julho 08, 2006

Com vista para o Tejo

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No seguimento deste post, que já leva mais de um ano, o EngºCabral Ferreira prometeu-me que haveria de compensar as avarias da sua mulher e que para tal iria proporcionar um encontro entre mim e o grande belenense Raúl Solnado.
Como se trata de um homem de palavra a coisa tardou mas concretizou-se a semana passada.
E lá nos reunimos à mesa eu, o Presidente, o treinador Jorge Jesus, o meu amigo e nóvel Director Executivo do Belém Luís Baptista e, claro está, o maior actor cómico português vivo que, ainda hoje, 40 anos depois, é recordista mundial de vendas discográficas com discos que nem canções tinham.
Quem não se lembra das gravações dos monólogos que criou em revistas nos anos sessenta, especialmente o que reunia A História da Minha Ida à Guerra de 1908 e A História da Minha Vida, que uma vez compiladas em disco bateram todos os recordes de vendas de discos até então, vendendo até mais do que Amália.
Deixo aqui foto para a posteridade acompanhada de um obrigado ao Engenheiro.

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abril 04, 2006

A vida continua...

(0654)
... e o blogue segue dentro de momentos.

Publicado por Patrick Blese às 11:08 AM | Comentários (13) | TrackBack

março 27, 2006

Fulminado por um raio

(0653)
É como me sinto agora.
Morreu-me um AMIGO.

Publicado por Patrick Blese às 05:54 PM | Comentários (10) | TrackBack

março 01, 2006

Correu mal, mas podia ter sido muito pior

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Quando o Baía resolveu estender a passadeira vermelha, para o missíl do Laurent passar, eu e o Martim estavamos no bar a comprar batatas fritas Pala Pala.

Publicado por Patrick Blese às 05:29 PM | Comentários (15) | TrackBack

fevereiro 26, 2006

Carta de um pai portista a Co Adrianse

(0604)

Caro Co,

Constatei ontem, através da leitura d`A Bola, com elevada preocupação que já defrontaste por 9 ocasiões o Koeman e que o saldo desses pleitos redunda em 7 vitórias para o cabeça de leitão e dois nulos.
O que quer dizer que o teu score é, neste particular “laranja”, deixa que te diga, uma valente merda.
O cenário é tanto mais preocupante se pensarmos que, de futebol, o leitão Koeman percebe tanto como eu da nobre arte do cultivo da beterraba, ou seja, nada!
Portanto caro Co tens que inverter rapidamente este panorama que não só dá cabo da tua carreira e da tua reputação como abala seriamente a confiança que os sócios do FCP depositam na sanidade mental do Presidente que escolheu, pelos vistos, para orientar o nosso time, um gajo que está convencido que domina o futebol total mas que, na realidade, nunca ganhou porra nenhuma.
No entanto, tenho boas notícias para ti, penso, caro Co, com todo o respeito, e aceitando que eventualmente penses o contrário (o meu avô ensinou-me que nunca se deve contrariar um maluco), que logo, ao final da tarde, terás o jogo ideal para matares o borrego, isto é, o leitão.
Tenho mesmo, sobre esse assunto, um pedido especial a fazer-te:
deixa a malta ganhar o jogo para podermos encomendar já as faixas, pode ser ?
Repara que te peço que “deixes a malta ganhar o jogo”, isto porque a questão é mesmo essa, para ganharmos àquela cambada de coxos vermelhos só é necessária uma coisa: que te deixes de merdas e não inventes.
Este meu pedido justifica-se por duas ordens de razões, uma ordinária e outra extraordinária.
A ordinária tem a ver com o facto de eu ser portista e ter como qualquer portista um especial prazer em ganhar na Luz.
A extraordinária prende-se com o facto do meu filho, o Martim, ir marcar presença no derby.
Vamos os dois à Luz, quer chova, neve ou faça sol, ver o FCP naquele que será o seu baptismo em jogos do clube.
Gostava que soubesses, amigo Co, que o Martim tem apenas 3 anos e que, logo mais, na sua cabeça de criança ficará gravada a mesma imagem que eu guardo quando na minha infância fui pela primeira vez ver um jogo do FCP ao vivo e a cores.
Iniciei-me também com um FCP-Benfica, corria o ano de 1978, pela mão do meu tio Ernesto, que terminou empatado a uma bola.
Recordo-me que, como o golo do Benfica foi marcado na própria baliza pelo nosso Simões, sempre achei que ganhamos por 2-0, golos do Ademir e do… Simões.
Porra, como eu gostaria de ter começado com uma cabazada aos lampiões.
Mas Co, voltando ao Martim, e apesar dele já ser mais portista que o Pinto da Costa, será desnecessário dizer-te o quão importante será uma vitória no jogo de logo no sentido de que o processo iniciático que eu como pai interessado e presente tenho vindo a seguir possa chegar a bom porto, isto é, que o FCP seja para o meu filho um amor para toda a vida, um amor eterno.
Entendo que esta iniciação é um dever indeclinável de pai, por isso Co, não vais ser tu com as tuas tácticas paneleiras que me vais estragar o rapaz e te vais intrometer nesta questão que é de pai para filho, percebes meu bardamerdas cor de laranja?
Portanto vou-te dizer como é que as coisas logo mais se vão passar:
Às 6 e 45 da tarde saio de casa e vou, com o Martim, para uma das roulottes do Alto dos Moinhos ao encontro de uns amigos, todos eles lampiões, para em camaradagem absoluta e depois de comermos umas entremeadas e uns coiratos e bebermos umas imperiais rumarmos ao Estádio.
Depois enquanto explico ao Martim que aquele mar vermelho não quer dizer nada e que lá dentro vai ver um mundo azul e branco e onze bravos a silenciarem as gargantas vermelhas espero que tu, meu aglomerado de equívocos tácticos, não estejas, nesse mesmo instante, a confundir as cabeças dos nossos briosos atletas com os teus esquemas suícidas ao jeito do ataquem quando não podem e defendam quando não devem.
Uma vez no interior do Estádio sentar-me-ei, com ele ao colo para ver o jogo através dos seus olhos de criança e lhe ir narrando, aos ouvidos, as incidências do jogo e, em especial os nossos golos, que espero sejam, pelo menos, três, ouviste pá? Três.
Para que isso possa acontecer vais meter o Vítor na baliza, o Bosingwa, o Pedro Emanuel, o Pepe, o Meirelles, o Assunção, o Lucho, o Mustang, o Benny, o Adriano e o Lizandro.
Se meteres estes mostras que não estás todo borrado e a coisa não tem nada que saber. Sentas-te no banco. Não abres o pio e esmagamos os gajos, percebeste Co?

