(0524)
O Coexist, blogue de larga visão, premiou este estabelecimento com um Prémio destinado, pasme-se, ao Melhor Post do Ano, proporcionando desta forma um encerrar de ano blogosférico de grande apoteose aqui na casa.
Todavia, o prestigiado troféu destina-se a ser partilhado com esse Louis-Ferdinand Céline da blogosfera lusa, o que se compreende, mas não se aceita, porque não se vislumbra forma de partir em dois, sem estragar, a estatueta.
Ao Golfinho, blogger do mais inteligente e sensato, como mais uma vez se comprova, da nossa blogosfera, o meu agradecimento e votos de um Feliz Ano Novo.
E agora, para comemorar, juntem-se a mim, numa taçinha de Moet&Chandon, ao som do New Year`s Day, no Coexist.
(0523)

Vem atrasado mas só agora tive conhecimento da sua existência.
Parabéns ao FC Porto!
Espectacular!
(0522)

O Bom Samaritano.
Quem sou eu para não concordar com a Time?
(0521)
Galeria dos chanceleres alemães do pós-guerra:
Konrad Adenauer (1949 a 1963), Ludwig Erhard (1963 a 1966), Kurt Georg Kiesinger (1966 a 1969), Willy Brandt (1969 a 1974), Helmut Schmidt (1974 a 1982), Helmut Kohl (1982 a 1998), Gerhard Schroeder (1998 a 2005) e Angela Merkel.
Angela Merkel é a primeira mulher a ocupar a Chancelaria na história da Alemanha.
Conservadora e pragmática, a líder da CDU, surge na linha de Adenauer e de Erhard, como uma esperança no sentido de recuperar a auto-estima e a economia de um dos motores do desenvolvimento europeu, meta que não se afigura fácil com a correlação de forças que saiu das eleições de Novembro.
Leia, aqui, a biografia e o curriculum de Angela Merkel.
(0520)

Foto de José Mourinho, The Special One
O homem que faz mais pela auto-estima e a confiança dos portugueses do que qualquer político no activo.
Transformou-se, por mérito próprio, no grande orgulho de Portugal.
(0519)

Foto de Soraia Chaves
A sua interpretação do papel da bela Amélia, em O Crime do Padre Amaro, na adaptação de Carlos Coelho da Silva, da obra polémica de Eça de Queiróz, justificam esta distinção.
Se a isso juntarmos esta foto, ficamos conversados...
(0518)

São os votos do Anjos e Demónios para todos os leitores, visitantes e amigos deste estabelecimento.
(0517)

Com mais tempo abordarei aqui, com mais pormenor, as verdadeiras conclusões a que se deve chegar sobre a prestação de Cavaco.
(0516)

Caro Besugo,
O meu amigo foi assaltado por uma dúvida, de todo, injustificada, que se poderá resumir, no seguinte quesito:
Será que o "camelo" do Patrick me está a elogiar ou, pelo contrário, está mesmo armado em "camelo"?
Para que conste, a atribuição de tão prestigiado e disputado troféu foi ditada, única e exclusivamente, pela admiração e estima que a Real Academia dos Anjos e Demónios dedica ao Blogame Mucho, em geral, e ao Besugo, em particular.
De resto, o Besugo é a cara deste prémio, e este prémio é a cara do Besugo.
Que continue por aí a divertir-nos com essa escrita "como fala", com humor e desempoeirada, são os meus votos.
Aproveito para desejar, a si e aos restantes co-autores do blogue, um Santo Natal e um Feliz 2006 cheio de coisas boas excepto, claro está, para o Sportém.
(0515)
A parte mais caricata do debate aconteceu quando, perto do final, Soares, afirmou, mais coisa, menos coisa, o seguinte: " Vocês, apontado para os desconsolados "entrevistadores" não fazem aqui falta nenhuma. Se estivessemos aqui, eu e ele, sozinhos, olhos nos olhos, o debate corria muito melhor."
