(0421)
A discussão sobre a natureza filosófica do liberalismo mereceu da sua parte este post, que li atentamente mas, com o qual não posso concordar por entender que contempla uma visão redutora do assunto.
Para além disso, brindou com um ralhete, do meu ponto de vista, injustificado e injusto, os liberais que hoje vão fazendo o liberalismo, todos os dias, por essa blogosfera fora.
Não sou advogado de defesa de ninguém, nem eles precisam de mim, nem a finalidade deste meu post é defender quem quer que seja, no entanto gostava de trocar consigo algumas ideias.
Compreendo que quando falou em “solidariedade”, ou falta dela, e “em moral que suporta a vida”, estaria provavelmente a lembrar-se de Malthus que afirmava claramente que o Estado devia limitar-se a proteger os ricos e que devia recusar quaisquer direitos aos pobres, (recordo-me que quando comecei a interessar-me por esta matéria fixei, para sempre, uma frase de Malthus em que ele deixava um único conselho aos pobres: que não se reproduzissem), ou que terá recordado a fase em que as doutrinas liberais andaram de mãos dadas com o Imperialismo.
Admito também que quando afirmou que “o liberalismo não andaria longe da bárbarie” estaria a pensar no facto do liberalismo ter conduzido, já no séc. XX, as sociedades europeias liberais para a guerra e, posteriormente, para o emergir de regimes totalitários que surgiram em nome da defesa de interesses colectivos que o liberalismo não quis, ou não soube, proteger.
No entanto, também não desconhecerá que as teorias liberais têm sofrido evolução e que, nomeadamente, nos anos 70 essas teorias começaram a incorporar preocupações com as questões dos direitos humanos, defenderam o fim das ditaduras, a abertura de mercados, a diminuição de impostos e garantias de liberdade no comércio internacional.
E chegados aqui, meu caro Zé António, queria dizer-lhe que penso que estão neste momento reunidas, em Portugal, uma série de condições e de factores que potenciam, como nunca, a aplicação concreta de políticas liberais.
Discordo de quem defende o aparecimento de um Partido Liberal, entendo antes, que o caminho a seguir deverá ser feito por dentro de um partido português já implantado no tecido social onde os pensadores e executores liberais poderão ir marcando o seu território e impondo as suas ideias e projectos, sendo que esse partido, só pode ser o PSD.
Mas não é sobre os meios para atingir os fins que lhe quero falar, interessa-me falar-lhe sobre as condições e os factores que penso ora estarem reunidos e que potenciam a implantação das doutrinas e políticas liberais.
E sobre isso, diria que, por um lado, é hoje uma verdade insofismável que o nosso Estado-Providência está falido, isto é, o Estado transformou-se no eixo central e organizador do social, e do individuo, regulando todas as questões dinamizadoras dos mercados e falhou redondamente.
Por isso, penso que, nesta altura, o Estado-Providência não poderá continuar a ser um objectivo nacional porque se tem revelado completamente ineficaz, quer do ponto de vista financeiro, quer do ponto de vista social.
O modelo, seguido até aqui, deve ser abandonado em favor da regulação dos mercados, ou seja, deveremos caminhar para um Estado menos actor e regulador e mais avaliador devendo esse Estado avaliador substituir o Estado provedor.
Esta substituição traduzir-se-á num muito menor número de funcionários públicos, no facto dos indivíduos passarem a ser obrigados a responder pelo seu desempenho, no aumento da concorrência e na ausência de bloqueios à verdadeira economia de mercado, desaparecendo, dessa forma, a lógica intervencionista do Estado.
O Estado deverá garantir as questões relacionadas com a segurança e a justiça, passando áreas como a Saúde, Água, Transportes, Comunicações, Energia e Educação a estar entregues aos privados, no sentido de que não devemos aceitar a intervenção do Estado em coisas que os índividuos sejam capazes de resolver por si.
Este, meu caro amigo, acredito que será o caminho.
Assim os liberais, e as suas políticas, sejam capazes de arranjar equilibrios no sentido de: incrementar a não exclusão social promovendo, incentivando e premiando práticas sociais responsáveis por parte dos grandes, médios e pequenos agentes económicos; promover fundos para melhor educação e melhor formação profissional; e adoptar políticas de imigração realistas, ponderadas e que acautelem a segurança nacional devendo, nesta matéria, compreender-se que, apesar de se saber que limitar a entrada de estrangeiros poder parecer um paradoxo com as práticas liberais, os tempos que correm exigem medidas altamente restritivas nesta matéria.
P.S. Também nos últimos dias por causa dos crucifixos se tem assistido a polémicas onde, do meu ponto de vista, se insiste em confundir a discussão pública das políticas liberais por parte de pensadores liberais, que é o que interessa e é relevante; e, as suas confissões religiosas e posturas morais, que para a presente discussão nada relevam.
(0420)
A ler:
Liberalismo e laicidade, por Rui, no Portugal Contemporâneo.
Liberalismo e Laicidade II, por Rui, no Portugal Contemporâneo.
Laicismo, anti-catolicismo e liberdade de educação, do André Azevedo Alves, no Insurgente
(0419)

Para mais tendo como pano de fundo um motivo tão nobre e altruísta.
«Venho falar-vos de um livro de receitas para crianças, que acabou de ser editado através da editora Sopa de Letras, pela Acreditar – Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro. Vai estar à venda directamente na Acreditar (R. Prof.Lima Basto nº 73, em frente do IPO) ou nas livrarias, desde o dia 21 de Novembro). Não deixem de o comprar para oferecer aos vossos filhos, sobrinhos, afilhados, primos, e amigos....e ao mesmo tempo ajudarem uma boa causa.
Se puderem, divulguem a familiares e amigos.
Obrigada a todos»
(0418)

Os amiguinhos de Ronaldinho, para mim, apenas, o melhor jogador do mundo de todos os tempos.
O Rui Baptista que me perdoe mas não resisti à tentação de lhe pilhar o estaminé.
(0417)
O Francis anda, desde há alguns dias, por lá.
Vale a pena ler os seus posts.
(0415)
A imaginação anda à solta pela blogosfera:
- Funcionários públicos ateus exigem fim do subsídio de Natal.
- FPF proíbe jogadores de se benzerem antes de entrar em campo.
- Associação Répública e Laicidade exige retirada do Cristo Rei e respectiva substituição por estátua de Mário Soares.
- Escola Preparatória de Miraflores proíbe alunos de utilizarem material escolar( lápis, canetas, pael, giz, etc)para desenhar motivos religiosos, como por exemplo, anjos ou o Menino Jesus?
(0414)

