fevereiro 26, 2006

Carta de um pai portista a Co Adrianse

(0604)

Caro Co,

Constatei ontem, através da leitura d`A Bola, com elevada preocupação que já defrontaste por 9 ocasiões o Koeman e que o saldo desses pleitos redunda em 7 vitórias para o cabeça de leitão e dois nulos.
O que quer dizer que o teu score é, neste particular “laranja”, deixa que te diga, uma valente merda.
O cenário é tanto mais preocupante se pensarmos que, de futebol, o leitão Koeman percebe tanto como eu da nobre arte do cultivo da beterraba, ou seja, nada!
Portanto caro Co tens que inverter rapidamente este panorama que não só dá cabo da tua carreira e da tua reputação como abala seriamente a confiança que os sócios do FCP depositam na sanidade mental do Presidente que escolheu, pelos vistos, para orientar o nosso time, um gajo que está convencido que domina o futebol total mas que, na realidade, nunca ganhou porra nenhuma.
No entanto, tenho boas notícias para ti, penso, caro Co, com todo o respeito, e aceitando que eventualmente penses o contrário (o meu avô ensinou-me que nunca se deve contrariar um maluco), que logo, ao final da tarde, terás o jogo ideal para matares o borrego, isto é, o leitão.
Tenho mesmo, sobre esse assunto, um pedido especial a fazer-te:
deixa a malta ganhar o jogo para podermos encomendar já as faixas, pode ser ?
Repara que te peço que “deixes a malta ganhar o jogo”, isto porque a questão é mesmo essa, para ganharmos àquela cambada de coxos vermelhos só é necessária uma coisa: que te deixes de merdas e não inventes.
Este meu pedido justifica-se por duas ordens de razões, uma ordinária e outra extraordinária.
A ordinária tem a ver com o facto de eu ser portista e ter como qualquer portista um especial prazer em ganhar na Luz.
A extraordinária prende-se com o facto do meu filho, o Martim, ir marcar presença no derby.
Vamos os dois à Luz, quer chova, neve ou faça sol, ver o FCP naquele que será o seu baptismo em jogos do clube.
Gostava que soubesses, amigo Co, que o Martim tem apenas 3 anos e que, logo mais, na sua cabeça de criança ficará gravada a mesma imagem que eu guardo quando na minha infância fui pela primeira vez ver um jogo do FCP ao vivo e a cores.
Iniciei-me também com um FCP-Benfica, corria o ano de 1978, pela mão do meu tio Ernesto, que terminou empatado a uma bola.
Recordo-me que, como o golo do Benfica foi marcado na própria baliza pelo nosso Simões, sempre achei que ganhamos por 2-0, golos do Ademir e do… Simões.
Porra, como eu gostaria de ter começado com uma cabazada aos lampiões.
Mas Co, voltando ao Martim, e apesar dele já ser mais portista que o Pinto da Costa, será desnecessário dizer-te o quão importante será uma vitória no jogo de logo no sentido de que o processo iniciático que eu como pai interessado e presente tenho vindo a seguir possa chegar a bom porto, isto é, que o FCP seja para o meu filho um amor para toda a vida, um amor eterno.
Entendo que esta iniciação é um dever indeclinável de pai, por isso Co, não vais ser tu com as tuas tácticas paneleiras que me vais estragar o rapaz e te vais intrometer nesta questão que é de pai para filho, percebes meu bardamerdas cor de laranja?
Portanto vou-te dizer como é que as coisas logo mais se vão passar:
Às 6 e 45 da tarde saio de casa e vou, com o Martim, para uma das roulottes do Alto dos Moinhos ao encontro de uns amigos, todos eles lampiões, para em camaradagem absoluta e depois de comermos umas entremeadas e uns coiratos e bebermos umas imperiais rumarmos ao Estádio.
Depois enquanto explico ao Martim que aquele mar vermelho não quer dizer nada e que lá dentro vai ver um mundo azul e branco e onze bravos a silenciarem as gargantas vermelhas espero que tu, meu aglomerado de equívocos tácticos, não estejas, nesse mesmo instante, a confundir as cabeças dos nossos briosos atletas com os teus esquemas suícidas ao jeito do ataquem quando não podem e defendam quando não devem.
Uma vez no interior do Estádio sentar-me-ei, com ele ao colo para ver o jogo através dos seus olhos de criança e lhe ir narrando, aos ouvidos, as incidências do jogo e, em especial os nossos golos, que espero sejam, pelo menos, três, ouviste pá? Três.
Para que isso possa acontecer vais meter o Vítor na baliza, o Bosingwa, o Pedro Emanuel, o Pepe, o Meirelles, o Assunção, o Lucho, o Mustang, o Benny, o Adriano e o Lizandro.
Se meteres estes mostras que não estás todo borrado e a coisa não tem nada que saber. Sentas-te no banco. Não abres o pio e esmagamos os gajos, percebeste Co?