Publicado por Patrick Blese às 02:01 AM | Comentários (24) | TrackBack

novembro 28, 2005

Temos Homem!

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O Martim, do alto dos seus 2,8 anos e dos seus 90 centimetros, estreou-se ontem (a troco de 9 euros: uma vergonha?!?!), na Luz, no Benfica- Belenenses, em jogos ao vivo.
Adepto convicto do FC Porto, do Belenenses e de Portugal, apresentou-se no ninho das águias com gorro na cabeça, três camisolas, ceroulas e blusão de penas.
Logo na 1ª parte, quando a claque do Benfica começou a entoar os seus cânticos de incentivo, ripostou a plenos pulmões e de punho em riste, metendo-os na ordem:
Porto!Porto!Porto!

Publicado por Patrick Blese às 12:15 PM | Comentários (11) | TrackBack

novembro 23, 2005

Phones! Microfone! Acção!

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E lá estive com o José Carlos Soares, ao lado, e o Juvenal Xavier, em estúdio, a fazer o Belenenses-Marítimo, no Restelo, para a RDP Internacional e para a RDP Madeira.
Gratificante experiência pessoal muito facilitada pela excelência do profissionalismo de dois craques da rádio.
O jogo, que teve no Marítimo um justo vencedor, não foi famoso.
Ainda assim deu para registar, do lado do Belenenses: a lenta e muito preocupante agonia da equipa que só encontra correspondência nos disparates e equívocos de Couceiro e da SAD ( pelo timing escolhido e pela solução encontrada para a substituição de Carvalhal).
E, do lado, da equipa madeirense: a solidez do conjunto, alicerçada numa dupla de centrais intratáveis, num excelente trinco (Wênio), num enorme craque (Marcinho), em dois avançados venenosos (Manduca e Kanu) e num treinador pragmático e sabedor.
Da minha parte, só posso dizer que fiquei muito satisfeito e honrado por se terem lembrado de me convidar para isto (a RDP informou-me que o nosso trabalho teve uma audiência de 3 milhões e 800 mil ouvintes, o que é assustador) e pelo que diz o Zé, descontando o factor amizade, parece que a coisa não correu muito mal.