Os nossos políticos andam numa roda viva por causa dos voos da CIA.
Compreende-se perfeitamente que, há mais de uma semana, não falem de outra coisa porque, de facto, o assunto é de uma gravidade tal que o Estado português não pode ficar de braços cruzados.
Sugiro mesmo que o Governo tome medidas severas imediatamente, isto é, que abra um RIGOROSO INQUÉRITO.
No entanto, gostaria desde já de informar o governo português de que estou em condições de poder ajudar contribuindo para o cabal esclarecimento da situação.
Minha cara, futura Comissão de Inquérito,
Se dúvidas houvesse, hoje, dia 28 de Novembro de 2005, tudo ficou esclarecido.
Eu vi, com estes que a terra há-de comer, um avião da CIA a sobrevoar a zona do Campo Grande, tendo-se feito ao asfalto em plena 2ª Circular, junto à bomba de gasolina do MacDonald´s, onde parou para reabastecer.
De seguida, o sofisticado aparelho da agência de informações, tomou a direcção de Guantánamo.
Para que não restem quaiquer dúvidas captei o momento com a minha inseparável, passe a publicidade, Olympus C740.
(0412)
O Martim, do alto dos seus 2,8 anos e dos seus 90 centimetros, estreou-se ontem (a troco de 9 euros: uma vergonha?!?!), na Luz, no Benfica- Belenenses, em jogos ao vivo.
Adepto convicto do FC Porto, do Belenenses e de Portugal, apresentou-se no ninho das águias com gorro na cabeça, três camisolas, ceroulas e blusão de penas.
Logo na 1ª parte, quando a claque do Benfica começou a entoar os seus cânticos de incentivo, ripostou a plenos pulmões e de punho em riste, metendo-os na ordem:
Porto!Porto!Porto!
(0411)
É no mínimo estranha a forte determinação que o actual governo exibe no que diz respeito ao afastamento dos símbolos religiosos das escolas.
Depois da proibição dos crucifixos, não me espantarei que a seguir venha a proibição das festas de Natal a das representações bíblicas que têm, do ponto de vista didáctico, simbólico e pedagógico, uma importância superior aos crucifixos.
Não acredito que, especialmente no Norte do país, as determinações sejam cumpridas de ânimo leve.
Vai haver contestação e bordoada da dura porque, ao contrário do Sul, no Norte, o povo, para além de ter as tradições religiosas profundamente enraízadas, não é sereno.
Cá por baixo, no Sul, se o Ministério mantiver a coerência e vier a proibir as festas de Natal, eu da minha parte desrespeitaria, se os meus filhos frequentassem escolas públicas, as directrizes ministeriais: é que eu é que sou o pai natal lá da escola e não pretendo abdicar.
E lembrando-me disto fui ao Senhora do Monte recuperar o post que escrevi o ano passado logo a seguir à festa de natal da escola, ora cá está:
Eu é que sou o Pai Natal
A Madalena tem 4 anos, ou melhor, vai ter dentro de dias.
Este ano, na tradicional festa de Natal do colégio que frequenta, investiram-me no cargo de Pai Natal.
A responsabilidade era de monta considerável, já que a coisa, pelo que me apercebi em duas reuniões preparatórias, se assemelhava a uma mega produção de Hollywood.
Metia coro, magia, peça de teatro, presépio, uma entrevista ao Pai Natal e depois a distribuição de prendas às crianças.
Confesso que, depois de ter construído toda uma carreira de bobo da corte ao serviço da animação das várias turmas que frequentei ao longo do meu percurso estudantil, tal papel não me inspirou especiais cuidados, sentia-me à vontade.
Tive que me haver com 150 crianças, entre os 3 e os 5 anos, sentadas no chão à minha frente e mais as respectivas famílias sentadas na bancada do ginásio.
A assistência era amplamente superior à maior parte dos jogos da nossa Super Liga.
Garanto que foi das experiências mais gratificantes da minha vida.
E a Madalena, depois de devidamente esclarecida sobre o facto do Pai Natal ter telefonado expressamente do Pólo Norte, informando que não podia ir ao colégio, mas que delegava as suas habituais funções “ no pai da Madalena”, estava a rebentar de orgulho.
Eu vi isso nos olhos dela quando todos, pequenos e graúdos, iam repetindo, para gáudio dos seus pequenos mas atentos ouvidos: “ o pai da Madalena é que é o Pai Natal”.
E eu, que sou o pai da Madalena, não consigo explicar o que senti. Olhava com emoção aqueles pequenos grandes dois olhos azuis que me fitavam muito atentamente - no meio de outros duzentos e noventa e oito não menos atentos e brilhantes - e eu, que não sou de lágrima fácil – antes pelo contrário – vi cair duas, enquanto despia a farda nos bastidores.
E eram minhas, sim senhor!
(0410)

George Best, no seu melhor
Nunca vi jogar George Best o que não deixa de ser estranho para um amante incorrigivel do futebol.
Mesmo assim, ainda eu não tinha nascido, já gostava dele: em 66, praticamente sozinho dizimou o Benfica e quem dizima o Benfica passa a ser um dos meus.
Pelos vistos tinha arte, raça, talento e beleza.
Morreu agora aos 59 anos, no Cromwell Hospital, que bem conheço e me recorda outras memórias, ao que parece em paz com Deus e com os homens.
Dele sempre retive uma frase que acho deliciosa:
" Gastei muito dinheiro em álcool, mulheres e carros. O resto desperdiçei..."
Agora li nos jornais as evocações habituais dos vivos que querem, em morte, honrar os de cujus:
" O Futebol perdeu um dos seus maiores talentos", Eusébio
" Jogador fenómenal que deixou milhões de memórias positivas", Alex Ferguson
" Um dos melhores de sempre. Fantástico. O seu talento inspirou centenas e centenas de miúdos", Erickson
" Todos os jogadores que o viram jogar o queriam imitar", Bobby Charlton
Nunca vi jogar Best.
Nem em video.
Agora depois destes depoimentos vou a correr à FNAC.
E não passa de hoje.
(0409)
Hoje o Record dedica as suas páginas centrais às Amadoras do Belenenses e diz que os adeptos e sócios do Belém estão a viver momentos eufóricos pelo facto do clube liderar as Ligas de Andebol e de Basquetebol e por ser um dos principais candidatos ao título no Raguêbi.
Também na página 16, do mesmo diário, se fala da visita às instalações do clube realizada ontem pelo Secretário de Estado do Desporto que diz que o Belém é "um exemplo para os outros clubes, a nível da gestão, numa altura em que outros passam por grandes dificuldades".´
Se as conclusões sobre o estado de espírito dos adeptos do Belém, por parte do Record, são um perfeito disparate, as do Secretário de Estado pecam por desconhecimento da real situação do clube, que como se sabe, sem Projecto Imobiliário irá agonizar dentro em breve.
Útil seria lerem-se as duas cartas abertas de Luís Oliveira ao Presidente Cabral Ferreira e já agora atentar neste texto de Alexandre Trindade que apesar de eu, por ser um optimista, não subscrever na íntegra, reflecte de forma lapidar o estado de espírito dos sócios do clube.
Penso que o futuro do clube passa pela concentração de todas as suas sinergias e potencialidades no Futebol.
Como dizem os economistas é esse o nosso Core Business.
E este precioso exemplo que a actualidade do clube nos fornece deveria servir de meditação: Quem quer saber das Amadoras se a mola impulsionadora do clube está como está?
(0408)
Hoje esteve na ordem do dia a "Instrução" do Vaticano que impede o acesso de homossexuais ao sacerdócio.
Ouvi muita gente dizer que não compreendia como é que a Igreja podia deliberar neste sentido uma vez que cada vez há menos padres.
Fiquei até surpreendido por ninguém se ter lembrado de recordar que, por outro lado, sendo um dado adquirido que cada vez há mais homossexuais, o campo de recrutamento da Igreja vir a ser cada vez mais restrito.
Há ainda quem, envergonhadamente, formule um conjunto de questões, que com o devido respeito, revelam um completo desconhecimento das regras da Igreja Católica.
A questão é que os actos homossexuais sempre foram considerados pecados graves; as tendências homossexuais, essas, eram toleradas, mas agora, muito por culpa das questões relacionadas com a pedofilia, passam também a ser consideradas pecados graves.
O que quer dizer que logicamente Homossexualidade e Sacerdócio são imcompatíveis.
Muitas e fortes razões concorrem para a razoabilidade e inevitabilidade desta imcompatibilidade, mas existe uma que, do meu ponto de vista se sobrepõe a todas: Uma confissão religiosa, e em particular a Igreja Católica, para além de olhar para os fins, tem que olhar para os meios.
(0407)