Os "entrevistadores" que fizeram, durante todo o debate, figura de corpo presente esboçaram um sorriso amarelo.
Soares engrossou a lista dos desempregados.
Cavaco, que tinha tomado a pastilha, não reagiu.
(0514)

Só agora pude ver o debate, que deixei a gravar, entre os dois maiores vultos do arco da governação do pós-25 de Abril.
Finalmente assistimos a um grande debate.
A um debate à moda antiga.
Soares, provou à saciedade porque é considerado o "verdadeiro animal político":, muito duro; olhos nos olhos; interpelativo; vivo; confrontando Cavaco, embora às vezes com dureza algo excessiva, em áreas muito sensíveis; a ter a arte de conseguir conduzir o debate, principalmente na 1ª parte, para o campo onde melhor se bate: o do entendimento que tem do exercício dos poderes do Presidente.
Sempre muito agressivo e incisivo, só um Cavaco "vacinado" pode evitar uma "tareia monumental".
Cavaco, jogou à defesa e com as sondagens, evidenciou grande rigor táctico, defendeu-se bem na generalidade do debate e "safou-se" razoavelmente no contraditório directo tentando que os ataques de Soares causassem o menor número de danos possível.
No entanto, do meu ponto de vista, acho imcompreensível a forma como Cavaco não reagiu a nenhum dos ataques que Soares lhe desferiu.
Quem não se sente não é filho de boa gente e o tacticismo exagerado, a coberto das sondagens positivas, empobreceu, e de que maneira, a prestação de Cavaco.
O debate poderá ter duas leituras:
Uma, em que se poderá aceitar que, aparentemente, Cavaco, conseguiu evitar grandes danos e terá, por isso, ganho o debate.
Outra, partilhada por todos quantos gostam de política, pura e dura, em que Soares terá dado capote.
A minha opinião é de que não fora alguma deselegância e arrogância que, do meu ponto de vista, Soares exibiu e a vitória deveria ser-lhe averbada.
No entanto, como Soares entrou pelo caminho do desrespeito e do autoritarismo moral e Cavaco, embora se tenha defendido sempre com grande elevação e dignidade, não soube reagir com o nervo e a determinação que alguns ataques justificavam, decido-me por um empate: 4-4.
Volto a repetir:
grande debate;
grande frente-a-frente;
grande momento de televisão.
(0512)

Accionista deixa Liberty após caso Heras.
"Um ciclista não se dopa sozinho!"
Se todos agissem assim...
(0511)

A Real Academia "Anjos e Demónios" agradece penhoradamente a todos os premiados que fizeram com que esta 1ª Edição dos Óscares da Blogosfera Portuguesa A&D 2005 fosse um tremendo, e inesperado, sucesso.
Muito obrigado.
(0504)
Só agora voltei ao blogue e, por isso, só neste momento detectei que houve um lamentável lapso na "entrega" dos Óscares.
A Real Academia "Anjos e Demónios", pede desculpa aos visados e repõe o seu a seu dono.
Temos de facto um Óscar para o Eufigénio, mas não é, obviamente, o de Melhor Blogue de Análise Política.
Sendo assim cá fica o espírito inicial do decisor:
ÓSCARES PARA OS MELHORES BLOGUES SECTORIAIS
INTIMISTA: Apenas mais um
ÓSCARES PARA OS MELHORES BLOGUES DE REFLEXÃO E ANÁLISE
ANÁLISE POLÍTICA: O Insurgente
Nota: Não querendo abusar da boa vontade do Eufigénio, agradecia que enviasse o Óscar para esta morada.
Obrigado.
(0503)

Senhoras e Senhores,
A Real Academia "Anjos e Demónios", reunida nas últimas 72 horas, no mais completo e absoluto secretismo e isolamento, tem a honra de anunciar, de forma solene,(silêncio...)
