julho 24, 2006
Open your eyes
(0673)

Como é que um país, como o Líbano, de fortes tradições democráticas, livre, plural e culto se vê arrastado para esta escalada brutal de violência que transforma os seus civis em reféns dos Estados vizinhos e das grandes potências?
A resposta aparentemente é complexa e remete para os complicados jogos de poder na região, - de resto, não é a primeira vez que o Líbano e a Palestina servem de antecâmara de guerra e de operações a uma guerra que, mais dia, menos dia, oporá a coligação Irão/Síria ao Estado de Israel apoiado pelos grandes estados árabes sunitas (Egito, Arábia Saudita, Jordânia), - no entanto, no meu entender, a resposta é mais simples do que parece, isto é, tenho ideia de que do ponto de vista político, económico e estratégico a proximidade geográfica do Líbano face a Israel deveria ser uma fonte de vantagens e nunca de desvantagens.
O problema é que, por estes dias, o Líbano está próximo de Israel mas está ainda mais próximo do Hezbollah.
É normal que um estado soberano aceite que uma milícia armada, que recebe ordens e armamentos de dois governos estrangeiros hostis, controle a fronteira mais sensível do país e possa atacar um estado vizinho?
E este é o verdadeiro problema.
Alguém tem que pôr mão naquele bando de pistoleiros chantagistas armados e controlados por Teerão e Damasco e se o Exército libanês, e a fraqueza do seu governo, não têm condições objectivas de enfrentar o problema que venham os Israelitas, os Americanos, a ONU, o Conselho de Segurança e todas as grandes potências.
Contra estes bandos não se pode ceder.
É preciso trava-los.
E a intervenção era para ontem…
Publicado por Patrick Blese às 01:59 PM | Comentários (1)
fevereiro 21, 2006
Ponto de ordem sobre as teorias do Irving
(0613)
Resulta, para mim, claro que o homem tem direito ao seu revisionamento da história e que numa sociedade livre e democrática a sua opinião e a sua "metodologia" de "historiador" não devem ser limitadas.
Por isso, ainda que as suas posições negacionistas sejam de uma extraordinária cretinice, entendo que o lunático e mentiroso Irving não deveria ser condenado por exercer a sua liberdade de expressão.
Publicado por Patrick Blese às 09:27 PM | Comentários (7)
Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - VIII
(0612)

Mãe tenta proteger filho na hora da execução.
Publicado por Patrick Blese às 09:19 PM | Comentários (6)
Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - VII
(0611)

Publicado por Patrick Blese às 09:17 PM | Comentários (5)
Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - VI
(0610)

Publicado por Patrick Blese às 09:15 PM | Comentários (7)
Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - V
(0609)

Execução.
Publicado por Patrick Blese às 09:13 PM | Comentários (4)
Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - IV
(0608)

Comandante SS Eichelsdoerfer caminha entre as suas vítimas.
Publicado por Patrick Blese às 09:11 PM | Comentários (5)
Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - III
(0607)

Crianças em Auschwitz.
Publicado por Patrick Blese às 09:08 PM | Comentários (3)
Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - II
(0606)

A caminho da câmara de gás.
Publicado por Patrick Blese às 09:04 PM | Comentários (4)
Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - I
(0605)

Publicado por Patrick Blese às 08:58 PM | Comentários (6)
fevereiro 14, 2006
EUA finalmente encontram armas de destruição massiça
(0602)

