manuel guardar num cofre.
Nomeia-lhe um Director Fiduciário da confiança do Banco, normalmente um advogado, garantia de total anonimato a coberto do sigilo profissional.
Mas o serviço é completo: o Banco garante-lhe a abertura de uma conta em nome da Off-Shore cujo titular volta a ser o Director Fiduciário mas o beneficiário é o nosso Manuel que, para as operações mais rotineiras, chega a ter um cartão de débito em nome da sociedade.
Para compor o ramalhete o Banco oferece-lhe um produto, final e irrecusável, para branquear: um plano de investimento que lava mais branco.
Custo da operação:5000€ pela constituição e 3000€ de manutenção anual.
O Estado volta a ser fortemente lesado.

Publicado por Patrick Blese às 07:22 PM | Comentários (8) | TrackBack

Off-Shores: O caso do Manuel Consultor , Parte 1

(0332)
Em tendo tempo e vontade vou contar-vos uma série de histórias, todas elas ficcionadas, relacionadas com a actual questão das Off-SShores.
Começo pela do Manuel Consultor que sem ser propriamente de uma Off-Shore também vai lá dar.
O Manuel é sócio gerente de uma pequena empresa que opera na área da prestação de serviços de consultadoria.
O negócio corre razoavelmente mas, Manuel, homem precavido, avisado e farto de ser ultrapassado pela concorrência sem escrúpulos, quer pagar menos impostos.
Não podendo recorrer às praças Off-Shores tradicionais, em virtude dos montantes pagos a essas entidades não serem dedutíveis para efeitos de determinação do lucro tributável, pensou que o seu caso estava perdido e que os “esquemas” eram só para o peixe graúdo.
Lembrou-se de falar no assunto ao seu gerente de conta no Banco x.
Foi imediatamente conduzido à Divisão Internacional da instituição onde, pelos vistos, tinham a solução ideal para as suas necessidades.
A troco de 4000€ a título de direito de ingresso, de 2000€ anuais a título de manutenção e o referente a 5% do valor de cada factura que viesse a ser emitida, o Banco disponibilizava-lhe uma broker, sediada em Londres, que emitiria facturas relativas a acções de formação fictícias.
Para tal, o Manuel teria que alugar uma sala num hotel em Lisboa onde, duas vezes por mês, se realizariam as tais "acções".
O Banco encarregar-se-ia de proceder à fundamental troca de faxs entre a consultora e a broker, para combinarem a marcação das “acções”, mecanismo essencial para garantir a credibilidade e veracidade do "esquema".
Ao Manuel foi explicado que o negócio para ser bom teria que o ser para ambas as partes e que para ele só se justificaria aderir a este expediente se garantisse um mínimo anual de 1 milhão de euros de facturas.
Manuel avançou.
O Banco arrecadou, com o expediente, cerca de 57 mil euros e continua a gozar de amplos benefícios fiscais concedidos pelo Estado.
O Estado poortuguês ficou prejudicado em…
… bom, é fazer as contas como dizia o Guterres
.

NOTA: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Publicado por Patrick Blese às 05:55 PM | Comentários (5) | TrackBack

Para que servem e quem "serve" as Off Shores?

(0330)
Até agora as sociedades Off Shores têm funcionado como uma garantia de anonimato para o dinheiro “sujo”, ou seja, sob a bandeira do planeamento tributário, passou a poder ocultar-se todo o tipo de crime.
Por outro lado, as Off Shores são um negócio de Trust, o que conduz a que os principais fornecedores sejam as grandes sociedades de advogados e, logicamente, a Banca que está enterrada nestes esquemas até ao fundo das raízes capilares.

Publicado por Patrick Blese às 12:17 AM | Comentários (3) | TrackBack

A democratização das sociedades Off Shores

(0329)
Todos os agentes económicos do país sabem que os portugueses movimentam dinheiro legal e ilegal através de paraísos fiscais.
Ignorar isso e ficarmos agora todos muito surpreendidos com esta investigação é um acto de pura hipocrisia social.
Abro aqui, como é evidente, uma excepção relativamente ao português comum, que trabalha por conta de outrém , que paga os seus impostos coerciva e antecipadamente, a quem estas matérias, directamente, pouco ou nada interessam.
A verdade é que as sociedades off shores democratizaram-se de tal forma que qualquer dono de charcutaria tem uma empresa em Gibraltar, sem existência física, que usa de forma mais ou menos hábil para efectuar transferências de dinheiro.
Esta proliferação de off shores tem a ver com o facto de serem um negócio legal, de fácil acesso, barato, sem fiscalização e anónimo.
Até agora toda a gente com interesse em impedir esta epidemia galopante fez vista grossa a esta realidade.
Alguém acredita que é desta vez que a montanha não vai parir um rato?

Publicado por Patrick Blese às 12:06 AM | Comentários (6) | TrackBack

agosto 03, 2005

Caixa Cor de Rosa

(0245)
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Agora, até o ex-balconista, Vara é Administrador.
Vale tudo!

Publicado por Patrick Blese às 01:03 AM

maio 31, 2005

Até um ceguinho via isto

(0154)
Disse-o aqui: o aumento da taxa do IVA para 21 % era uma medida estúpida e inqualificável.
Dois dias depois os especialistas alertam aqui para essa mesma gritante estupidez.

Publicado por Patrick Blese às 07:40 PM

maio 11, 2005

Vivemos num país de funcionários? Despede-te já!