Os grandes vencedores dos Óscares da Blogosfera Portuguesa A&D 2005.
com cumprimentos e votos de feliz 2006 aos felizes vencedores, eis a lista:
( clap! clap! clap! )
ÓSCARES DE LATA
BLOGUE MAIS CONHECIDO ESCRITO POR DESCONHECIDOS: Abrupto
DESAPARECIDO EM COMBATE 2005: Barnabé
ÓSCARES PARA OS MELHORES BLOGUES SECTORIAIS
CINEMA: Hollywood
CRÍTICA LITERÁRIA: Esplanar
HUMOR: Blog do João Henrique
RELIGIÃO: A Casa de Sarto
DESPORTIVO PLURAL: Bnr b
DESPORTIVO CLUBISTA: Canto Azul ao Sul
HISTÓRIA: Rua da Judiaria
REGIONAL: Planície Heróica
GASTRONOMIA: Culinária daqui e d´áli
PRAZERES: Fumaças
FOTOGRAFIA: Fotoben
SEXUALIDADE: Murcon
MEDICINA: Médico explica medicina
ARQUITECTURA: A barriga de um arquitecto
POESIA: Baby Lónia
ÓSCARES PARA OS MELHORES BLOGUES DE REFLEXÃO E ANÁLISE
BOAS POLÉMICAS: Aforismos&Afins vs Metablog
ANÁLISE POLÍTICA: Apenas mais um
BLOGUE QUE VALE A PENA: Sobre o tempo que passa
BLOGUE QUE NÃO MENTE: Almocreve das Petas
ANÁLISE SOCIAL: A Forma e o Contéudo
SERVIÇO PÚBLICO: Tomar Partido
SEJA BEM (RE)APARECIDO: Estado Civil
OS VERDADEIROS PROFISSIONAIS DA BLOGOSFERA: Grande Loja do Queijo Limiano
ÓSCARES ESPECIAIS
MELHOR ESCRITA CRIATIVA: A Causa foi modificada
MELHOR BLOGUE "ESCREVO COMO FALO": Blogame mucho
EXCELENTE DESCOBERTA: Crónicas de um Vagamundo
MAIS INTERACTIVO: Blasfémias
ESTÉTICA NA BLOGOSFERA: O Jansenista
MELHOR BANDA SONORA: Engajamento
MELHOR BLOGUE DE POSTS MINIMALISTAS: What do you represent
BLOGUE MAIS DIABÓLICO: Dragoscópio
INOVAÇÃO NO FUNCIONAMENTO: Afixe e Tádechuva
O VERDADEIRO BICHO CARPINTEIRO: Agualisa 5
MELHOR WEB DESIGN: Rititi
MELHOR BLOGUE U2MANIA: Coexist
ÓSCARES PARA OS MELHORES BLOGUES DA DIÁSPORA
EUROPA: A outra voz
ÁFRICA: Ma-Shamba
AMÉRICA: Quid Ridis?
ÁSIA: Blogadissimo
ÓSCARES DO BARÓMETRO POLÍTICO
MELHOR BLOGUE LIBERAL: A Arte da Fuga
MELHOR BLOGUE DE DIREITA: O Acidental
MELHOR BLOGUE DE ESQUERDA: Tugir
MELHOR BLOGUE DA DIREITA DA DIREITA: Nova Frente
MELHOR BLOGUE DA ESQUERDA DA ESQUERDA: Bicho Carpinteiro
ÓSCARES QUE CONSAGRAM UMA CARREIRA
MELHOR BLOGUE FEMININO (COLECTIVO): Sociedade Anónima
MELHOR BLOGGER FEMININA: Miss Pearls
MELHOR BLOGUE INDIVIDUAL: Berra-Boi
PRÉMIO CAMÕES (BLOGGER QUE MELHOR ESCREVE EM PORTUGAL): Pedro Guedes, Último Reduto
MELHOR BLOGGER DE PORTUGAL EM ABSOLUTO: João Miranda, Blasfémias
MELHOR BLOGUE DE PORTUGAL EM ABSOLUTO: O Insurgente
Para o ano há mais!