E lá estive com o José Carlos Soares, ao lado, e o Juvenal Xavier, em estúdio, a fazer o Belenenses-Marítimo, no Restelo, para a RDP Internacional e para a RDP Madeira.
Gratificante experiência pessoal muito facilitada pela excelência do profissionalismo de dois craques da rádio.
O jogo, que teve no Marítimo um justo vencedor, não foi famoso.
Ainda assim deu para registar, do lado do Belenenses: a lenta e muito preocupante agonia da equipa que só encontra correspondência nos disparates e equívocos de Couceiro e da SAD ( pelo timing escolhido e pela solução encontrada para a substituição de Carvalhal).
E, do lado, da equipa madeirense: a solidez do conjunto, alicerçada numa dupla de centrais intratáveis, num excelente trinco (Wênio), num enorme craque (Marcinho), em dois avançados venenosos (Manduca e Kanu) e num treinador pragmático e sabedor.
Da minha parte, só posso dizer que fiquei muito satisfeito e honrado por se terem lembrado de me convidar para isto (a RDP informou-me que o nosso trabalho teve uma audiência de 3 milhões e 800 mil ouvintes, o que é assustador) e pelo que diz o Zé, descontando o factor amizade, parece que a coisa não correu muito mal.
Nota: Como compreendo as preocupações desta e desta gente que ama o Belém.
(0406)
Sem nada para escrever, e sem sono, estou por aqui a bisbilhotar o Technorati e o Blogpulse e verifico que nos últimos tempos linkaram, ou referiram-se a posts, do Anjos e Demónios, vários blogues.
Confesso que na altura das referências não aludi a nenhuma delas por mero desconhecimento mas agora, porque mais vale tarde do que nunca, segue, com agradecimentos a todos, a lista, e o post, quando é caso disso:
Elba Everywhere; Blogico; O Insurgente; O Zabrolho; Santos da Casa;Letras com Garfos;A Forma e o Conteúdo; Amor e Ócio; A Arte da Fuga; Passos em Ferreira; Cocotaxi; Como as Cerejas; Tomar Partido; BNR b; Dédalo; Ante et Post; Insustentável; Analiticamente Incorrecto; Quatro Caminhos; Fotarte; Andar aos Gambozinos; Eclético; Tela Abstracta; Renasci; A Passarinha; Nau sem Rumo; O Restaurador da Independência; Quando o blog bate mais forte; Caixinha de Pregos; Banzai; Ma-Shamba; Mente Positiva; Rua da Judiaria; Um novo sistema; Eu vou mas volto; Zone 41; Homem ao Mar; Mal Amada; Kriptonita; Coexist; O Homem do Leme; Sentidos Percebidos; O Jumento; Ontem e Hoje; BioTerra; Contrafactos; Do Portugal Profundo; Ali ao Lado;
Nota: Grande parte destes blogues não têm link, aqui ao lado, porque não sei, pura e simplesmente, como fazer isso.
Com tempo, o meu "assessor" informático, fará o favor de providenciar.
(0405)
JORGE SAMPAIO QUER LEVAR O GOLFE ÁS ESCOLAS
A propósito desta excelente e altamente oportuna proposta do Presidente Sampaio, sugerem-se desde já alguns jogos, que em prol da verdade desportiva deverão ser jogados a duas mãos e a eliminar, entre algumas das escolas do Porto e de Lisboa:
Bairro do Armador LX - Lagarteiro PRT
O Cerco PRT - 6 de Maio LX
Bairro da Boavista LX - Aleixo PRT
Aldoar PRT - Bairro do Condado, Zona J LX
Quinta da Princesa LX - Bairro São João de Deus PRT
Bairro dos Lóios LX - Miragaia, PRT
Bom Pastor PRT - Meia Laranja LX
Isto é, claro está, se a rapaziada, uma vez de taco na mão, não lhe identificar melhor utilidade.
Notas finais:
1) Os favoritos estão a bold.
2) O jogo entre a Quinta da Princesa e o Bairro São João de Deus é de tripla.
(0404)
"O Governo não se deve meter nas empresas que estão no mercado de capitais", António Borges, Economista, militante do PSD.
"Em dois minutos, uma frase infeliz de um membro do Governo tem um forte impacto nas cotações (de empresas admitidas em bolsa)", Rui Horta e Costa, Gestor da EDP
"Se não for possível manter a golden share na PT, então devemos procurar outras formas de o Estado manter a posição", Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças
(0403)

Com mais dez contribuições destas e não demorariam muito tempo a aparecer os bufos.
(0402)

(0401)
Em criança era consumidor compulsivo dos relatos do Ribeiro Cristóvão e deleitava-me com a lucidez e com a sabedoria que emanavam dos comentários de Alves dos Santos.
Agora chegou a minha vez de tentar fazer de Alves dos Santos.
Segunda-feira, e em resposta a um convite surpreendente do meu amigo José Carlos Soares, estarei no Estádio do Restelo, pelas 20 horas, para fazer os comentários do Belenenses-Marítimo, para a RDP Madeira e para a RDP Internacional.
Se vive em Portugal Continental pode ouvir o relato do Zé e as minhas divagações, em directo, aqui, clicando em emissões on-line.
Para estreia, Belém e no Restelo, não podia ser melhor.
Prometo isenção, boa vista e cultura táctica.
Sintonize-nos, quanto mais não seja para ouvir o relato do Zé que, digo-vos eu que sou grande apreciador de relatos de futebol, são do melhorzinho que há na nossa praça.
Nota: Se, por acaso, for o feliz proprietário de um transístor de ondas curtas poderá aceder à RDP Internacional e ouvir o relato na telefonia, mesmo no Continente, o que sempre é outra coisa.
(0400)
Também eu, desde há muito tempo, aprecio o estilo mordaz e contundente do Orlando.
Obrigado pela referência que registo com muito agrado por vir de onde vem.
(0399)
… ou de como “dar cabo” de um blogue de referência
O Blasfémias é (era) um blogue de referência.
Quando se escreve num blogue com esse tipo de visibilidade o blogger tem que estar ciente do impacto que aquilo que escreve provoca, mas não deve amedrontar-se, nem deixar-se condicionar, pelos eventuais resultados, positivos ou negativos, que resultem desse impacto.
CAA editou um post sobre Constança Cunha e Sá em que fez uma piada.
Pode achar-se que a gracinha era de mau gosto ou injusta, mas era isso mesmo: uma gracinha, uma piada um fait divers.
Não se tratava de um insulto.
No entanto, parece que a coisa aqueceu e os companheiros de CAA resolveram intervir:
Primeiro, RAF, qual doutrinador do povo, assumiu uma posição para a qual, de todo, não estava mandatado, depois Rui que assumindo uma posição pessoal, ainda assim esteve infeliz.
Os posts que escreveram, colocando-se numa posição de inadmissível subserviência , vieram priviligiar o politicamente correcto, limitar a liberdade de expressão do companheiro CAA e, o que é mais grave, do meu ponto de vista, quebrar a solidariedade institucional que deve existir num projecto colectivo.
E o qual foi, tudo espremido, o resultado desta querela?
Constança ignorou os blasfemos e, à boa maneira soviética, o post foi eliminado, o Blasfémias, esse, é que não vai voltar a ser o mesmo.
P.S : Em tempos escrevi num blogue colectivo.
A Ana Anes escreveu um post, que provocou reacções do género desta.
Por causa disso o blogue nunca mais foi o mesmo e precipitou-se para o colapso.
(0398)