Publicado por Patrick Blese às 02:01 AM | Comentários (24) | TrackBack

fevereiro 21, 2006

Ponto de ordem sobre as teorias do Irving

(0613)
Resulta, para mim, claro que o homem tem direito ao seu revisionamento da história e que numa sociedade livre e democrática a sua opinião e a sua "metodologia" de "historiador" não devem ser limitadas.
Por isso, ainda que as suas posições negacionistas sejam de uma extraordinária cretinice, entendo que o lunático e mentiroso Irving não deveria ser condenado por exercer a sua liberdade de expressão.

Publicado por Patrick Blese às 09:27 PM | Comentários (7) | TrackBack

Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - VIII

(0612)
judeus 9.jpg
Mãe tenta proteger filho na hora da execução.

Publicado por Patrick Blese às 09:19 PM | Comentários (6) | TrackBack

Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - VII

(0611)
judeu.bmp

Publicado por Patrick Blese às 09:17 PM | Comentários (5) | TrackBack

Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - VI

(0610)
judeus 5.jpg

Publicado por Patrick Blese às 09:15 PM | Comentários (7) | TrackBack

Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - V

(0609)
judeus 12.gif
Execução.

Publicado por Patrick Blese às 09:13 PM | Comentários (4) | TrackBack

Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - IV

(0608)
judeus 11.gif
Comandante SS Eichelsdoerfer caminha entre as suas vítimas.

Publicado por Patrick Blese às 09:11 PM | Comentários (5) | TrackBack

Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - III

(0607)
judeus 6.jpg
Crianças em Auschwitz.

Publicado por Patrick Blese às 09:08 PM | Comentários (3) | TrackBack

Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - II

(0606)
judeus 7.gif
A caminho da câmara de gás.

Publicado por Patrick Blese às 09:04 PM | Comentários (4) | TrackBack

Só um ceguinho não vê que o Irving tem razão - I

(0605)
judeus333333.jpg

Publicado por Patrick Blese às 08:58 PM | Comentários (6) | TrackBack

fevereiro 17, 2006

As notícias da minha morte são altamente exageradas

(0604)
Não sei se a Joana é pseudónimo ou nome de baptismo, se é homem ou é mulher, se morreu ou se está viva e com saúde, o que sei é que a partir da caixa de comentários deste post se podem elaborar dois tratados: um, sobre o que de pior se pode encontrar no mundo dos blogues; outro, mesmo pela pena de um optimista empedernido, sobre a própria condição humana.

Publicado por Patrick Blese às 11:12 PM | Comentários (14) | TrackBack

Dicionário do Diabo, Ambrose Bierce ( Letra A )

(0603)
dic.jpg

A Tinta da China acabada de editar a obra maior, uma colectânea de artigos que publicou em jornais nos finais do séc. XIX e princípios do séc. XX, do excepcional contista e cronista norte-americano Ambrose Bierce, também conhecido por "bitter Bierce" tal o sarcasmo e acutilância da sua escrita.
Bierce era amigo e rival de Mark Twain, com quem manteve acessas polémicas depois da Guerra Civil, e transformou o seu Dicionário do Diabo, onde "assume o papel do Diabo para subverter o sentido que habitualmente atribuímos às palavras", num clássico da literatura americana.
Este senhor que assina, magistral e superiormente, o prefácio da obra afirma que " este dicionário é um manual de guerrilha contra o conformismo", eu assino por baixo.