Vice President Dick Cheney accidentally shot and injured a man during a weekend quail hunting trip in Texas, his spokeswoman said Sunday.
Harry Whittington, 78, was "alert and doing fine" after Cheney sprayed Whittington with shotgun pellets on Saturday at the Armstrong Ranch in south Texas, said property owner Katharine Armstrong.
Leia a notícia aqui.
Publicado por Patrick Blese às 07:09 PM | Comentários (7)
fevereiro 11, 2006
Perante a ameaça, como reagir? Dar a outra face ou ser firme nas convicções?
(0601)
Segundo o Estado português há que limitar a liberdade de expressão à luz do conflito, que neste caso dos cartoons, mantêm com a liberdade religiosa dos muçulmanos.
Foi isto que Freitas do Amaral em comunicado veio dizer ao mundo.
Para mim a questão é que Freitas do Amaral proferiu as afirmações num contexto, digamos, geo-estratégico em que teve em particular atenção a defesa de duas situações: o petróleo e a retirada de Portugal do mapa da previsível vendetta do islão contra os defensores desta liberdade de expressão.
Portanto a questão que os portugueses se devem colocar, antes de chacinarem o seu chefe da diplomacia na praça pública, é se concordam que ele produza as declarações avulsas e hipócritas que proferiu para nos afastar do mapa do terror e continuarmos a viver em paz.
O meu instinto manda-me responder que as declarações do nosso Ministro não nos favorecem.
Nem no tal plano, digamos, geo-estratégico.
Publicado por Patrick Blese às 10:50 AM | Comentários (12)
fevereiro 09, 2006
Até onde nos levarão as Caricaturas de Maomé?
(0600)

Há dias deixei aqui esta interrogação:
Os nossos governos não percebem que este pedido de explicações, mormente pela Arábia Saudita, visa propósitos justificativos para futuras acções de terrorismo, para a perseguição e morte de ocidentais ou para uma escalada do preço do crude?
Agora dois dias depois os acontecimentos sucedem-se a uma velocidade vertiginosa:
- No Afeganistão, as violentas manifestações já provocaram 11 mortos desde sexta-feira.
- A comunidade muçulmana do Reino Unido reuniu-se de emergência por causa da publicação dos cartoons de Maomé.
O xeque Fiazz Siddiqi comparou a ofensa provocada pelos desenhos do profeta ao impacto dos versículos Satânicos de Salman Rushdie.
As poucas palavras do xeque são suficientes para perceber que uma Guerra Santa pode ser lançada contra os que insultaram o profeta.
- O jornal dinamarquês Jyllands Posten apresentou um pedido de desculpas aos muçulmanos pela publicação das caricaturas de Maomé.
- Um chefe Taliban promete cem quilos de ouro de recompensa a quem conseguir matar o autor dos cartoons.
- Foram também oferecidos cinco quilos de ouro para todos os que conseguirem matar um soldado dinamarquês, norueguês ou alemão.
- O mesmo chefe Taliban revelou que o número de candidatos para atentados suicidas aumentou na sequência da polémica sobre as caricaturas.
Que o Ocidente retire as devidas conclusões e as saiba interpretar.
Publicado por Patrick Blese às 11:13 AM | Comentários (7)
fevereiro 07, 2006
O Islão que peça desculpas primeiro
(0593)

Eu, graças a Deus, não sou islâmico e não me encontro subjugado a nenhum regime totalitário.
Vivo numa civilização em que as sociedades são livres, valorizam a tolerância e aceitam e respeitam as mais diversas crenças e orientações religiosas.
Por isso, posso reprovar a atitude de quem, ao abrigo do direito inaleanável da liberdade de expressão, publica cartoons (ainda por cima de duvidosa qualidade artística) a ridicularizar Maomé ou qualquer outro ícone religioso.
O que não posso é, ao abrigo do meu código de valores que é o da civilização ocidental, censurar a publicação dos mesmos cartoons ( mesmo que os considere uma merda e ache que não é correcto, volto a repetir, este tipo de "brincadeiras" com símbolos religiosos), sob pena de estar a subjugar valores fundamentais em que todos os ocidentais acreditam.
No entanto, mais grave ainda, é a hipocrisia e a ingenuidade que grassa pelos governos europeus que estão sempre dispostos a colocar-se de cócoras, ou em alternativa a baixar as calças e a mostrar o rabo, assim que os donos do petróleo resolvem ameaçar com cortes no comércio internacional e crises diplomáticas.
Os nossos governos não percebem que este pedido de explicações, mormente pela Arábia Saudita, visa propósitos justificativos para futuras acções de terrorismo, para a perseguição e morte de ocidentais ou para uma escalada do preço do crude?
Por mim, o Islão que fosse levar naquele sítio.
Então os gajos apedrejam as mulheres, enforcam os condenados no meio das praças, fazem-se governar por ditadores e tiranos que não sabem senão promover a retórica da intimidação, formam terroristas e prometem virgens aos suicidas e a pobre Dinamarca, por causa de uns cartoonzitos, é quem tem que pedir desculpas?????
Publicado por Patrick Blese às 03:10 AM | Comentários (11)
janeiro 27, 2006
Sucessão Socialista
(0575)
Com grande probabilidade de acerto pode adiantar-se que o ex-Ministro dos Estrangeiros grego George Papandreau será o sucesssor de António Guterres na liderança da Internacional Socialista.
Publicado por Patrick Blese às 02:23 AM | Comentários (2)
janeiro 12, 2006
O eterno processo de paz
(0537)