(0502)
Estrondosa vitória de Mário Soares.
Notável a forma como, na questão da visita dos Reis e do Papa, cilindrou Louçã, atirando-o para as margens mais nublosas do sistema e inteligente a forma como remeteu, constantemente o adversário à condição de d eputado e líder partidário.
"Você está a fazer um grande esforço para se reintegrar no sistema, mas de vez enquando lá vem com os seus extremismos incontroláveis.".
Na declaração final, Soares garantiu uma vitória em toda a linha e marcou pontos.
Se os debates tiverem influência na tendência de voto do eleitorado Cavaco que se cuide.
(0501)

A última pergunta da SIC a Louçã, no debate que terminou agora, foi a seguinte: " Se vier a ser Presidente da República vai passar a apresentar-se de gravata?" , que mereceu uma resposta afirmativa do candidato: " Sim, sempre que for preciso.".
Juro que não fui eu que mandei para lá a pergunta.
(0500)
Soares
a) Entrou a matar: "somos ambos socialistas, a diferença é que eu sou pelo socialismo democratico.".
b) A primeira lição sobre poderes do Presidente: "não se meta na pequena política, como candidato presidencial não o deve fazer", em resposta à argumentação de Louça sobre o facto do PS apresentar dois candidatos.
c) A respirar confiança: "Se houver 2ª volta tenho acerteza sou eu que vou lá estar, sinto isso nas voltas que ando a dar pelo país, só não sei é se haverá 2ª volta."
d) As diferenças nas questões e europeias: "Sou um europeísta convicto em toda a extensão do seu modelo político e social, Louça é partidário do quanto pior, melhor, e isso conduz sempre ao Boomerang."
e) A "ratice" de Soares quando corrige Rodrigo Guedes de Carvalho e passa a partir daí a ser ele a conduzir o debate como já tinha feito na TVI com Alegre. Excelente.
f) A visão e a fé na Europa, primeiro quando diz que não é partidário de Blair e que nunca lhe interessou a Terceira Via, depois quando afirmou que " a Europa não se faz de extremismos, mas sim de pequenos passos, a Europa, apesar de Blair não se irá desintegrar porque os Europeus não o permitirão."
g) Uma lição de democracia para o extremista líder do Bloco: "a democracia europeia faz-se com partidos como a nossa, por isso, é preciso fazer cedências e promover conciliações. Não podemos impor a Europa que nós queremos, sob pena de destruição do projecto europeu".
h) Nova lição sobre poderes presidenciais: "Você não está no parlamento para poder falar dessa forma sobre a forma como o governo lançou a questão dos 100.000 postos de trabalho criados pela TGV, você, aqui, é candidato presidencial, ou não?"
i) A defesa dos políticos e latu sensu da democracia, de dedo apontado a Ricardo Costa: "você aqui na SIC ganha mais que um Ministro; o serviço público deve ser enaltecido; criticar a classe política e os políticos da forma que tem acontecido " tem raíz reaccionária."
j) Sobre a questão da eventual dissolução da assembleia regional da Madeira aventada por Louçã, Soares, mais uma vez demonstra que nas questões relacionadas com os poderes presidenciais e seu exercício é pouco menos que imbatível.
l) Sobre as relações com as monarquias constitucionais europeias, Soares esteve muito bem, nomeadamente na forma como defendeu as relações com Espanha e com o amigo de Portugal, Juan Carlos.
m) Sobre as relações com a Igreja e a questão dos crucifixos, o agnóstico Soares também se defendeu muito bem, colocando-se numa posição de grande tolerância e moderação que deve ser apanágio de qualquer chefe de Estado.