Nota: Como compreendo as preocupações desta e desta gente que ama o Belém.

Publicado por Patrick Blese às 03:10 AM | Comentários (5) | TrackBack

novembro 18, 2005

Numa telefonia perto de si

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Em criança era consumidor compulsivo dos relatos do Ribeiro Cristóvão e deleitava-me com a lucidez e com a sabedoria que emanavam dos comentários de Alves dos Santos.
Agora chegou a minha vez de tentar fazer de Alves dos Santos.
Segunda-feira, e em resposta a um convite surpreendente do meu amigo José Carlos Soares, estarei no Estádio do Restelo, pelas 20 horas, para fazer os comentários do Belenenses-Marítimo, para a RDP Madeira e para a RDP Internacional.
Se vive em Portugal Continental pode ouvir o relato do e as minhas divagações, em directo, aqui, clicando em emissões on-line.
Para estreia, Belém e no Restelo, não podia ser melhor.
Prometo isenção, boa vista e cultura táctica.
Sintonize-nos, quanto mais não seja para ouvir o relato do que, digo-vos eu que sou grande apreciador de relatos de futebol, são do melhorzinho que há na nossa praça.

Nota: Se, por acaso, for o feliz proprietário de um transístor de ondas curtas poderá aceder à RDP Internacional e ouvir o relato na telefonia, mesmo no Continente, o que sempre é outra coisa.

Publicado por Patrick Blese às 10:59 PM | Comentários (5) | TrackBack

novembro 13, 2005

E agora vou outra vez para o sófa

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Domingo

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Doze horas de sono.

Publicado por Patrick Blese às 08:55 PM | Comentários (1) | TrackBack

julho 12, 2005

De Sevilha até ao Vau, com boa música

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A Madalena , 4 anos e meio, canta a plenos pulmões:

Enfia! Enfia!
Sporting na bacia
Benfica no alçapão
E o Porto é Campeão!

O Martim, 2 anos e meio, na impossibilidade de acompanhar o léxico da irmã, acompanha com:
Porto !Porto! Porto!

A coisa durou pelo menos metade da viagem.
Tenho fortes razões para crer que a educação da rapaziada está a seguir no caminho certo.

Publicado por Patrick Blese às 03:26 AM

junho 07, 2005

A minha bailarina

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As responsabilidades de pai iam, hoje à tarde, acabando comigo.
O colégio da minha filha resolveu, no âmbito da passagem de mais um aniversário da instituição, presentear os familiares das crianças com um espectáculo de Ballet em que os miúdos, de 4 e 5 anos, eram os principais protagonistas.
Até aqui tudo estava bem.
O problema é que para os responsáveis do colégio, meter 300 pessoas, pais, avós, amas, professores e sei lá mais quem ( havia uma assistência francamente superior a muitos jogos da Superliga), dentro de um ginásio, onde a temperatura rondava, mais coisa, menos coisa, alguns 50 graus, não é sinónimo de carne no espeto, mas sim, de sacrifício espiritual.
Este que vos escreve só não deixou lá o escalpe por acaso.
A mesma sorte não tiveram alguns velhotes que à hora a que escrevo estas linhas ainda lá devem estar agarrados ao ventilador.
Quanto ao espectáculo em si, que é o motivo que dá suporte a este post, foi grandioso.
A Madalena, qual maître-de-ballet, encantou a plateia.
Quer dizer, eu de ballet não percebo nada, mas acho que ela esteve soberba: dois bons pés, óptimo tempo de salto, imperial nas alturas, elegante, boa visão periférica, rápida, versátil, ritmo avassalador: parecia o Ricardo Carvalho.
E tudo isto com 4 anos.

Publicado por Patrick Blese às 01:00 AM

maio 07, 2005

Querem lá ver que o gajo é o meu vizinho de cima

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Numa muito sofrida entrevista que ontem concedeu à Visão, Vasco Pulido Valente faz mais um retrato sombrio, castrofista e mortal do Estado,chegando mesmo a prever o seu colapso.
Já todos conhecemos o pensamento deste especialista sobre a pátria e o ser português e por isso não ficámos surpresos com este diagnóstico.
A surpresa chegou em forma de ameaça.
Fernando Dacosta, a dado passo, questiona-o: "Você vive aqui como um castelão... um oitavo andar envidraçado, um televisor gigantesco ao meio, um centro comercial horroroso à direita, um estádio de futebol abominável à esquerda..."
Assustei-me: Querem lá ver...