Publicado por Patrick Blese às 12:20 AM | Comentários (6)
janeiro 05, 2006
Raramente a vida, ou a morte, de alguém terá valido tanto
(0530)

Publicado por Patrick Blese às 01:23 PM | Comentários (9)
novembro 21, 2005
Zarqawi e Bin Laden: Not dead yet
(0403)

Com mais dez contribuições destas e não demorariam muito tempo a aparecer os bufos.
Publicado por Patrick Blese às 01:42 PM | Comentários (0)
novembro 14, 2005
Novas da Frente
(0395)
Em França, já se verificaram 2600 detenções, o mais novo dos detidos tem 10 ?!?!? (dez) anos de idade.
Publicado por Patrick Blese às 11:34 PM | Comentários (0)
"Tardou por ter vindo demasiado tarde"
(0394)
Assim começou a peça, no Telejornal desta noite, do correspondente da RTP em Paris, António Esteves Martins, referindo-se à comunicação que Chirac hoje fez ao país.
Publicado por Patrick Blese às 11:29 PM | Comentários (0)
novembro 09, 2005
O equívoco dos nacionalistas
(0384)

Imagem: via Último Reduto
Por muito que custe a uma certa direita, nomeadamente à direita nacionalista civilizada, a rebelião francesa não se resolve apenas com quotas e proibições de entradas de novos imigrantes no espaço europeu porque o problema está no facto de, o tempo não voltar para trás e, a França contar actualmente com 6 milhões de imigrantes.
Se nos concentrarmos numa hipotética proibição futura não se resolve o problema de fundo que é a questão da integração destes imigrantes.
Os discursos do género deste partem, pelo menos, de um grande equívoco: é que quem está a promover estes tumultos são parte destes 6 milhões e não imigrantes que onde vir.
Por outro lado, tenho como dado adquirido que destes 6 milhões nenhum, pese embora os factores de exclusão, estará disponível para abandonar território gaulês de livre e espontânea vontade porque, em França, apesar do desemprego, ainda conseguem viver melhor e com mais perspectivas do que nas suas terras natais.
Por outras palavras, em alguns municípios franceses os imigrantes são a maioria, e o que é preciso saber, em primeiro lugar, é o que fazer com eles.
Integrá-los convenientemente surge como um imperativo inadiável até porque não vislumbro maneira de como recambiar os imigrantes de 2ª e 3ª gerações que têm cidadania francesa.
Importa também dizer que a mentalidade expressa neste post não pode vingar, apesar de eu achar que dadas as circunstâncias este tipo de discurso facilmente arregimentará grandes massas, porque está errado e conduziria a situações muito piores do que a situação presente.
Por outro lado, acho que, do ponto de vista intelectual é pouco honesto negar-se que a Europa se fez de imigrações e que a França, em particular, é um país de imigrantes, multicultural, multiétnico, multireligioso e multilinguístico, o que quer dizer que em muitos casos, eu diria até, na maioria dos casos, os imigrantes já estão assimilados e fazem activamente parte integrante da comunidade.
A Direita Nacionalista fala de polícia (em vez de falar de integração), e eu acho bem que fale, mas que tenha noção que o seu discurso só passa e recolhe apoios, nomeadamente em França, porque a autoridade do Estado se tem vindo a delapidar o que faz com que as pessoas vão perdendo o respeito às instituições que garantem a segurança e se vão revendo em discursos populistas, radicais, securitários e extremistas.
Portanto há aqui um antagonismo na posição da direita autoritária e nacionalista: defende uma autoridade musculada, se for caso disso, mas sabe que só arregimentará simpatias populares se o Estado-Nação tiver problemas com questões de afirmação de autoridade.
É como sermos adeptos do FC Porto mas termos que torcer pela derrota do nosso clube, o que no mínimo é ingrato.
É evidente que faz todo o sentido, principalmente depois do 11 de Setembro, fixar quotas anuais de imigração e estabelecer até prémios para os países de onde vêm imigrantes que cumpram essas quotas mas, não deixa de fazer o mesmo sentido que as polícias europeias recebam ordens expressas no sentido de impedir que os imigrantes assimilados e legalizados, muitos deles de 2ª e 3ª gerações sejam explorados como pessoas, facto que é inadmissível e que acarreta graves distúrbios sociais.
Mas o que eu gostava mesmo de saber era o que é que os nacionalistas se proporiam fazer, se fossem governo em França, aos 6 milhões de imigrantes que habitam em território francês.
E caso o fizessem o que viria a seguir e a que é que isso conduziria?
Publicado por Patrick Blese às 01:33 AM | Comentários (6)
Últimas da Frente
(0383)
"Le rétablissement de l`ordre public est un préalable"
"L`etat sera ferme et juste"
"A l`Assemblée, M. de Villepin justifie l`état d`urgence et présent des mesures anti-discrimination"
"Governo francês anuncia medidas de apoio aos bairros carenciados"
"Estado de emergência para controlar motins"
"Recolher obrigatório em Amiens"
Publicado por Patrick Blese às 01:00 AM | Comentários (0)
novembro 07, 2005
O que vem aí?
(0379)

Foto: via O Velho da Montanha
Em começando os tumultos a alastrar, a outras comunidades imigrantes espalhadas por essa Europa fora, aonde é que isso nos levará?
Publicado por Patrick Blese às 08:52 PM | Comentários (3)
Et voilá!
(0378)
Infelizmente não foi preciso esperar mais de 12 horas.
Aí está a primeira vítima mortal.
Publicado por Patrick Blese às 08:46 PM | Comentários (2)
Sejamos realistas, exijamos o impossível
(0377)