Jerónimo:
a) Em resposta a Soares: "se eu fosse partidário do quanto pior, melhor, seria um irresponsável".
Pois...
b) "Sou mais europeísta que Blair".
c) "Não faço vénia a alguém que pense que o povo é seu súbdito."
d) Questão da SIC: "Iria a Fátima com o Papa?" - "Não!"
(0499)
Nas questões internas, assistimos a uma total convergência dos candidatos nos ataques à condução do dossier presidenciais por parte do PS.
No plano internacional, maior sensatez, aparente, de Louçã que afirmou que "Portugal não tinha margem de manobra para não aderir à moeda única" em contraste com Jerónimo que defendeu os modelos da Inglaterra e da Suécia que ficaram de fora.
(0498)
Gostava de discutir uma questão delicada: A arte do plágio "criativo" e a sua repercussão na blogosfera embora, de forma egoísta, adaptada a um caso concreto deste estabelecimento.
Admito que, em tese, o cume da carreira do "dono" de um blogue passe por ver as suas palavras, as suas ideias e os seus pensamentos, apropriados por blogue ou artigo jornalístico alheio.
Acredito que todo o bloguista que se preze aprecia ver os seus escritos reproduzidos em casa alheia, sendo quase como se se tratasse de um filho, que se emancipa e vai à procura de exposição, visibilidade e sucesso, para outro lado.
No entanto, existe uma diferença entre "ser plagiado" e "ser citado", isto é, em algumas ocasiões por muito tentador que seja o plágio devemos fazer tudo para escapar às suas malhas bastando para tal citar a fonte de uma informação ou de um argumento.
Diria pois que o ideal é sermos citados mas, se tal não for possível, pelo menos, que sejamos plagiados que é bem melhor do que sermos ignorados.
No que me diz respeito, e apesar de já aqui escrever há cerca de 9 mêses, que eu saiba, nunca fui plagiado.
Tal facto, chateia-me e entristece-me, mas tendo em atenção a escassez do mérito do escriba e o pouco, ou nenhum, interesse dos temas abordados, tenho que admitir que estamos perante uma consequência natural.
Não sou o António Costa Amaral ou o Adolfo Mesquita Nunes, o Besugo ou o Jansenista, o Dragão ou o Pedro Guedes, o Rui ou o Ferreira Marques, o Brainstormz ou o André Azevedo Alves, o JPT ou o Tiago Mendes, o Rocheta ou o Maradona, o Francis ou o Jorge Ferreira, o João Miranda ou o Jcd, essa sim, gente que "merece" ser assídua e repetidamente plagiada.
Serve este intróito para introduzir a razão de fundo que justifica este post:
hoje, suspeito que, suprema honra, fui plagiado.
Acontece porém que, caso V.Exas entendam que fui mesmo plagiado, não existem motivos para comemorar porque o fui por um gajo que eu não gostava que tivesse sido ele a plagiar-me.
Quer dizer, já que supostamente fui plagiado, preferia tê-lo sido por outra pessoa que não esta.
Estão a ver?
Diria até que, se isto é mesmo um plágio, a batota foi praticada por quem eu menos esperava.
De facto, nutro uma profunda antipatia pelos escritos do ora "plagiador" ao ponto de já ter feito eco disso várias vezes e ainda agora o ter apresentado como um dos gémeos que o povo gosta de achincalhar.
Mas vamos aos factos:
Não é novidade, para os habituais frequentadores deste humilde reduto, que tenho seguido com interesse os debates presidenciais ao ponto de em alguns casos estar a fazer "a cobertura" on line e de estar a promover um campeonato pontual para vir a apurar o vencedor final dos debates e perceber a importância dessa classificação no evoluir das sondagens.
Foi o que aconteceu no caso do debate Cavaco-Jerónimo que segui em diferido e comentei ao mesmo tempo que via o debate.
Da entrada nº 461 (às 00H50) à 473 (02H12) escrevi sobre o debate.