Alguns exemplos do que encontrará na obra ( Letra A):

ABANDONADO: Sem favores para conceder. Desprovido de fortuna.
AFRICANO: Um preto que vota no nosso partido.
ALEGRIA: Uma sensação agradável provocada pela contemplação da miséria alheia.
ALIANÇA: Em política internacional, consiste na união de dois ladrões com as mãos tão afundadas nos bolsos um do outro que já não conseguem roubar um terceiro separadamente.
ALÍVIO: Acordar cedo, numa manhã fria, e descobrir que é domingo.
AMNISTIA: A magnanimidade do Estado para com aqueles transgressores que seria demasiadamente caro castigar.
ANGÚSTIA: Uma doença provocada pela exposição à prosperidade de um amigo.
APÁTICO: Casado há seis meses.
ARREPENDIMENTO: Um sentimento que raramente incomoda as pessoas antes de começarem a sofrer.

Publicado por Patrick Blese às 12:01 AM | Comentários (16) | TrackBack

fevereiro 14, 2006

EUA finalmente encontram armas de destruição massiça

(0602)
cheneys_gun.gif

Vice President Dick Cheney accidentally shot and injured a man during a weekend quail hunting trip in Texas, his spokeswoman said Sunday.
Harry Whittington, 78, was "alert and doing fine" after Cheney sprayed Whittington with shotgun pellets on Saturday at the Armstrong Ranch in south Texas, said property owner Katharine Armstrong.
Leia a notícia aqui.


Publicado por Patrick Blese às 07:09 PM | Comentários (7) | TrackBack

fevereiro 11, 2006

Perante a ameaça, como reagir? Dar a outra face ou ser firme nas convicções?

(0601)
Segundo o Estado português há que limitar a liberdade de expressão à luz do conflito, que neste caso dos cartoons, mantêm com a liberdade religiosa dos muçulmanos.
Foi isto que Freitas do Amaral em comunicado veio dizer ao mundo.
Para mim a questão é que Freitas do Amaral proferiu as afirmações num contexto, digamos, geo-estratégico em que teve em particular atenção a defesa de duas situações: o petróleo e a retirada de Portugal do mapa da previsível vendetta do islão contra os defensores desta liberdade de expressão.
Portanto a questão que os portugueses se devem colocar, antes de chacinarem o seu chefe da diplomacia na praça pública, é se concordam que ele produza as declarações avulsas e hipócritas que proferiu para nos afastar do mapa do terror e continuarmos a viver em paz.

O meu instinto manda-me responder que as declarações do nosso Ministro não nos favorecem.
Nem no tal plano, digamos, geo-estratégico.

Publicado por Patrick Blese às 10:50 AM | Comentários (12) | TrackBack

fevereiro 09, 2006

Até onde nos levarão as Caricaturas de Maomé?

(0600)
cartoonn dinamarca.jpg

Há dias deixei aqui esta interrogação:
Os nossos governos não percebem que este pedido de explicações, mormente pela Arábia Saudita, visa propósitos justificativos para futuras acções de terrorismo, para a perseguição e morte de ocidentais ou para uma escalada do preço do crude?
Agora dois dias depois os acontecimentos sucedem-se a uma velocidade vertiginosa:

- No Afeganistão, as violentas manifestações já provocaram 11 mortos desde sexta-feira.

- A comunidade muçulmana do Reino Unido reuniu-se de emergência por causa da publicação dos cartoons de Maomé.
O xeque Fiazz Siddiqi comparou a ofensa provocada pelos desenhos do profeta ao impacto dos versículos Satânicos de Salman Rushdie.
As poucas palavras do xeque são suficientes para perceber que uma Guerra Santa pode ser lançada contra os que insultaram o profeta.

- O jornal dinamarquês Jyllands Posten apresentou um pedido de desculpas aos muçulmanos pela publicação das caricaturas de Maomé.

- Um chefe Taliban promete cem quilos de ouro de recompensa a quem conseguir matar o autor dos cartoons.

- Foram também oferecidos cinco quilos de ouro para todos os que conseguirem matar um soldado dinamarquês, norueguês ou alemão.