Life, Agosto de 1981
O carisma de Sofia Loren.
(0397)

Time, Abril de 1984
O percurso, aqui.
(0396)
Na entrevista que hoje à noite concedeu a Constança Cunha e Sá, na TVI, Cavaco Silva não disse nada.
Soares continua a centrar a sua campanha no facto de Cavaco nada dizer.
Nada, mais nada, dá nada.
(0395)
Em França, já se verificaram 2600 detenções, o mais novo dos detidos tem 10 ?!?!? (dez) anos de idade.
(0394)
Assim começou a peça, no Telejornal desta noite, do correspondente da RTP em Paris, António Esteves Martins, referindo-se à comunicação que Chirac hoje fez ao país.
(0393)
O António Caldeira, autor do Do Portugal Profundo foi absolvido.
Que tenha coragem para continuar na luta pelo esclarecimento público do Caso Casa Pia são os votos que desde aqui lhe envio.
Quanto ao caso e ao Procurador, que lhe deu origem, só me ocorrem duas palavras: imcompetência e perseguição gratuita.
Aliás, gratuita não, porque o caso tem custos para o érario público e quem paga somos nós e não o Sr.Procurador.
(0392)

Foto: Via Ma-Shamba
Apesar do jogo de hoje ter sido particular, o guarda-redes Ricardo, ou o que resta dele, brindou-nos com mais uma série de azelhices.
O povo, que é sereno mas não é cego, apupa e, Scolari, em desespero de causa, apela à solidariedade e pede que o vaiem antes a ele.
Mas Scolari diz mais: "Enquanto persistir o lobbie não mudo", confessando, desta forma, o que já todos tinhamos percebido: Ricardo não é escolhido com fundamento em opções técnicas mas porque Scolari é teimoso e não aprecia ser confrontado com opiniões diversas da sua por muito merecimento que essas opiniões possam ter.
Com esta afirmação Scolari acaba, também ele, por fragilizar ainda mais o já de si altamente debilitado Ricardo.
Perante este panorama surge, oportunamente, o José Pimentel Teixeira, do Ma-Shamba, a lançar a seguinte Macro-Causa que eu apoio incondicionalmente:
Atendendo à proximidade do campeonato mundial de futebol e ao fervoroso apoio português à sua selecção nacional, pode SFF, o cidadão e futebolista profissional Ricardo tomar a iniciativa pessoal de abdicar de participar nessa selecção, para a qual não está, neste momento, capacitado, salvaguardando-a assim de males maiores?
(0389)

A outra candidatura Soares.
(0388)
Diogo Vasconcelos, o rei da sociedade de informação, que foi, ou é não tenho a certeza, o Gestor Principal da Unidade de Inovação e Conhecimento, lançou o Mandatário Digital, onde se discutirá Portugal e a candidatura do Prof. Cavaco Silva.
Seja bem-vindo.
Já agora, e porque um blogue serve para o que um homem quiser, se o Diogo vier a ter conhecimento deste post gostava de lhe deixar uma questão: há demasiados anos fui Presidente da Associação de Estudantes do Liceu Carolina Michaelis sendo que, na altura, o meu homólogo da Associação do António Nobre era um Diogo Vasconcelos.
Trata-se da mesma pessoa?
(0387)
Confesso que do que gosto mais em Ana Gomes é do Gomes porque me faz lembrar o bi-bota, de resto, a senhora escreve mal, não tem tento na língua e, sabe-se agora, pretende fazer concorrência ao futurólogo Prof. Bambo que, vendendo os mesmos serviços de Gomes nas páginas do 24 horas tem a vantagem de não promover atropelos à dignidade dos miúdos da Casa Pia.
Hoje, às cavalitas nesta decisão da Relação, que ainda pode merecer recurso ou ir parar ao Constitucional, brindou-nos com esta pérola.
(0386)