Atribuí a vitória no debate a Cavaco por 4-2.
E ao longo das entradas encontram-se, entre nuitas outras, as seguintes passagens:
" ...hoje com excelente imagem televisiva...", entrada 467.
" ... referência à tirada: Olhe que não! Olhe que não!", entrada 467.
" ... Jerónimo... sem se desviar do seu pensamento e discursos...", entrada 472
"...vitória de Cavaco por 4-2", entrada 472
" Cavaco vence 4-2 e lidera destacado", entrada 473
Quando hoje li o Diário de Notícias o que me chamou à atenção foi o título desta crónica (extraordínário que o autor da mesma se tenha lembrado, pela primeira vez, de dar pontos e logo coincida a 100% no resultado - recomenda-se que aposte forte na betandwin), no entanto, e depois de uma aturada pesquisa que fiz ao escrito, suspeito que já mais ninguém lê as crónicas do cavalheiro, localizei as passagens (ipsis verbis) que acima mencionei na letra da crónica jornalistica.
YO NO CREO EM BRUJAS, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY!
P.S. 1 A consagrada Margarida Rebelo Pinto, que este senhor atempadamente desmascarou, escrevia que "Não há coincidências".
P.S. 2 Será que os cronistas da imprensa escrita lêem blogues, (mesmo os menos mediáticos) apalpando e medindo sensibilidades a uma realidade atenta, vibrante e actualizada, antes de opinarem nas suas colunas de opinião?.
(0497)
No final deste debate, Alegre, independentemente das sondagens, deve desistir a favor de Soares.
(0496)
A NATO é uma organização defensiva.
Se querem criar uma organização ofensiva, Portugal pode entrar nela, desde que coordenada pela ONU, Soares, dixit.
Soares ganhou o debate.
9-0.
(0495)
"Estamos a discutir ou a dizer banalidades?", interrompeu Soares um desamparado Alegre.
Perante a passividade dos entrevistadores, Soares dá murro na mesa e assume definitivamente as redéas do debate.
Alegre completamente inferiorizado aceita, de forma submissa, as regras do velho patriarca.
(0493)
Soares junta-se aos dois entrevistadores e conduz o debate.
Na primeira parte foi ele que fez perguntas a Alegre, agora diz que tem pouco tempo e que quer falar de coisas mais importantes e acaba de questionar a fiabilidade do relógio que cronometra as intervenções dos candidatos.
Alegre pachorrenta e ingenuamente deixa-se levar.
(0492)
Soares surge agora como defensor da classe política e aponta baterias para os empresários, para os economistas, em suma, para os privados, dizendo que quem não defende os políticos é anti-democrata.
Alegre tem também uma opinião negativa sobre a organização empresarial e de trabalho em Portugal.
(Ambos os candidatos tem a subtileza de um elefante numa loja de porcelanas)
(0491)
Soares:
A àgua é mais importante que o petróleo e por isso deve ficar no Estado.
Não há, por parte do actual governo, qualquer intenção de privatizar o domínio das àguas.
A àgua é pública.
(0490)
O melhor que podia acontecer a Alegre era não haver 2ª parte.
Se isto fosse boxe, diria que um SuperSoares está muito perto de aplicar um terrível KO a um indefeso e surpreendido Alegre.
(0489)
As linhas do pensamento estratégico? O que é isso?
Com esta pergunta, a que Alegre não soube responder, Soares acabou com as aspirações do seu opositor.
Soares está a dar cabazada.
Agora está a puxar as orelhas a Alegre pela ligeireza com que o ouviu falar do veto político e explica-lhe como deve funcionar esse instituto.
"Eu sei! Eu sei!", responde um atónito e esmagado Alegre.
A diferença de bagagem política é de facto esmagadora a favor de Soares.
