(0652)
Leia um interessante post de quem até já subiu o Kilimanjaro e disso deixou fotos e relato.
(0612)
A primeira impressão é negativa: encontramos um país extremamente pobre, sujo, quente, insuportavelmente húmido, com uma organização caótica, onde em cada esquina se encontram crianças de 2-3 anos a trabalhar, onde se conduz muito pior do que em Portugal, onde não há vestígios de qualquer sofisticação ou organização social, governado por cúpulas corruptas e onde as pessoas parecem, com os seus olhares penetrantes, ver o fundo das almas ocidentais.
Passado o choque inicial, a Tanzânia revela um estranho, mas inequívoco, dinamismo social e uma desorganização onde afinal tudo, na hora da verdade, surge organizado.
Mostra-nos um colorido ímpar quer ao nível da flora quer das suas gentes(não esquecer que 65% da população na Tanzânia e 100% em Zanzibar é muçulmana), um povo simpático e acolhedor, paisagens multifacetadas e permite-nos contactar com as tribos Maasai (confesso que foi o que mais me interessou nesta viagem) que são cerca de 2% da população na Tanzãnia e no Quénia.
Depois quando se pensa que por lá se encontram o Monte Kilimanjaro, o Monte Meru, o Lake Manyara, o Parque Nacional de Arusha, o Ngorongoro e a sua cratera (que devia ser uma das maravilhas do mundo), o Serengeti, Pemba e Zanzibar, percebemos que poucos países poderão garantir tanta excitação.
(0610)

Hoje, na Sábado, Pacheco Pereira queixa-se de que o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas mandou retirar da Rede (Internet) as entradas (parciais) do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses que foi publicado há uns anos em parceria com a Europa-América, de Tito Lyon de Castro.
Pacheco confessa-se consumidor da edição em papel mas alega que sendo a obra praticamente impossível de encontrar nas livrarias não se entende como “ um organismo do Estado diminui a informação disponível para todos, sem a explicação exigível, se é que ela existe”.
Também Francisco José Viegas e Eduardo Pitta se referiram a esta medida mostrando-se ambos inconformados com "as politiquices" que possam ter justificado esta decisão.
Eu fui, com muita honra e ainda muito jovem, um dos cerca de cinquenta autores/colaboradores da obra que, de facto, ficou imcompleta, mas ainda assim é de um valor incalculável e, como não podia deixar de ser, junto-me também ao coro de assobios.
Trabalhei, primeiro, sob a coordenação de Eugénio Lisboa e, depois, de Ilídio Rocha, sempre superiormente coadjuvados pela Ana Madureira, pela Maria Teresa Arsénio Nunes e pela Maria João Martins.
Redigi dezenas de entradas e em alguns casos entrevistei pessoalmente os autores sobre quem escrevi.
Lembro-me, entre muitas outras e de memória, das entradas sobre Artur Varatojo, Diamantino Viseu, Embaixador Nataniel da Costa, Luís Francisco Rebello, Bernardo Guedes da Silva, Maria de Lurdes Modesto e, em particular, as do meu Reitor Prof. Justino Mendes de Almeida e do Prof. Fernando Luso Soares com quem, à cause do Dicionário, fomentei uma forte amizade.
E não se pense que os colaboradores do Dicionário eram todos ilustres desconhecidos como este vosso criado, de facto, na sua ficha técnica encontram-se, entre os vários autores, nomes como os de Eduardo Pitta, Ivan Nunes, Ilídio Rocha, João Pedro George, João Pinharanda, José do Carmo Franscisco, Luiz Francisco Rebello, Nuno Júdice, Urbano Tavares Rodrigues, Fernando Dacosta e Albano Martins.
O Dicionário que soma, nos seus seis volumes publicados, mais de 5000 entradas de autores, constitui no seu conjunto a mais importante fonte de informação bibliográfica disponível de autores portugueses de literatura e de ciências humanas e deve muito do seu resultado final a esse conjunto de colaboradores que, pela diversidade dos seus conhecimentos e diferentes técnicas de expressão escrita, enriqueceram enormemente uma obra fundamental que agora, pelos vistos, o IPLB quer silenciar.
Porquê?
Dão-se alvíssaras a quem souber responder.
P.S. A próposito: Para quando a edição do 7º Volume que está pronto e concluído há séculos?
(0607)
Estou de malas aviadas para as profundezas da África Negra.
No início da próxima semana rumarei, com um grupo de amigos, a Dar es Salaam, capital da Tanzânia.
Se aceitarmos que o Magrebe não é África será a minha primeira vez em solo africano.
A curiosidade é enorme.
Dá-se até o caso da minha mulher ser angolana, pelo menos tão angolana como o Pedro Emanuel, o que reforça a curiosidade.
Assim que chegar ao Aeroporto de Kilimanjaro concentrar-me-ei em Macacos Colubus, Búfalos, Leões, Hipopótamos, Girafas, Antílopes, Hienas, Chitas, Zebras, Rinocerontes, Elefantes, Leopardos, Flamingos e tutti quanti.
Conhecerei os altivos pastores Masai, subirei á mais alta montanha africana, descerei ao Lago Manyara e em Ngorongoro farei um Safari, essencialmente fotográfico, penetrando na famosa cratera vulcânica.
Terminarei o meu périplo africano na paradisiaca Ilha de Zanzibar onde, de papo para o ar, recordarei a minha semana africana: a cor, o ritmo, os sons, o cheiro da terra molhada, o perfume do chão, a lua e o pôr do sol.
Trarei relatos e fotos para partilhar com todos.
(0606)
Tenho andado completamente a leste da blogosfera, por manifesta indisponibilidade de tempo, o que originou que - como é que é possível? - me tenha passado despercebido o primeiro aniversário do excelente O Insurgente, que muito justamente consagrei aqui como o melhor blogue português em absoluto.
Parabéns duplos, pois, embora muito atrasados, a todos os Insurgentes pelo aniversário e por estas contratações galácticas.
P.S. Parabéns, também, como não podia deixar de ser, ao Blasfémias pelo segundo aniversário.