(0111)
Como afirmei, no final do post anterior, o gosto pelo risco não pode ser instituído por decreto.
Antes pudesse, mas não pode.
Tudo tem que passar pela Educação: pelas escolas, pelos institutos, pelas universidade e, principalmente, pelas Famílias.
Todos os jovens que viveram a adolescência nas décadas de 70 e 80 e que estão por via disso a começar a sua vida profissional foram educados no sentido de fugir do risco e do incerto como o diabo da cruz.
Esta é uma verdade cruel, mas insofismável.
Somos donos de uma preguiça incomensurável e evitamos pensar, damos tudo pela papinha feita, pelo pronto a vestir e pelo pronto a comer, estamos sempre disponíveis para o “deixa para amanhã o que podes fazer hoje”.
Fomos preparados desde tenra idade para procurar um emprego certo, de preferência na órbita do Estado, ou em alternativa numa instituição bancária ou afim, a entrar às 9 e sair às 5, com as sacramentais 2 horinhas de almoço.
Esta mentalidade tem, do meu ponto de vista, um fim perverso, que passa pela manutenção de uma cultura histórica que acredita no Estado Iluminado e que visa alcançar uma dupla função, por um lado, faz com que se reclame sucessivamente mais funções para o Estado, (quando na realidade, este, só devia ser regulamentado para garantir que funcione) e, por outro lado, fruto dessas novas funções, alimenta-se a necessidade de injecções massivas de novos funcionários públicos.
É uma bola de neve.
É preciso, portanto, admitir que para se conseguir atrair sangue novo para o tecido empresarial português é necessário, antes de mais, que se trabalhe no sentido de uma forte mudança de mentalidades.
E a melhor forma de conseguir isso é garantir, aos jovens que enveredarem pelos caminhos difíceis do empreendedorismo, que no mercado existe concorrência leal, que as empresas se empenhem em fazer melhores produtos e em prestar melhores serviços, que saibam que não podem contar com as benesses do Estado, nem com o velho proteccionismo, mas que existe uma cultura que protege os bons, os audazes, os que não têm medo.
Como dizia um dos “empresários” do Expresso: “Privilegia-se o vínculo laboral que se tem com a empresa e a segurança que isso trás”, mas esquecem que se essas empresas não se revelarem fortes e competitivas, a médio prazo, não será esse vínculo que evitará a respectiva falência e a consequente perda do posto de trabalho.
Em Portugal, há uma falta gritante de capacidade para assumir riscos.
Temos que fazer com que os jovens, que são o futuro do nosso país, se preparem para reagir afirmativamente à mudança, à instabilidade e à concorrência.
É esta a realidade diária de um pequeno, médio ou grande empresário e os jovens têm que saber que viver nessa realidade não é mau, que não vem lá nenhum bicho papão.
Antes pelo contrário.

Publicado por Patrick Blese às 02:10 AM

O gosto pelo risco, o que dizem os “gurus”

(0110)
Este sábado, no suplemento de Economia do Expresso, ( infelizmente com edição on-line só para assinantes ) , no chamado Exame do Conselho dos Doze, dirigido pelo jornalista Daniel Deusdado, que funciona como um barómetro do estado da Economia, justamente 12 personalidades do mundo financeiro respondem a 3 questões colocadas pelo semanário, sendo uma delas a seguinte: “ sugira medidas para estimular o gosto pelo risco em Portugal.”
Gostava de dizer duas coisas sobre esta matéria.
Em primeiro lugar, salientar que dos 12 magníficos, apenas Pinto Balsemão tem autoridade moral para responder à questão.
Os outros ( estamos a falar de Carrapatoso, Miguel Beleza, Augusto Mateus, Salgueiro, Mira Amaral, Medina Carreira, Henrique Neto, etc) não são Empresários.
São gestores, o que é completamente diferente.
Gerem, ou ajudam a gerir, o dinheiro dos outros.
Podem opinar sobre “o gosto pelo risco“, como eu “sobre a nobre ciência do cultivo da beterraba”.
Vale o que vale, é uma opinião.
Falta-lhes a autoridade moral que advém do facto de terem, ou não, dado o corpo ao manifesto.
Em segundo lugar, dizer que como não podia deixar de ser, tão proeminentes "empresários" desbobinaram, quase todos, um rol de disparates, ainda por cima com um denominador praticamente comum: todos reclamam subsídios para os jovens empresários, mesmo para os que tenham falhado em projectos anteriores.
Nenhuma destas alminhas falou em projectos credíveis e inovadores, em força de vendas ou em angels business.
Não!
Subsídios, e estatais é o que a malta acha que faz falta.
Atribuiram ainda, grosso modo, importância ao seguinte:
- flexibilização da legislação laboral;
- redução drástica da “papelada” e da intervenção administrativa discricionária que bloqueia a iniciativa empresarial;
- apoiar o investimento no estrangeiro, com dedução durante x anos, nos impostos da empresa-mãe, dos prejuízos da empresa-filha, ou seja, da empresa que arranca fora das fronteiras nacionais.

- Atribuir aos empreendedores que criassem empresas e postos de trabalho um crédito fiscal de valor igual ao capital social das novas empresas, válido por 7 anos.
E como não podia deixar de ser:
- o Estado deverá financiar adequadamente o risco.
Esqueceram-se de dizer que o gosto pelo risco é contrário ao ser português e que a cultura do risco não pode ser imposta por decreto ou medidas avulsas.
Mas sobre isso falarei a seguir.

Publicado por Patrick Blese às 01:20 AM