Ao 10ºdia o Presidente Chirac falou exibindo firmeza verbal, na linha de Sarkózy, mas dizendo apenas banalidades, principalmente se pensarmos que os primeiros feridos, entre as forças da ordem, já chegaram e os primeiros mortos não tardarão.
Numa altura em que a França, e já não só Paris, está a ferro e fogo e em verdadeiro clima de guerra civil é importante que o Governo, as Autoridades e o povo francês, percebam que o que está a acontecer não pode ser tratado de ânimo leve.
A rebelião em curso é altamente preocupante porque aparentemente parece tratar-se de um movimento espontâneo, imprevisível e total, numa sociedade onde todas as velhas reivindicações se conjugam com o vazio.
O Governo terá que encontrar um equilíbrio entre a repressão, que é preciso que seja imediatamente exercida de forma firme, vigorosa e musculada, e a garantia de que os excessos por parte das forças de segurança não serão permitidos.
É urgente que se tomem algumas medidas fundamentais no sentido de estancar a progressão desta calamidade e que depois, mais serenamente, a Sociedade Francesa proceda a uma profunda reflexão sobre a origem e as causas do que está a acontecer.
No fundo, procurar a resposta para uma pergunta muito simples: Como é possível isto estar a acontecer?
A primeira medida deverá ser a de decretar imediatamente o Estado de Sítio e fazer uso da Intervenção do Exército, (se a tropa não serve numa situação destas serve para quê?) porque em democracia o clima de insegurança que se verifica é intolerável.
Isto é o mesmo que dizer que Sarkózy ao invés de exercer uma autoridade verbal desnecessária e provocatória (embora uma certa direita concorde com os termos) deveria fazer uso da autoridade política recorrendo aos vários expedientes que tem à sua disposição para repor a ordem pública e a autoridade do Estado.
Sobre a reflexão gostaria de partilhar aqui alguns pontos de vista que tem a ver com a crise social, económica e política que a França atravessa:
Sobre a crise social, devemos recordar que as duas situações da História Francesa que mais se assemelham com o que se está agora a passar foram as Barricadas da Comuna e o Maio de 68 que nos ensinam que, em França, quando há convulsões sociais elas são de tal modo fortes que geralmente conduzem a luta armada nas ruas e deixam mortes para contabilizar.
E o problema actual está, do meu ponto de vista, justamente na profunda crise social que assola a França, uma França que tem perdido influência estratégica para outras potência, como por exemplo, a Alemanha, a Inglaterra, os EUA, a China, a Espanha; que tem perdido a influência linguística que sempre teve e lhe conferia um tremendo poder no comércio internacional; que tem problemas de integração com uma 2ª geração de imigrantes e que, por via destes e outros factores, tem o orgulho e o seu providencial chauvinismo ferido de morte o que origina que vive mal consigo própria e com os seus.
Para ajudar à festa a França atravessa também, como não podia deixar de ser, uma profunda crise económica havendo uma taxa de desemprego geral de 20%, que cresce para 30% na segunda geração de imigrantes, que é o mesmo que dizer que em cada 3 jovens, 2 estão desempregados.
