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julho 24, 2006
Open your eyes
(0673)

Como é que um país, como o Líbano, de fortes tradições democráticas, livre, plural e culto se vê arrastado para esta escalada brutal de violência que transforma os seus civis em reféns dos Estados vizinhos e das grandes potências?
A resposta aparentemente é complexa e remete para os complicados jogos de poder na região, - de resto, não é a primeira vez que o Líbano e a Palestina servem de antecâmara de guerra e de operações a uma guerra que, mais dia, menos dia, oporá a coligação Irão/Síria ao Estado de Israel apoiado pelos grandes estados árabes sunitas (Egito, Arábia Saudita, Jordânia), - no entanto, no meu entender, a resposta é mais simples do que parece, isto é, tenho ideia de que do ponto de vista político, económico e estratégico a proximidade geográfica do Líbano face a Israel deveria ser uma fonte de vantagens e nunca de desvantagens.
O problema é que, por estes dias, o Líbano está próximo de Israel mas está ainda mais próximo do Hezbollah.
É normal que um estado soberano aceite que uma milícia armada, que recebe ordens e armamentos de dois governos estrangeiros hostis, controle a fronteira mais sensível do país e possa atacar um estado vizinho?
E este é o verdadeiro problema.
Alguém tem que pôr mão naquele bando de pistoleiros chantagistas armados e controlados por Teerão e Damasco e se o Exército libanês, e a fraqueza do seu governo, não têm condições objectivas de enfrentar o problema que venham os Israelitas, os Americanos, a ONU, o Conselho de Segurança e todas as grandes potências.
Contra estes bandos não se pode ceder.
É preciso trava-los.
E a intervenção era para ontem…
Publicado por Patrick Blese às julho 24, 2006 01:59 PM
Comentários
depois de ter lido este post, já não estranho o outro sobre o Gonçalo M. Tavares, e vice versa...
M.
Publicado por: Madalena às janeiro 16, 2007 05:00 AM