Tenho à minha frente a foto do Vítor Baía hoje publicada n` ABola por ocasião do lançamento da sua autobiografia.
A obra tem uma 1ª edição de 30.000 exemplares e é prefaciada por Miguel Sousa Tavares e promete, e merece, ser vendida como tremoços.
No entanto, não é sobre o livro que vos quero falar.
Contemplando a foto do Vítor não pude deixar de me rever nela e de personificar nos seus cabelos grisalhos, à imagem e semelhança dos meus, o nosso envelhecimento.
Eu e o Vítor temos a mesma idade.
Conheci-o nas camada jovens do FC Porto quando ambos tínhamos 14 anos mas a vida levou-nos por caminhos diferentes.
Eu permaneci por lá apenas até aos 16 anos, enquanto ele, com uma breve interrupção catalã, ainda por lá continua tendo-se transformado num mito.
Desde que de lá saí, e mesmo desenvolvendo alguma actividade profissional na esfera do futebol, nunca mais o vi, nunca mais privei com ele e, por isso, estou à vontade para dizer que o considero o maior jogador português dos últimos 20 anos.
Qual Figo, qual Rui Costa, qual Futre, qual carapuça, o líder desta gente toda é o Vítor Baía.
O seu percurso, para mais num guarda-redes, é perfeitamente invulgar.
Ao contrário dos outros grandes nomes, o Vítor nas camadas jovens não era, ao que me recordo, visto como um talento.
No entanto, do tempo que com ele convivi, embora ele fosse muito recatado e eu um valdevino que só dava problemas ao Grande Mestre o Senhor Costa Soares,tenho ideia de que ele era um rapaz com grande carácter.
Penso mesmo que, de um grupo de cerca de 30 jogadores que o mítico Costa Soares tinha à sua disposição ele e o Zé Nando se distinguiam dos demais pela invulgar maturidade.
E foi isso que lhe valeu: ser homem antes do tempo.
O Vítor começou por baixo e comeu o pão que o diabo amassou para chegar onde chegou.
Quando cheguei ao clube em 1984-85, o Vítor que já lá estava hà 1 ano, procedente da Académica de Leça, não tinha qualquer estatuto junto dos técnicos e da massa adepta do clube, ao ponto de ser o nosso quarto guarda-redes atrás do Bizarro, do Galveias e do Zé Carlos.
A vida não era fácil para ele, aliás a moral era tão baixa que julgo que ninguém sabia que ele se chamava Baía, recordo até que havia outro Vítor, e ele era o Vítor II.
De resto, a história da sua chegada às Antas, ou melhor à velhinha Constituição, é saborosa: os olheiros do FC Porto, penso que o senhor Chico Carneiro, o mesmo que me detectou a mim naquela que é a grande mancha da sua carreira, viu um jogo da Académica de Leça e referenciou o guarda-Redes e um avançado lingrinhas.
No final da época, o FC Porto solicitou à equipa leceira que enviasse os dois miúdos à Constituição porque queria assinar com eles.
O treinador da equipa fez questão de ser ele próprio a levá-los.
O Vítor era o habitual titular na Académica de Leça mas, no jogo em que o FC Porto esteve a observar, não pode jogar e portanto o guarda-redes que o FC Porto viu e queria não era o Vítor.
O treinador achava que o Vítor era melhor e por isso levou-o, em detrimento do outro, ao treino à Constituição.
O FC Porto não notou a diferença e o resto da história já vocês conhecem.
O avançado lingrinhas era o Domingos Paciência.
Tenho muitas saudades desses bons tempos que infelizmente não voltam para trás e algumas memórias muito apagadas pelo tempo: do Cabral, que foi o primeiro namorado da ex-mulher do Vítor, que ia sempre ter comigo ao Carolina para eu lhe apresentar miúdas; as tardes na Ramada Alta com o Toninho Cruz e o resto da rapaziada; as cinco coroas da ordem que sempre emprestava ao Domingos para ele se abastecer com um ou dois livrinhos de cowboys para matar o tempo no autocarro da D.João I até Leça; o Ângelo, com quem fiz grande amizade e tinha o BI martelado; as paragens em Gaia para, em dia de jogo, comermos à fartazana no restaurante do pai do Pedro Miguel; e as miúdas, tantas miúdas que não saiam do Carolina e das bancadas da Constituição e do campo 2 das Antas a não ser para a matinée no Grifon´s.
Da nossa equipa, que entre outros contava com craques como Bizarro, Domingos Paciência, Cabral, Zé Nando, Pedro Miguel, Barbosa, Mourão, o brasileiro Ângelo, Zé Luís, Tozé, o genial João Paulo, Galveias, o meu grande amigo e grande homem Toninho Cruz que marcou o golo que nos deu o título de Juvenis em 84-85 em Leiria contra o Sporting, ( de Cadete, Turé ( que mais tarde jogou comigo no Casa Pia) , Brito, Penetra, Évora, Mergulhão, Mário Nuno e companhia), quem chegou mais longe, ao topo do mundo, foi o Vítor.
Grande homem, grande campeão, grande profissional, jogador com mais títulos e honrarias no mundo inteiro, merecia mais do que qualquer outro estar presente no próximo Mundial.
(0385)
O Prof. José Adelino Maltez, onde arranjará ele o raio das listagens?!?, anda a fazer serviço público divulgando autênticos guardanapos de nomes de apoiantes das diferentes candidaturas presidenciais.
É aqui e aqui.
(0384)

Imagem: via Último Reduto
Por muito que custe a uma certa direita, nomeadamente à direita nacionalista civilizada, a rebelião francesa não se resolve apenas com quotas e proibições de entradas de novos imigrantes no espaço europeu porque o problema está no facto de, o tempo não voltar para trás e, a França contar actualmente com 6 milhões de imigrantes.
Se nos concentrarmos numa hipotética proibição futura não se resolve o problema de fundo que é a questão da integração destes imigrantes.
Os discursos do género deste partem, pelo menos, de um grande equívoco: é que quem está a promover estes tumultos são parte destes 6 milhões e não imigrantes que onde vir.
Por outro lado, tenho como dado adquirido que destes 6 milhões nenhum, pese embora os factores de exclusão, estará disponível para abandonar território gaulês de livre e espontânea vontade porque, em França, apesar do desemprego, ainda conseguem viver melhor e com mais perspectivas do que nas suas terras natais.
Por outras palavras, em alguns municípios franceses os imigrantes são a maioria, e o que é preciso saber, em primeiro lugar, é o que fazer com eles.
Integrá-los convenientemente surge como um imperativo inadiável até porque não vislumbro maneira de como recambiar os imigrantes de 2ª e 3ª gerações que têm cidadania francesa.
Importa também dizer que a mentalidade expressa neste post não pode vingar, apesar de eu achar que dadas as circunstâncias este tipo de discurso facilmente arregimentará grandes massas, porque está errado e conduziria a situações muito piores do que a situação presente.
Por outro lado, acho que, do ponto de vista intelectual é pouco honesto negar-se que a Europa se fez de imigrações e que a França, em particular, é um país de imigrantes, multicultural, multiétnico, multireligioso e multilinguístico, o que quer dizer que em muitos casos, eu diria até, na maioria dos casos, os imigrantes já estão assimilados e fazem activamente parte integrante da comunidade.
A Direita Nacionalista fala de polícia (em vez de falar de integração), e eu acho bem que fale, mas que tenha noção que o seu discurso só passa e recolhe apoios, nomeadamente em França, porque a autoridade do Estado se tem vindo a delapidar o que faz com que as pessoas vão perdendo o respeito às instituições que garantem a segurança e se vão revendo em discursos populistas, radicais, securitários e extremistas.
Portanto há aqui um antagonismo na posição da direita autoritária e nacionalista: defende uma autoridade musculada, se for caso disso, mas sabe que só arregimentará simpatias populares se o Estado-Nação tiver problemas com questões de afirmação de autoridade.
É como sermos adeptos do FC Porto mas termos que torcer pela derrota do nosso clube, o que no mínimo é ingrato.
É evidente que faz todo o sentido, principalmente depois do 11 de Setembro, fixar quotas anuais de imigração e estabelecer até prémios para os países de onde vêm imigrantes que cumpram essas quotas mas, não deixa de fazer o mesmo sentido que as polícias europeias recebam ordens expressas no sentido de impedir que os imigrantes assimilados e legalizados, muitos deles de 2ª e 3ª gerações sejam explorados como pessoas, facto que é inadmissível e que acarreta graves distúrbios sociais.
Mas o que eu gostava mesmo de saber era o que é que os nacionalistas se proporiam fazer, se fossem governo em França, aos 6 milhões de imigrantes que habitam em território francês.
E caso o fizessem o que viria a seguir e a que é que isso conduziria?
(0383)
"Le rétablissement de l`ordre public est un préalable"
"L`etat sera ferme et juste"
"A l`Assemblée, M. de Villepin justifie l`état d`urgence et présent des mesures anti-discrimination"
"Governo francês anuncia medidas de apoio aos bairros carenciados"
"Estado de emergência para controlar motins"
"Recolher obrigatório em Amiens"
(0382)