E este é o verdadeiro epicentro desta rebelião porque sem emprego não existem medidas de integração que resultem.
É fundamental haver recuperação económica para haver criação de emprego que é uma medida de integração primária e absolutamente indispensável.
Quanto à crise política ela é evidente já que vigorando em França um sistema de governo presidencialista, o Presidente Chirac está completamente esvaziado de poder, limitando-se a assistir impotente a uma luta fracticida pelo poder entre o Primeiro Ministro e o Ministro do Interior que, justamente, são os homens que deviam trabalhar em franca e estrita colaboração para resolverem esta Rebelião.
Ao que julgo saber, Chirac e Villepan nem sequer falam com Sarkózy o que atesta bem o grau 0 de colaboração entre os principais agentes políticos desta crise.
No meio de toda esta confusão surgem os franceses, da classe média e remediada, que todos os dias ficam sem os seus haveres, os seus carros e os seus pequenos comércios e que assistem à destruição das escolas e creches dos seus filhos, e que têm que ser protegidos.
Esta gente de bem, que nesta altura, pede protecção, firmeza e ordem às autoridades, parece estar a pedir o impossível, ao ponto de terem que se começar a organizar em milícias para protegerem infraestruturas próprias e infraestruturas das suas comunidades.
Sejamos realistas, com o cenário actual, a ordem pública que os franceses pedem a título de urgência parece pouco menos que impossível, mas é isso mesmo que a sociedade francesa deve exigir ás suas autoridades: o impossível.
Publicado por Patrick Blese às 02:11 AM | Comentários (6)
novembro 06, 2005
O Modelo de Sarkózy e companhia: Fazer a guerra aos ”franceses de segunda” e não saber proteger os “franceses de primeira”
(0376)
Ao cabo de dez dias, a França ainda não conseguiu quebrar a onda gigante de terror que a assola e que tem a assinatura da miséria, do desemprego, da exclusão social, da discriminação, da imigração e da delinquência.
Triste paradoxo desta França, de Villepin, Chirac e Sarkózy, que por um lado, não consegue proteger, encaminhar e acompanhar estes “franceses de segunda” que ora se revoltam e, por outro, deixa perecer a sua gente, os “franceses de primeira” que são honestos, estão integrados e trabalham para educar os filhos, às mãos da bandidagem.
Eis a França no seu pior.
Nota: Como não podia deixar de ser também na blogosfera se tem escrito sobre este assunto.
Rodrigo Adão da Fonseca aproveita, e muito bem, para desancar nas análises estapafúrdias de Daniel Oliveira e Clara Ferreira Alves, enquanto João Miranda desenvolve, neste post, uma sagaz visão sobre a atitude europeia perante os conflitos raciais.
Não dexe de acompanhar a situação no Insurgente, onde o Brainstormz e o AAA tem feito um acompanhamento intenso da situação e o LA escreveu este Integração.
Last, but not de least, recomendo a leitura deste certeiro post de Henrique Raposo.
Publicado por Patrick Blese às 03:22 AM | Comentários (1)
A "escória" e os "vadios" das "cités"
(0375)

