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outubro 30, 2005
A má escolha do Belenenses ( Couceiro em vez de Pontes: Quem explica?)
(0355)
Ainda sobre esta desastrosa opção da Direcção e SAD do Belenenses, para mais com Pontes disponível, deixo aqui o outro post, que na altura escrevi, sobre a crise do FCP e onde já se falava do ex-técnico do União de Leiria, agora a estagiar no Super Chelsea.
Intitulava-se " A Escola de Samba e o novo Treinador" e rezava assim:
Como já disse aqui e peço desculpa por voltar ao tema, José Couceiro não serve para treinar o FC Porto por variadíssimas razões que me escuso de enumerar.
Mas há uma, inultrapassável e que do meu ponto de vista deveria constituir doutrina, pelo menos, no FC Porto, e já agora, no Belenenses e que é a seguinte: treinador que tivesse averbado no curriculum descidas de divisão, nunca poderia sequer ser equacionado como hipótese para treinador da equipa principal.
Existem neste momento no FC Porto, problemas a montante e a jusante da escolha do treinador da equipa de futebol, não sendo, portanto, este o problema principal, mas ainda assim um problema muito importante.
A saída de Mourinho e principalmente a forma como saiu, deixou feridas muito difíceis de sarar.
Depois disso, Pinto da Costa tem acumulado erros sucessivos, que de resto, começaram logo com a pitoresca contratação e consequente guia de marcha - contra o pagamento de uma gorda factura - de Del Neri.
A seguir, Fernandez, homem demasiado polido e educado para a entourage azul e branca, foi triturado, porque desde inicio se percebeu que não passava de “carne para canhão”, porque naquela casa e naquele balneário é muitas vezes necessário falar curto e grosso – e eu sei do que estou a falar - o que está nos antípodas do comportamento do espanhol.
Mas o grande erro de Pinto da Costa, é um erro incompreensível.
Ele que não se cansa de citar José Maria Pedroto, como sendo o seu guru espiritual, esqueceu-se das sábias palavras do mestre que dizia: “ Numa equipa de futebol, um brasileiro é muito bom, dois começa a ser perigoso, três é uma escola de samba”, mandava o bom senso que Pinto da Costa seguisse este sábio conselho e admitindo que o actualizasse, atendendo à inexorável caminhada do tempo, a versão moderna seria “ dois brasileiros é bom, quatro é perigoso, seis é uma escola de samba”.
E quantos brasileiros tem o FC Porto?
Quantos partem e quantos chegam todos os mêses?
Como se deixa sair o grande símbolo – dentro do campo - das últimas grandes conquistas, o Ninja, sem pompa, nem circunstância?
Como se deixa sair Carlos Alberto, por meia dúzia de tostões?
A que interesses obedece esta sinistra estratégia?
Agora, quanto ao treinador, o Presidente não pode correr o risco de se enganar três vezes na mesma época.
Manda o bom senso, se é que resta algum, que se adopte uma de duas atitudes.
Ou se contrata alguém português, que conheça bem a realidade e os meandros do nosso campeonato, que não perca tempo com grandes períodos de adaptação e ainda vamos salvar a época, ou se contrata um treinador estrangeiro, de reputação inquestionável, acima de qualquer dúvida ou suspeita, uma figura respeitada e carismática, que per si, galvanize todo o clube e respectiva massa associativa, ainda que conheça menos bem o nosso camponato.
Na primeira hipótese a solução poderia passar por Pontes, por razões mais que óbvias.
No entanto, volto a repetir, a segunda hipótese, parece-me melhor para o clube já que, existe uma pessoa, figura mundial, de grande verticalidade, que reúne as condições todas que acima enumerei e mais uma: feriria de morte o orgulho lampião e uniria toda a nação portista.
Publicado por Patrick Blese às outubro 30, 2005 02:57 PM
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