Publicado por Patrick Blese às 11:17 AM

abril 08, 2005

A história da guerra que já estava fechada e a mulher do candidato

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Ontem à noite encontrei o Raúl Solnado e, como se isso não fosse já bastante, ainda tive o privilégio de o poder ajudar.
Na realidade, foi uma pequena ajuda, mas ainda assim, uma boa ajuda.
Parece mentira, mas é verdade!
A troco do pequeno auxílio que lhe prestei, recebi de mão beijada, 5 minutos de uma conversa muito saborosa, à volta do Belenenses e do nosso apoio à candidatura de Cabral Ferreira, que foi, de resto, o assunto que a ambos nos levou, ontem, até ao Restaurante da antiga FIL.
Devo no entanto confessar que neste momento, já não sei se vou votar em Cabral Ferreira.
Não porque vá votar no outro candidato, tão pouco porque ache que ele é imcompetente ou inapto para o cargo.
Eu, até quero votar nele, o diabo é que a conversa que estava a ter no exterior do restaurante com o Solnado só não se prolongou por mais tempo porque, justamente, quando lhe pedia por Todos os Santos que me contasse um bocadinho da história da Guerra, e ele se aprestava para aceder, fomos interrompidos pela mulher do candidato.
Tratava-se, como é bom de perceber, de uma oportunidade única na vida.
Tenho que pensar se a coisa tem desculpa ou não, e se não tiver, decidir se Cabral Ferreira merece, ou não, pagar pelos erros da sua mulher.
É a este intrincado problema que tenho que dar resposta até sábado.

Publicado por Patrick Blese às 03:21 AM

abril 06, 2005

Nós. Macacos?

(0025)
O atraso civilizacional no nosso país não conhece limites.
Andamos todos a matar-nos uns aos outros.
Vamos daqui, para ali; dali, para acolá; de hoje, para amanhã; de amanhã, para depois de amanhã; como se fossemos macacos, o vil metal fosse a banana e o nosso umbigo o amendoim.
Hoje, sete da tarde, hora de ponta, em pleno Marquês de Pombal, a caminho da Fontes Pereira de Melo, dois motoristas, por causa do tradicional “ passo eu, ou passas tu? Eu seja cão, senão passar eu!”, pegaram-se de razões, três carros à minha frente.
Acto contínuo, um saiu do carro.
Tinha 2 metros de altura, parecia um Panda gigante, mas sem a mesma simpatia.
O outro, tentou e conseguiu sair pela porta do lado oposto ao seu, acto de destreza física invulgar para um gajo normal, quanto mais para um coxo, como era o caso.
Para além de mancar notoriamente, não ultrapassava 1,60 de altura, não se lhe adivinhando assim, no curto prazo, um futuro brilhante.
Para mais, o Sansão parecia não se querer compadecer com a fraca figura do seu oponente e começou rapidamente a exercitar o seu gancho de direita e o pequenote começou a levar forte e feio no focinho.
Perante este cenário, meia dúzia de maduros, lote onde se incluía este vosso esforçado amigo, abandonaram as viaturas e fizeram uma pega de cernelha ao gigante, sendo que o coxo acabou praticamente na posição de rabejador.
O meu papel na contenda, foi o papel clássico, primeiro gritei: “Dá-lhe agora que ele está de costas!”.
Depois, no auge da refrega, e já com o gigante a cagar fininho, fui separar a coisa e chamar o polícia que controlava o trânsito no local.
Este, durante a bordoada, que se desenrolava à sua direita, fez questão de só olhar para a esquerda, princípio acertado e ajuizado, que por certo lhe poupará dissabores futuros.
Tudo, Comme il faut!

Publicado por Patrick Blese às 01:11 AM

março 29, 2005

Agradecimento

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O Pedro Guedes está desde ontem a banhos no sul de Espanha, mas ainda assim deixo aqui um agradecimento em nome do meu blogue àquele que o fez nascer.
Obrigado por o teres dado à luz.

Publicado por Patrick Blese às 02:02 AM