O Ministro do Interior tem revelado uma visão maniqueísta da actual situação e, neste momento, ao invés de ser parte da solução, tem contribuido, e de que maneira, para o agravar dos tumultos.
Publicado por Patrick Blese às 03:04 AM | Comentários (0)
“Allons enfants…”
(0374)

Às vezes o futebol explica muitas coisas com simplicidade:
Nos jogos das diferentes selecções nacionais o momento mais tocante, para mim, é sempre aquele em que os jogadores, de ambas as equipas, estão perfiladas e cantam os hinos respectivos.
Confesso que quando se trata da nossa selecção e do nosso hino fico sempre arrepiado e que, qual inspector de polícia de investigação, fico à coca para verificar se a rapaziada sabe cantar “os nossos egrégios avós”.
Chego ao ponto de catalogar os jogadores, como dignos ou indignos de envergar a camisola das quinas, conforme saibam, ou não, cantar o hino.
Isto vem a propósito dos tumultos em França e do facto de eu, há muito tempo, constatar com apreensão que os jogadores, que normalmente alinham nos Blues, não conhecem a letra de A Marselhesa.
Quem não se lembra, por exemplo, do último jogo com a República da Irlanda em que, um humorista francês fazendo-se passar por Chirac, telefonou ao capitão Zidane, pedindo-lhe que, ao contrário do que normalmente faziam, cantassem A Marselhesa com a mão no peito.
Zidane convenceu os colegas a fazê-lo e estes, em pleno relvado, pensando estar a aceder ao último pedido do Presidente, que se encontrava hospitalizado em estado grave, lá meteram a mão no peito e, os que se deram ao trabalho de disfarçar, mexeram silenciosamente os lábios.
A maioria ficou em silêncio fixando um ponto abstracto na multidão porque, pura e simplesmente, não conheciam o hino gaulês.
Será que isto não diz muito sobre o caldinho que as autoridades francesas, e Sarkózy, têm para resolver?
Publicado por Patrick Blese às 02:55 AM | Comentários (2)
outubro 08, 2005
Bono por um canudo
(0296)