L´Équipe Magazine
O site oficial.
(0381)

A Sharp comercializa o Plasmacluster e promete eliminar em 99% o Vírus da Gripe das Aves!?!?
(0380)
A morte dos outros parece-nos sempre lógica; a nossa, ou a de quem amamos parece-nos uma tremenda injustiça.
(0379)

Foto: via O Velho da Montanha
Em começando os tumultos a alastrar, a outras comunidades imigrantes espalhadas por essa Europa fora, aonde é que isso nos levará?
(0378)
Infelizmente não foi preciso esperar mais de 12 horas.
Aí está a primeira vítima mortal.
(0377)

Ao 10ºdia o Presidente Chirac falou exibindo firmeza verbal, na linha de Sarkózy, mas dizendo apenas banalidades, principalmente se pensarmos que os primeiros feridos, entre as forças da ordem, já chegaram e os primeiros mortos não tardarão.
Numa altura em que a França, e já não só Paris, está a ferro e fogo e em verdadeiro clima de guerra civil é importante que o Governo, as Autoridades e o povo francês, percebam que o que está a acontecer não pode ser tratado de ânimo leve.
A rebelião em curso é altamente preocupante porque aparentemente parece tratar-se de um movimento espontâneo, imprevisível e total, numa sociedade onde todas as velhas reivindicações se conjugam com o vazio.
O Governo terá que encontrar um equilíbrio entre a repressão, que é preciso que seja imediatamente exercida de forma firme, vigorosa e musculada, e a garantia de que os excessos por parte das forças de segurança não serão permitidos.
É urgente que se tomem algumas medidas fundamentais no sentido de estancar a progressão desta calamidade e que depois, mais serenamente, a Sociedade Francesa proceda a uma profunda reflexão sobre a origem e as causas do que está a acontecer.
No fundo, procurar a resposta para uma pergunta muito simples: Como é possível isto estar a acontecer?
A primeira medida deverá ser a de decretar imediatamente o Estado de Sítio e fazer uso da Intervenção do Exército, (se a tropa não serve numa situação destas serve para quê?) porque em democracia o clima de insegurança que se verifica é intolerável.
Isto é o mesmo que dizer que Sarkózy ao invés de exercer uma autoridade verbal desnecessária e provocatória (embora uma certa direita concorde com os termos) deveria fazer uso da autoridade política recorrendo aos vários expedientes que tem à sua disposição para repor a ordem pública e a autoridade do Estado.
Sobre a reflexão gostaria de partilhar aqui alguns pontos de vista que tem a ver com a crise social, económica e política que a França atravessa:
Sobre a crise social, devemos recordar que as duas situações da História Francesa que mais se assemelham com o que se está agora a passar foram as Barricadas da Comuna e o Maio de 68 que nos ensinam que, em França, quando há convulsões sociais elas são de tal modo fortes que geralmente conduzem a luta armada nas ruas e deixam mortes para contabilizar.
E o problema actual está, do meu ponto de vista, justamente na profunda crise social que assola a França, uma França que tem perdido influência estratégica para outras potência, como por exemplo, a Alemanha, a Inglaterra, os EUA, a China, a Espanha; que tem perdido a influência linguística que sempre teve e lhe conferia um tremendo poder no comércio internacional; que tem problemas de integração com uma 2ª geração de imigrantes e que, por via destes e outros factores, tem o orgulho e o seu providencial chauvinismo ferido de morte o que origina que vive mal consigo própria e com os seus.
Para ajudar à festa a França atravessa também, como não podia deixar de ser, uma profunda crise económica havendo uma taxa de desemprego geral de 20%, que cresce para 30% na segunda geração de imigrantes, que é o mesmo que dizer que em cada 3 jovens, 2 estão desempregados.
E este é o verdadeiro epicentro desta rebelião porque sem emprego não existem medidas de integração que resultem.
É fundamental haver recuperação económica para haver criação de emprego que é uma medida de integração primária e absolutamente indispensável.
Quanto à crise política ela é evidente já que vigorando em França um sistema de governo presidencialista, o Presidente Chirac está completamente esvaziado de poder, limitando-se a assistir impotente a uma luta fracticida pelo poder entre o Primeiro Ministro e o Ministro do Interior que, justamente, são os homens que deviam trabalhar em franca e estrita colaboração para resolverem esta Rebelião.
Ao que julgo saber, Chirac e Villepan nem sequer falam com Sarkózy o que atesta bem o grau 0 de colaboração entre os principais agentes políticos desta crise.
No meio de toda esta confusão surgem os franceses, da classe média e remediada, que todos os dias ficam sem os seus haveres, os seus carros e os seus pequenos comércios e que assistem à destruição das escolas e creches dos seus filhos, e que têm que ser protegidos.
Esta gente de bem, que nesta altura, pede protecção, firmeza e ordem às autoridades, parece estar a pedir o impossível, ao ponto de terem que se começar a organizar em milícias para protegerem infraestruturas próprias e infraestruturas das suas comunidades.
Sejamos realistas, com o cenário actual, a ordem pública que os franceses pedem a título de urgência parece pouco menos que impossível, mas é isso mesmo que a sociedade francesa deve exigir ás suas autoridades: o impossível.
(0376)
Ao cabo de dez dias, a França ainda não conseguiu quebrar a onda gigante de terror que a assola e que tem a assinatura da miséria, do desemprego, da exclusão social, da discriminação, da imigração e da delinquência.
Triste paradoxo desta França, de Villepin, Chirac e Sarkózy, que por um lado, não consegue proteger, encaminhar e acompanhar estes “franceses de segunda” que ora se revoltam e, por outro, deixa perecer a sua gente, os “franceses de primeira” que são honestos, estão integrados e trabalham para educar os filhos, às mãos da bandidagem.
Eis a França no seu pior.
Nota: Como não podia deixar de ser também na blogosfera se tem escrito sobre este assunto.
Rodrigo Adão da Fonseca aproveita, e muito bem, para desancar nas análises estapafúrdias de Daniel Oliveira e Clara Ferreira Alves, enquanto João Miranda desenvolve, neste post, uma sagaz visão sobre a atitude europeia perante os conflitos raciais.
Não dexe de acompanhar a situação no Insurgente, onde o Brainstormz e o AAA tem feito um acompanhamento intenso da situação e o LA escreveu este Integração.
Last, but not de least, recomendo a leitura deste certeiro post de Henrique Raposo.
(0375)

O Ministro do Interior tem revelado uma visão maniqueísta da actual situação e, neste momento, ao invés de ser parte da solução, tem contribuido, e de que maneira, para o agravar dos tumultos.
(0374)