(0488)
Soares diz que Alegre não tem experiência executiva, exceptuando uma passagem como Secretário de Estado num governo seu, e que do seu ponto de vista e do conhecimento que tem de Alegre acha que ele não tem habilidade para exercer a magistratura de influência que o lugar de Presidente da República exige.
Parece-me que Soares tem razão.
Nesta altura do debate Soares perora sobre o exercício da mais alta magistratura como se fosse um catedrático enquanto o discípulo/aprendiz Alegre ouve enternecido.
(0487)
Sobre os poderes do presidente da república nada de novo.
Alegre "provedor da democracia" e Soares "ouvidor".
(0486)
Alegre, diminuido, começa a auto-justificar a sua candidatura, obrigando-se a puxar das credenciais dizendo que também tem experiência política.
Acaba por elogiar a sanidade mental de Soares e este lembra-lhe que, ele Alegre, também já tem 70 anos.
Soares está ao ataque e nitidamente mais à vontade.
Alegre está apagado e inferiorizado.
(0484)
Soares começa o ataque:
"Alegre votou o programa de governo; elogiou Sócrates; e, agora, diz que o PS é liderado por mediocres.
Ele é do PS, o ponto é saber porque se candidata contra o seu partido de 30 anos.
Por isso a sua candidatura é confusa."
(0483)
Primeira pergunta de Miguel Sousa Tavares: Dr.Soares o que o separa de Alegre?
Soares entrou de mansinho.
Quem estava à espera de um lavar de roupa suja provavelmente enganou-se.
Virou-se logo contra Cavaco mas foi dizendo que a candidatura de Alegre é "confusa".
Alegre também disse que o seu adversário era Cavaco e que à esquerda não tinha inimigos.
( Se Soares quisesse atacar Alegre teria dito que Alegre queria ter o apoio do PS mas não teve).
(0482)

O último combate de Soares divide-se, do meu ponto de vista, em três etapas, a saber: o debate de hoje com Alegre, o próximo com Cavaco e o dia das eleições da 1ª volta.
Quando Sócrates se lançou, sem apelo nem agravo, para os braços do velho patriarca do PS já Guterres se tinha instalado de armas e bagagens nas Nações Unidas e Vitorino, mais uma vez, informara que as mordomias e "a massa" proporcionadas pelas empresas privadas e pelo escritório de advocacia lhe eram indispensáveis.
Tudo estaria bem se Sócrates antes do convite que formulou a Soares, numa fase em que o Primeiro-Ministro mal refeito das recusas da dupla G&V ainda desvalorizava as Presidenciais, não tivesse dirigido idêntico convite ao poeta Alegre.
Logo mais, na TVI, disputa-se a 1ª etapa do último combate de Soares.
Para mim vai ser um prazer assistir à refrega assemelhando-se, nesta altura, o meu estado de espírito ao dos instantes anteriores a um FCPorto-Benfica, é que gosto do combate, e de "sangue", no debate político e logo mais isso estará assegurado.
Até porque, qual Mourinho, o velho combatente já começou o jogo psicológico.
(0481)
E aquele que provavelmente é o poema de natal mais conhecido da poesia brasileira:
POEMA DE NATAL
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida;
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrêla a se apagar na treva,
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sôbre um berço,
Um verso, talvez, de amor,
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte -
De repente, nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte apenas
Nascemos, imensamente.
Vinicius de Moraes
(0480)
O FILHO DO HOMEM
O mundo parou
A estrela morreu
No fundo da treva
O infante nasceu.
Nasceu num estábulo
Pequeno e singelo
Com boi e charrua
Com foice e martelo.
Ao lado do infante
O homem e a mulher
Uma tal Maria
Um José qualquer.
A noite o fez negro
Fogo o avermelhou
A aurora nascente
Todo o amarelou.
O dia o fez branco
Branco como a luz
À falta de um nome
Chamou-se Jesus.
Jesus pequenino
Filho natural
Ergue-te, menino
É triste o Natal.