O Prémio Nobel da Paz 2005 foi atribuído à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e ao seu director-geral, Mohamed El Baradei.
Publicado por Patrick Blese às 01:07 AM | Comentários (60)
setembro 20, 2005
Morreu Simon Wiesenthal, o "caçador de nazis"
(0272)
O judeu-austríaco Simon Wiesenthal, também conhecido como o "caçador de nazis", morreu esta terça-feira, aos 96 anos.
O Arquitecto Wiesenthal tornou-se conhecido por ter levado perante a justiça mais de mil criminosos de guerra nazis.
Durante mais de seis décadas, dedicou a sua vida à tarefa de não deixar que o mundo esquecesse os horrores do Terceiro Reich.
Sobrevivente de vários campos de concentração, Wiesenthal ajudou a levar perante a justiça 1100 criminosos de guerra nazis, entre eles, Adolf Eichmann, responsável pelo Campo de Treblinka, o homem nomeado por Adolf Hitler para executar o genocídio de milhões de judeus.
«Sou alguém que procura justiça, não vingança», disse um dia Simon Wiesenthal.
Publicado por Patrick Blese às 10:00 AM | Comentários (2)
setembro 11, 2005
Onde é que você estava no 11 de Setembro?
(0256)
Tirando datas familiares e profissionais importantes, as minhas memórias só encontram paralelo para o 11 de Setembro de 2001 no 25 de Abril de 1974, dia sobre o qual, apesar de à data ter apenas 5 anos, recordo todos os pormenores.
A verdade é que a minha memória, que é extremamente selectiva, elevou o 11 de Setembro à categoria do 25 de Abril.
Acredito que daqui por 30 ou 40 anos muitas dos adultos activos dessa altura, que em 2001 tinham tenra idade, se lembrem tim-tim por tim-tim do seu 11 de Setembro de 2001 pessoal.
E nessa altura surgirá um Baptista Bastos qualquer na América, como em Portugal ou em Moscovo, ou em Tóquio, que perguntará: Onde é que você estava no 11 de Setembro?
Publicado por Patrick Blese às 10:20 AM | Comentários (12)
11 de Setembro
(0255)

Quatro anos depois ainda custa a acreditar.
Como foi possível?
Publicado por Patrick Blese às 10:15 AM | Comentários (0)
agosto 01, 2005
Decisão histórica dos Nacionalistas Norte-Irlandeses
(0238)

O IRA aceitou desmantelar todo o seu aparelho militar em resposta aos apelos do líder do Sinn Féin, Gerry Adams.
Agora a luta pela reunificação da Irlanda será travada no campo político sendo mais fácil, desta forma, alcançar a paz na Irlanda do Norte.
Até que enfim uma boa notícia!
E se, um dia destes, o mundo acordasse com esta notícia mas com os Kamikazes islamitas no papel, ora, dos nacionalista norte irlandeses?
Publicado por Patrick Blese às 01:00 AM
julho 13, 2005
Ideias sobre o atentado de Londres: Grande Surpresa
(0224)
Sempre soube que para estes terroristas suícidas e sem rosto não há distinção entre inocentes e culpados.
Para eles existem fiéis e infiéis, nada mais, e estes últimos devem ser dizimados a qualquer preço e sem comtemplações.
Sempre pensei, no entanto, que estes filhos da puta, tinham um Código de Ética de Não Agressão nas terras onde vivem lado a lado com os Infiéis.
Vivi, em 1997, durante uma larga temporada em Londres, em plena Edgward Road a cerca de 100 metros da estação onde rebentaram com uma das carruagens, costumava dizer aos amigos que era o único não árabe de toda a Avenida, que é uma avenida colossal e cheia de iconografia árabe.
Qual a lógica que preside a uma escolha destas?
Afinal estes gajos respeitam o quê?
Doutrinaria e filosoficamente bebem, afinal, de que fonte?
Publicado por Patrick Blese às 12:15 PM
Ideias sobre o atentado de Londres: Pobreza ou Poder
(0223)
Muita gente ilustre estava convencida de que havia uma ligação forte entre pobreza e terrorismo.
Não há!
Aliás como é fácil de perceber já que no G8 se discutia o perdão das dívidas aos países africanos mais endividados.
O que está em causa com este terrorismo sem rosto é o poder no Médio Oriente e a intenção de punir o Ocidente e os seus Governos por apoiarem as Monarquias Árabes.
Publicado por Patrick Blese às 12:09 PM
julho 12, 2005
É começar a preparar a Estatueta
(0218)