Às vezes o futebol explica muitas coisas com simplicidade:
Nos jogos das diferentes selecções nacionais o momento mais tocante, para mim, é sempre aquele em que os jogadores, de ambas as equipas, estão perfiladas e cantam os hinos respectivos.
Confesso que quando se trata da nossa selecção e do nosso hino fico sempre arrepiado e que, qual inspector de polícia de investigação, fico à coca para verificar se a rapaziada sabe cantar “os nossos egrégios avós”.
Chego ao ponto de catalogar os jogadores, como dignos ou indignos de envergar a camisola das quinas, conforme saibam, ou não, cantar o hino.
Isto vem a propósito dos tumultos em França e do facto de eu, há muito tempo, constatar com apreensão que os jogadores, que normalmente alinham nos Blues, não conhecem a letra de A Marselhesa.
Quem não se lembra, por exemplo, do último jogo com a República da Irlanda em que, um humorista francês fazendo-se passar por Chirac, telefonou ao capitão Zidane, pedindo-lhe que, ao contrário do que normalmente faziam, cantassem A Marselhesa com a mão no peito.
Zidane convenceu os colegas a fazê-lo e estes, em pleno relvado, pensando estar a aceder ao último pedido do Presidente, que se encontrava hospitalizado em estado grave, lá meteram a mão no peito e, os que se deram ao trabalho de disfarçar, mexeram silenciosamente os lábios.
A maioria ficou em silêncio fixando um ponto abstracto na multidão porque, pura e simplesmente, não conheciam o hino gaulês.
Será que isto não diz muito sobre o caldinho que as autoridades francesas, e Sarkózy, têm para resolver?
(0373)

Esquire, Abril de 1968
A biografia, aqui, num site dedicado ao grande campeão.
(0372)
Filosofie Magazine, Maio de 2005
A biografia, aqui.
(0371)

Life, Abril de 1966
A biografia, aqui.
(0371)

Life, Janeiro de 1959
A biografia, aqui.
(0370)

Revista Time
A biografia, aqui.
(0369)

Esquire, Outubro de 1994
A biografia, aqui.
(0368)
Com o blogue A Coluna Infame, provavelmente o primeiro grande blogue português, dá-se ínicio, aqui no estabelecimento, a uma nova rubrica denominada História da Blogosfera Portuguesa.
Por aqui desfilarão o 1º Post, e o último no caso de já se terem finado, dos blogues mais marcantes da blogosfera.
Designação: A Coluna Infame
Alojamento: Blogspot
Autores: Pedro Lomba, João Pereira Coutinho e Pedro Mexia.
Ínicio: 15-10-2002
Fim: 10-6-2003
1º Post:
Terça-feira, Outubro 15, 2002
BEM-VINDO. «A Coluna Infame» é o novo blog (web-log) português de artes, literatura, política e ideias.
Para conservadores, liberais e independentes, mas não só.
Mande-nos sugestões, comentários, links para artigos e sites.
Não deixe evidentemente de visitar o nosso inspirador, o grande Andrew Sullivan, em www.andrewsullivan.com.
Este blog, mantido por João Pereira Coutinho, Pedro Lomba e Pedro Mexia, é independente de partidos, igrejas, grupos económicos ou lóbis de qualquer género.
Nem sequer estamos sempre de acordo uns com os outros.
Somos homens livres, que maçada.
«A Coluna Infame» ficará uns dias em fase meramente experimental, dado o facto de um dos seus autores estar em Oxford, a ver a civilização, o outro no Tribunal da Boa-Hora, a defender oficiosamente ladrões de auto-rádios, e o terceiro pelos cafés do Saldanha, entre pilhas literárias e musas condescendentes e caprichosas.
Mas em breve o trio estará reunido.
Num computador perto de si.
posted by A Coluna Infame at 1:40 PM
Último post:
Terça-feira, Junho 10, 2003
A Coluna Infame termina aqui a sua jornada.
Começámos em Outubro de 2002, fascinados pelo fenómeno blogger, e convencidos de que era útil travar deste modo novo o combate cultural contra a hegemonia intelectual da esquerda.
Desde essa data, o número de blogs mais que duplicou, e muitos deles defendem os mesmos valores que nós.
Facto inédito, a «não-esquerda» domina mesmo a blogosfera portuguesa. Paralelamente, cresceu o interesse dos media por este fenómeno.
Para além de uma pequena legião de talentos anónimos, cultos e inteligentes, os blogs começaram também a atrair figuras públicas.
A blogosfera (política em particular) passou a ser um assunto de conversa. Estamos reconhecidos a todos os que se referiram à Coluna como um blog de referência, e, evidentemente, aos muitos que nos leram e escreveram.
Despedimo-nos com um registo de cerca de 80.000 pageviews, o que era para nós impensável há apenas nove meses.
Por aqui passaram também as artes e as letras, as observações quotidianas, os fascínios e embirrações. E, claro, uma boa dose de polémica. Esta última foi, porém, longe demais, e não nos eximimos das nossas culpas nessa matéria. Depois dos acontecimentos recentes que levaram à cisão conhecida, entenderam os dois outros autores ser inviável prosseguir, tendo em conta os conflitos gerados, a acrimónia, e o próprio feedback negativo que recebemos.
Obrigado a todos os que fizeram, de um modo ou de outro, esta Coluna, incluindo os nossos adversários (mas não inimigos).
Globalmente, saímos com a noção de que fizemos o nosso melhor, mesmo com os erros inevitavelmente cometidos.
Não faltam, felizmente, blogs de qualidade.
Naveguem e descubram-nos.
Nós continuaremos atentos à blogosfera.
A Coluna Infame
posted by A Coluna Infame at 3:50 PM
(0367)
PODE A TVI SFF SOLICITAR AO DR.MÁRIO SOARES QUE REVELE QUEM SÃO OS APOIANTES E MEMBROS DA ENTOURAGE DO PROF. CAVACO QUE VIU NA CERIMÓNIA DE LANÇAMENTO DA CANDIDATURA NO CCB E QUE ACARRETAM O PERIGO DE UM REVANCHISMO DE DIREITA E CONSEQUENTE SUBVERSÃO DO REGIME?
PODE O DR.MÁRIO SOARES SFF ESCLARECER O PAÍS RESPONDENDO A ESTA PERTINENTE INTERROGAÇÃO?
Nota: Se alguns dos meus escassos leitores tiverem um blogue, e se assim o entenderem, poderão aderir postando a micro-questão.
Compreende-se a necessidade da candidatura do Dr. Soares em dramatizar e radicalizar o seu discurso mas existem limites que não devem ser ultrapassados.
Esses limites ontem, na entrevista que concedeu a Constança Cunha e Sá, no Jornal da Noite da TVI, foram claramente ultrapassados.
O Dr. Soares afirmou que a candidatura do Prof. Cavaco acarreta um grande perigo porque conduz à possibilidade de haver uma subversão do regime o que, de resto, “originou que sentisse a necessidade de se candidatar para evitar esse revanchismo de direita.”
Afirmou ainda que o perigo não viria propriamente do Prof. Cavaco, porque esse declarou cumprir escrupulosamente a Constituição e Soares acredita nele, mas sim “ de apoiantes e pessoas da entourage de Cavaco”, acrescentando que “ eu bem os vi, lá na cerimónia de apresentação de candidatura”.
Tenho como adquirido que o Prof. Cavaco não é menos democrata que o Dr. Soares e que baliza o seu comportamento cívico, social e político no estrito cumprimento dos parâmetros constitucionais.
A quem se referia o Dr. Soares?
É isso que o país deve saber porque estas coisas, da falência da democracia e do regresso ao tempo da outra senhora, não devem, pelo menos a este nível, servir de arma de arremesso político.
É isso que a TVI e Constança Cunha e Sá deviam ter perguntado ao Dr. Soares mas, estranhamente, não o fizeram.
A resposta do candidato Dr. Soares não colide com segredos de justiça, protecção de fontes ou sigilos profissionais.
O país,os democratas e as pessoas que estiveram presentes na cerimónia querem saber e o Dr. Soares vai responder porque sabe que quando se lança um anátema desta natureza sobre centenas de pessoas se deve estar, em democracia, preparado para ir até ao fim.
(0366)
Co Adriaanse tem acumulado demasiados erros na gestão do futebol azul e branco e por isso, está mais do que provado, não serve para treinar o FC Porto.
A sua filosofia de jogo traduz-se na frase que escrevi no último post: ataca quando não deve e defende quando não pode.
Para além disso, no campo da gestão disciplinar e motivacional, desde que chegou, só tem dado tiros nos pés.
São várias as deficiências e os equívocos que sustentam o desnorte do timoneiro holandês:
1- Encostou Jorge Costa que muita falta faz;
2- Recambiou Léo Lima para o Brasil que tinha acabado de custar uma barbaridade, com o único intuito de mostrar a sua veia de pequeno ditador;
3- Sem necessidade, visto ter Diego e Jorginho, promoveu - imagine-se! - Postiga a 10 quando, até um ceguinho via, ele não tem características mínimas para ser playmaker.
4- Entretanto o mesmo Postiga foi agora despromovido sumariamente à equipa B, originando uma desvalorização considerável num importante activo da SAD;
5- Entrou sucessivamente em conflito com Benny, Ibson, Diego e, ao que parece, agora com Raúl Meireles, sendo que, em qualquer dos casos, os verdadeiros motivos dos "castigos" prendem-se com questões menores.
6- A equipa permite reviravoltas sucessivas dos adversários demonstração cabal de falta de consolidação de processos e de "permanente cabeça no ar".
7- Falta coragem a Adriaanse para lançar jovens, por exemplo Ivanildo, optando, neste particular, por apostar no desengonçado Alan que decididamente não tem arcaboiço para os grandes palcos.
8- Durante demasiados jogos manteve Quaresma no banco e foi quase precisa uma petição dos sócios para "abrir os olhos".
9- Há tempos, depois de ter afirmado que Raúl Meireles era o grande trinco do FC Porto e de Portugal, logo tratou de o substituir por Paulo Assunção o que mostra à saciedade tratar--se de um Mister que actua em ziguezague, não tendo condições para garantir a confiança dos atletas.
10- Não revela ter qualquer autoridade moral sobre o grupo o que origina que, para ele, o exercício da autoridade seja uma disciplina pouco mais que desconhecida.
11- O FC Porto paga-lhe para, entre outras coisas, impor disciplina aos jogadores. No seu manual de liderança, pelos vistos, a disciplina passa por castigar sem critério, de forma repetida e sucessiva.
Dessa forma consegue instalar a desconfiança e o descontrolo emocional nos jogadores, ao invés de os conseguir colocar a render dentro do campo.
Em resumo, pode dizer-se que a face vísivel da política imposta por Adriaanse nos mostra, todas as semanas, jogadores indisciplinados na bancada, em vez de, jogadores disciplinados dentro do campo.
Nota final:
Imagine-se o que seria de uma empresa que tivesse 23 empregados e o Empresário em vez de reunir todos os seus talentos em prol de um objectivo comum desatasse a suspender o pessoal a um ritmo de dois ou três por semana.
Rapidamente abriria falência.
É isso que pode acontecer a este modelo holandês do Porto.
(0365)
O site inaugurado pelo Expresso deverá merecer a atenção de todos os lisboetas.
Via Olissipo.
(0364)
O Rui Baptista informa que a Mariana abriu um blogue.
Nada demais não fora dar-se o caso da Mariana ter apenas 9 anos e ter como "sócia" a Ginguinha uma simpática Labrador.
Ora, não percais mais tempo: ide até lá.
(0363)