- O mesmo chefe Taliban revelou que o número de candidatos para atentados suicidas aumentou na sequência da polémica sobre as caricaturas.

Que o Ocidente retire as devidas conclusões e as saiba interpretar.

Publicado por Patrick Blese às 11:13 AM | Comentários (7) | TrackBack

Mariah Carey, n. 1970

(0599)
esquire mariah carry.jpg
A biografia de Mariah, aqui.

Publicado por Patrick Blese às 12:25 AM | Comentários (3) | TrackBack

Leonardo di Caprio, n. 1974

(0598)
leo capri.jpg
A biografia de Di Caprio, leia, aqui.

Publicado por Patrick Blese às 12:22 AM | Comentários (3) | TrackBack

Kofi Annan, n.1938

(0597)
annan.bmp
A biografia de Annan, aqui.

Publicado por Patrick Blese às 12:18 AM | Comentários (3) | TrackBack

Benício del Toro, n. 1967

(0596)
esquire - benicio del toro.jpg
Leia, aqui, a biografia.

Publicado por Patrick Blese às 12:14 AM | Comentários (3) | TrackBack

Lula da Silva, n. 1945

(0595)
economist-lula.jpg
Leia a biografia de Luíz Inácio Lula da Silva, aqui.

Publicado por Patrick Blese às 12:10 AM | Comentários (4) | TrackBack

fevereiro 07, 2006

Boas notícias para os amantes da blogosfera: AEIOU adquire WEBLOG

(0594)
O meu amigo Luís Pinheiro Coutinho já tinha tido a amabilidade de me informar há uns dias atrás sobre as linhas gerais deste negócio que ora se torna público.
É com redobrada expectativa que espero pelas novidades que o AEIOU terá para oferecer a toda a comunidade Weblog.

Sobre o assunto gostaria de deixar duas mensagens:

Um abraço a Paulo Querido pelo excepcional e dedicado trabalho que realizou até agora e a certeza de que não podia ter encontrado melhores pais para a sua criança.

Parabéns ao AEIOU e ao Luís, em particular, pela capacidade empreendedora e pela atenção com que seguem o mercado que faz com que, do meu ponto de vista, tenham acrescentado mais valor ao seu negócio com esta aquisição.
De resto, com o profissionalismo, honestidade e respeito pela gestão integrada das várias comunidades que já há muitos anos gerem no AEIOU existem garantias de que o Weblog vai crescer e trazer muito maior visibilidade a toda a comunidade já existente e se espera cresça muito mais a partir de agora.

Publicado por Patrick Blese às 12:58 PM | Comentários (13) | TrackBack

O Islão que peça desculpas primeiro

(0593)
cab_islao.jpg

Eu, graças a Deus, não sou islâmico e não me encontro subjugado a nenhum regime totalitário.
Vivo numa civilização em que as sociedades são livres, valorizam a tolerância e aceitam e respeitam as mais diversas crenças e orientações religiosas.
Por isso, posso reprovar a atitude de quem, ao abrigo do direito inaleanável da liberdade de expressão, publica cartoons (ainda por cima de duvidosa qualidade artística) a ridicularizar Maomé ou qualquer outro ícone religioso.
O que não posso é, ao abrigo do meu código de valores que é o da civilização ocidental, censurar a publicação dos mesmos cartoons ( mesmo que os considere uma merda e ache que não é correcto, volto a repetir, este tipo de "brincadeiras" com símbolos religiosos), sob pena de estar a subjugar valores fundamentais em que todos os ocidentais acreditam.
No entanto, mais grave ainda, é a hipocrisia e a ingenuidade que grassa pelos governos europeus que estão sempre dispostos a colocar-se de cócoras, ou em alternativa a baixar as calças e a mostrar o rabo, assim que os donos do petróleo resolvem ameaçar com cortes no comércio internacional e crises diplomáticas.
Os nossos governos não percebem que este pedido de explicações, mormente pela Arábia Saudita, visa propósitos justificativos para futuras acções de terrorismo, para a perseguição e morte de ocidentais ou para uma escalada do preço do crude?
Por mim, o Islão que fosse levar naquele sítio.