Natal de 1947
Vinicius de Moraes
"Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960
(0479)
(Este é especial)
DIA DE NATAL
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros. coitadinhos. nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra. louvado seja o Senhor!. o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão
(0478)
NATAL
Hoje é dia de Natal.
O jornal fala dos pobres
em letras grandes e pretas,
traz versos e historietas
e desenhos bonitinhos,
e traz retratos também
dos bodos, bodos e bodos,
em casa de gente bem.
Hoje é dia de Natal.
- Mas quando será de todos?
Sidónio Muralha
Obras Completas do Poeta
Lisboa, Universitária Editora, 2002
(0477)
NATAL AFRICANO
Não há pinheiros nem há neve,
Nada do que é convencional,
Nada daquilo que se escreve
Ou que se diz... Mas é Natal.
Que ar abafado! A chuva banha
A terra, morna e vertical.
Plantas da flora mais estranha,
Aves da fauna tropical.
Nem luz, nem cores, nem lembranças
Da hora única e imortal.
Somente o riso das crianças
Que em toda a parte é sempre igual.
Não há pastores nem ovelhas,
Nada do que é tradicional.
As orações, porém, são velhas
E a noite é Noite de Natal.
Cabral do Nascimento
Obra Poética
Porto, Edições Asa, 2003
(0476)
NATAL À BEIRA-RIO
É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
David Mourão-Ferreira, Obra Poética 1948-1988
Lisboa, Editorial Presença, 1988
(0475)
HISTÓRIA ANTIGA
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
Miguel Torga
Antologia Poética
Coimbra, Ed. do Autor, 1981
(0474)
Será que viveriamos todos mais felizes se, pura e simplesmente, aceitassemos que a impunidade e a corrupção se instalaram na sociedade como parte de uma realidade que devemos aceitar?
(0473)
Resultados A&D:
Cavaco-Jerónimo 4-2
Alegre-Louçã 0-0
Cavaco-Louçã 8-0
Soares-Jerónimo 3-0
Cavaco-Alegre 0-0
Classificação provisória:
1º Cavaco (7)
3 debates, 12-2
2º Soares (3)
1 debate, 3-0
3º Alegre (2)
2 debate, 0-0
4º Louça (1)
2 debate, 0-8
5º Jerónimo (0)
2 debate, 2-7
() entre parentesis o número de pontos
(0472)
Cavaco, a quem a SIC cortou o pio durante 10 segundos, enfatizou o desenvolvimento económico, acreditando que a sua candidatura trará mais confiança e mais investimento.
Sacou do exemplo espanhol, dizendo que seremos capazes de o imitar e apelou individualmente a cada português no sentido de que façam e produzam mais no seu local de trabalho.
Jerónimo carregou no play do seu leitor de cassetes e debitou o habitual argumentario e sem se desviar do seu pensamento e discursos habituais perorou sobre a defesa dos trabalhadores, dos desempregados, dos que menos têm e dos que menos podem.
No geral o "debate" foi fraco mas Cavaco acabou por queimar mais uma etapa sem se chamuscar e desse ponto de vista venceu inquestionavelmente o debate.
Vitória de Cavaco por 4-2.
(0471)
Cavaco socorrendo-se da mulher e da Constituição afirma que a mulher está ao lado do Homem e não atrás ou à frente, e mostrou-se orgulhoso de ter liderado o Governo com maior percentagem de mulheres.
Para Cavaco a venda do corpo da mulher não pode ser uma profissão normal e diz que o que considera fundamental é combater o tráfico de mulheres para esse fim.
Jerónimo criticou Cavaco por ter subido a idade da reforma das mulheres e aproveitou para fazer demagogia sobre as operárias texteis.
Sobre a legalização da prostituição mostrou-se veementemente contra e aproveitou para defender o aborto.
A registar que na matéria da legalização da prostituição os candidatos convergiram nas opiniões.