Em primeiríssima mão, fica aqui, para a posteridade, o nome do próximo Nobel da Paz: Bono Vox.
Grandes Nomes.
Grande Som.
Grandes Metas.
Grande Causa.
Grandes Palcos.
Grande Atitude.
Grande Bono Vox.
Enorme Live 8.
Referência para a excelente cobertura do evento que o Golfinho e o David Diogo fizeram no GolfinU2.
Publicado por Patrick Blese às 03:10 AM
junho 13, 2005
18 Países e 300 milhões de pessoas iluminadas
(0172)

Os 8 países mais ricos do mundo decidiram perdoar as dívidas a 18 das nações mais pobres do planeta, a maioria das quais na África subsariana.
Grande notícia, que tem um rosto: Gordon Brown, o ministro britânico das finanças.
Com esta medida, os países ora contemplados, podem usar os recursos monetários – que até agora eram destinados a satisfazer as responsabilidades assumidas a nível do Banco Mundial, FMI e Banco Africano para o Desenvolvimento – para áreas essenciais à promoção do crescimento económico e social, podendo ainda, doravante, contrair novos empréstimos.
Argumentarão, porventura, que sou um arauto do “deita abaixo”, mas ainda assim arrisco lançar aqui algumas questões:
É esta medida isolada que, per si, vai retirar o terceiro mundo da miséria?
Que adianta isto se a Europa e a América não aceitarem e incentivarem as exportações dos produtos africanos escancarando as suas fronteiras?
Que adianta mandar para lá a massaroca se depois os regimes africanos não tiverem, como parece para já impossível que venham a ter no curto prazo, um sistema fiscal justo, controlado e eficaz?
Como ter a certeza de que este perdão não aproveitará apenas, e só, às elites corruptas que lideram os destinos desses países?
Apesar das dúvidas que manifesto, é da mais elementar justiça, lembrar nesta hora o senhor da fotografia, Bono Vox, que lá segue na sua cruzada que o conduzirá até ao próximo Nobel da Paz.
Nota: Sobre este assunto são de leitura obrigatória os vários posts no GolfinhU2, nomeadamente, o que alude a esta entrevista; e este outro, no Ma-Schamba.
Publicado por Patrick Blese às 02:49 AM
maio 17, 2005
Oferta exclusiva para os meus exigentes leitores
(0129)

Directamente da Le Croissette, Sophie Marceau, em estilo "segurem-me, senão não sei o que faço!"
Se optarem por saber mais pormenores podem sempre ver aqui a sequência.
Publicado por Patrick Blese às 08:10 PM
maio 15, 2005
Kumba Ialá, esse democrata
(0121)

João Miranda, no Blasfémias, manifesta grande satisfação porque " afinal, o voto ainda vale alguma coisa" e acrescenta que " a democracia está de parabéns", tudo isto a próposito da auto-aclamação de Ialá como Presidente da República da Guiné-Bissau.
Sendo o Blasfémias um dos melhores e mais lidos blogues portugueses devia, como é bom de perceber, de abster-se de escrever disparates desta dimensão.
Ialá ganhou as eleições por duas razões fundamentais: por um lado, por pertencer à étnia maioritária no país, os balantas, tendo por via disso o apoio esmagador dos chefes tribais, e por outro lado, porque os guineenses estavam fartos até ao fundo das raízes capilares do partido único, o PAIGC.
Mas Ialá cometeu sucessivos abusos de poder, promoveu a dissolução do Parlamento com o único intuito de indigitar um governo de iniciativa presidencial, e, para isso não se coibiu de ordenar consecutivas prisões arbitrárias e prepotentes de opositores políticos e jornalistas.
Ialá queria era deixar cair o multipartidarismo e regressar ao partido único, sendo que a diferença é que, agora, tratar-se-ia do "seu partido único".
Mas para o blasfemo Miranda,pelos vistos, Ialá é um democrata e a Guiné- Bissau uma democracia exemplar.
Publicado por Patrick Blese às 11:33 PM
abril 10, 2005
E depois de 30 anos como amantes...
(0039)

... casaram-se.
Ou a dificuldade das Monarquias em lidar com as moralidades.
Publicado por Patrick Blese às 01:08 PM