Vergonhoso, Senhor Ministro Alberto Costa.
Recebido via e-mail
(0362)
À falta de outros argumentos, a dado passo, na mesma entrevista, Soares acenou com o bicho papão do perigo do revanchismo de direita.
Segundo a sua providencial visão do futuro a hipotética eleição de Cavaco Silva acarretaria o perigo de haver uma subversão do regime.
Soares adiantou que o perigo não viria propriamento de Cavaco, porque esse afirmou que actuaria no estrito cumprimento da Constituição e Soares confia na palavra do Professor, mas sim do séquito de seguidores e apoiantes cavaquistas que Soares afirmou ter visto na apresentação da candidatura do homem de Boliqueime.
Só achei estranho Constança não o ter questionado directamente sobre quem são as pessoas que tanto "assustam" Soares, todavia, quem acredita, convictamente, nesta possibilidade demoniaca levantada pelo velho republicano?
(0361)
Acabei de ver e ouvir a entrevista, conduzida por Constança Cunha e Sá, que Mário Soares concedeu, em directo, ao Jornal da Noite da TVI.
Esteve bem o velho patriarca.
Deve até que reconhecer-se que mantém intactas todas as suas capacidades.
E é justamente aí que está o perigo.
(0360)
É evidente que os orçamentos do FC Porto e do Inter de Milão não são comparáveis.
No entanto, isso não explica tudo e, é necessário atentar e reflectir sobre o que aconteceu hoje no silencioso San Siro e reter o seguinte:
1- Co Adrianse é uma desilução: ataca quando não deve e defende quando não pode.
2- Porque é que a 25 minutos do fim o FC Porto estava a jogar com 2 laterais, 3 centrais e 3 médios defensivos? Resposta: Por muitas explicações que o holândes dê a entrada de Bruno Alves é injustificável.
3- Golão de Hugo Almeida.
4- Pé frio de Pedro Emanuel que comete um penálti completamente infantil e desnecessário e depois "é comido de cebolada" por Júlio Cruz num lance fácil de anular.
5- Fruto do recuo psicológico ditado por Adrianse, na 2ª parte, a equipa fez um remate à baliza do Inter. Ah! e foi ao lado o pontapé do Raúl Meireles.
6- O FC Porto pode agradecer aos empatas Glasgow Rangers e Artmedia por poder continuar com aspirações na passagem aos Quartos de Final.
7- Agora o FC Porto tem que cumprir a sua obrigação: ganhar a esses dois adversários, somar 9 pontos e seguir em frente.
Nota: Eu por mim não esperava: ia já buscar o Vítor Pontes.
(0359)

Decisivo.
Daqui a bocado, em San Siro, o FC Porto joga, à porta fechada, o seu futuro na Champions.
Virei cá, mais logo, comentar a vitória.