Então os gajos apedrejam as mulheres, enforcam os condenados no meio das praças, fazem-se governar por ditadores e tiranos que não sabem senão promover a retórica da intimidação, formam terroristas e prometem virgens aos suicidas e a pobre Dinamarca, por causa de uns cartoonzitos, é quem tem que pedir desculpas?????

Publicado por Patrick Blese às 03:10 AM | Comentários (11) | TrackBack

Leituras recomendadas sobre a história dos cartoons de Maomé

(0592)
Laicização e Liberdade, Rui.
Ingenuidade e Tragédia, Rui.
O Mundo não é perfeito, Constança Cunha e Sá
Hitler e as caricaturas, VPV
Uma questão de Liberdade, João Paulo Sousa

Publicado por Patrick Blese às 02:44 AM | Comentários (7) | TrackBack

fevereiro 05, 2006

Munich, de Spielberg

(0591)
munich 3.jpg

Sessão da meia-noite e vinte e cinco, fui ver o Munich, de Spielberg.
A coisa dura umas três horas bem medidas, que tornam o filme demasiado lento e arrastado, no entanto, desde que não se adormeça, vale a pena.
O guião já é de todos conhecido, tudo tem origem no ataque que militantes do Setembro Negro perpetraram contra a delegação de Israel durante as Olimpíadas de Munique de 1972.
Spielberg constrói o filme seguindo Avner, um agente da Mossad, seleccionado pela própria primeira-ministra Golda Meir, que deverá renegar a família e até a si próprio em prol da causa.
Avner, juntamente com a sua equipa de quatro elementos, deverá localizar, perseguir e eliminar os autores materiais do atentado.
A principal mensagem que Spielberg tenta passar no filme é de que a violência entre judeus e árabes só conduz à destruição pela destruição, que não há vencedores, nem vencidos, que perdem todos, que o assassino de hoje, será o assassinado de amanhã.
Sendo Spielberg judeu não me parece que se tenha colocado do lado da barricada judia, pelo contrário, usa da ambiguidade ao longo de todo o filme e mostra o lado humano dos terroristas, por exemplo, a cena do palestiniano que vive em Paris, com motorista particular e que tem uma filha de cerca de 12 anos que toca piano e fala francês.
A cena que mais apreciei acontece quando, por indicação de Louis, o agente francês, que não se chega a perceber para que Organização trabalha, os cinco agentes da Mossad dormem, mas com um olho no burro e outro no cigano, numa casa em Atenas.
Um barulho desperta-os.
Pegam nas armas, colocam-se em posição e esperam.
A porta abre.
Quem quer que seja, tem a chave.
O silêncio dentro da casa contrasta com a barulhenta conversa de quem está do lado de fora.
Depois, pistolas no ar, de um lado grita-se OLP, do outro ETA.
Acabam por coabitar nessa noite, na mesma casa, israelitas e palestinianos.
Arranjam mesmo maneira de se entender, falam sobre o mundo e as suas famílias e até no que diz respeito à sintonia da música se entendem (a cena do judeu e do árabe a levantarem-se do colchão alternadamente para mudar o posto emissor do rádio é magnífica e talvez o ponto mais alto do filme) no entanto, aqueles homens, que podiam perfeitamente ser amigos, quando mais tarde descobrem quem são uns e outros regressam imediatamente ao dialogo das armas.
Na cena final, com Nova Iorque como pano de fundo, Spielberg recorre a uma montagem para incluir as Twin Towers na paisagem de fundo de Manhattan, na minha opinião pretende dizer que afinal todos são terroristas: judeus, árabes, americanos, russos e tutti quanti.
Spielberg podia ter feito melhor porque apesar de ser um filme que por certo a Academia apreciará e valorizará, fica a léguas, por exemplo, de A Lista de Schindler.
Se tivesse que lhe atribuir uma nota, de 0 a 20, não lhe dava mais de 12.

Publicado por Patrick Blese às 12:04 PM | Comentários (3) | TrackBack

fevereiro 02, 2006

Nova designação do Sport Lisboa e Benfica

(0590)
liedson.jpg

SLB = Só Liedson Basta

Publicado por Patrick Blese às 08:35 PM | Comentários (38) | TrackBack