julho 26, 2005

És um Homem, se...

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Se és capaz de conservar o teu bom senso e a calma,
Quando os outros os perdem, e te acusam disso,

Se és capaz de confiar em ti, quando te ti duvidam
E, no entanto, perdoares que duvidem,

Se és capaz de esperar, sem perderes a esperança
E não caluniares os que te caluniam,

Se és capaz de sonhar, sem que o sonho te domine,
E pensar, sem reduzir o pensamento a vício,

Se és capaz de enfrentar o Triunfo e o Desastre,
Sem fazer distinção entre estes dois impostores,

Se és capaz de ouvir a verdade que disseste,
Transformada por canalhas em armadilhas aos tolos,

Se és capaz de ver destruído o ideal da vida inteira
E construí-lo outra vez com ferramentas gastas,

Se és capaz de arriscar todos os teus haveres
Num lance corajoso, alheio ao resultado,

E perder e começar de novo o teu caminho,
Sem que ouça um suspiro quem seguir ao teu lado,

Se és capaz de forçar os teus músculos e nervos
E fazê-los servir se já quase não servem,

Se és capaz de falar ao povo e ficar digno
Ou de passear com reis conservando-te o mesmo,

Se não pode abalar-te amigo ou inimigo
E não sofrem decepção os que contam contigo,

Se podes preencher todo minuto que passa
Com sessenta segundos de tarefa acertada,

Se assim fores, meu filho, a Terra será tua,
Será teu tudo que nela existe
E não receies que te o tomem,
Mas (ainda melhor que tudo isto)
Se assim fores, serás um HOMEM.

Rudyard Kipling

Publicado por Patrick Blese às 03:36 PM

julho 22, 2005

Principado ao fundo

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Super Belém encanta na Riviera Francesa e consegue até agora o melhor resultado de todas as equipas portuguesas na pré-época.
Com Carvalhal ao leme e Marco Aurélio, Pelé, Paulo Sérgio, Pinheiro, Silas, Sandro e Meyong a bordo e, ainda, com Romeu e
José Pedro no estaleiro, a Nau Azul do Restelo promete como há muito não prometia.
Estão de parabéns Cabral Ferreira e a sua SAD.

Publicado por Patrick Blese às 12:02 AM

julho 21, 2005

Você é o elo mais fraco

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Adeus!

Publicado por Patrick Blese às 06:50 PM

julho 20, 2005

Gente sem vergonha

(0233)
Ferreira Marques ironiza, com alguma graça, sobre os últimos desenvolvimentos do caso Fátima Felgueiras.
Trata-se de facto de um caso singular que juntamente com os casos Isaltino, Avelino, Valentim, Albarran nos remete para um problema sociológico de grande envergadura e difícil resolução.
E o problema é que existe uma profunda crise de valores na sociedade portuguesa deste início de século.
A vida dos homens sempre se centrou em valores espirituais e éticos.
A honestidade, a honra, a dignidade, o desinteresse material e o respeito pelos outros, não eram, no tempo dos meus avós, nada de extraordinário já que quase todos se regiam por estes princípios morais.
Agora, se encontramos alguém no nosso quotidiano que se movimente à luz destes valores logo temos a tendência de usar essa pessoa como exemplo tal a raridade da espécie.
Nos nossos dias, entre outras coisas, perdeu-se a vergonha.
As pessoas já não têm vergonha.
Hoje, em todos os canais televisivos, públicos e privados, encontramos de cara destapada e sorriso largo gente acusada das piores corrupções, burlas e peculatos, como se nada fosse.
Noutros tempos, a sua família encondia-se e só sairia de casa em caso de extrema necessidade.
Hoje, chegámos ao cúmulo das televisões os requisitarem para entrevistas e os tratarem como grandes senhores.
Hoje, vale tudo.
Pode-se ser arguido, presente a julgamento, foragido à justiça, mas continuar-se a ser actor político principal e abrir noticiários em directo.

Nota: Pode acompanhar-se aqui o desenvolvimento das eleições em Felgueiras, por sinal a terra dos meus avós paternos.

Publicado por Patrick Blese às 12:24 AM

O valor das palavras

(0232)
Ainda sobre a polémica da entrevista do Prof. Freitas do Amaral, gostava de lembrar que noutros tempos era notável o valor que as pessoas davam às palavras.
Hoje, as palavras servem para jogar ao gato e ao rato.
Todas as interpretações são válidas e os políticos utilizam-nas mais para justificarem os seus actos e descartarem responsabilidades do que para responderem pelas suas decisões.
É esta a política e os políticos que temos, virados agora contra o Quarto Poder.
Pobre Regime este em que o Ministro fala sem cuidado, sem critério e sem método de manhã, e de tarde, pega na arma de precisão para centrar melhor o alcance da sua mensagem.

Publicado por Patrick Blese às 12:04 AM

julho 19, 2005

Pim-Pam-Pum

(0231)
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O Dantas do Regime voltou a falar.
Qualquer treinador de futebol da 3º divisão lhe teria explicado que aquilo se diz dentro das paredes do balneário e não numa rádio.
Entretanto, o ministro das Finanças, um poço de habilidade política, também manda aqui uns bitaites muitos jeitosos; as elites começam finalmente a falar; Jardim diz o que diz; o Presidente da República varre para debaixo do tapete e, tudo junto, começa a cheirar a fim do Regime.
Afinal, como dizia o outro...

Publicado por Patrick Blese às 12:53 PM

julho 18, 2005

Fair Trade

(0230)
Sobre o mesmo assunto, escreve BrainstormZ, no Insurgente, que "defender taxas aduaneiras é, afinal, considerar que o produto do trabalho chinês não merece o mesmo respeito que o de um trabalhador português".
Esta é para mim a questão central.
Eu sou totalmente a favor do Fair Trade e, portanto, caro Insurgente, quando por terras chinesas se trabalharem as mesmas horas diárias e semanais que se trabalham cá e for crime trabalhar antes dos 16 anos, conversaremos sobre o respeito e a dignidade dos produtos chineses, produzidos por crianças, comparativamente aos nossos, produzidos por chefes de família que têm que trabalhar, entre outras coisas para alimentarem e educarem as mesmas crianças que, no Oriente, trabalham de sol a sol, muitas vezes desde os 5 ou 6 anos.
Como é de elementar compreensão, enquanto no Ocidente, com regras laborais definidas se produz por 10, no Oriente, que produz sem regras ou com regras esclavagistas, o mesmo produto é produzido por 2.
Como não sou a favor do fecho puro e simples das fronteiras que solução preconizar senão a das taxas aduaneiras?

Publicado por Patrick Blese às 10:47 PM

Xenofobia e racismo ou fim da concorrência desleal?

(0229)
Por manifesta falta de tempo não tenho dado assistência ao blogue que, desgraçado, anda para aqui, praticamente, ao abandono.
Só agora vou abordar o tema das declarações de Alberto João Jardim, que alguns admitiram ter a ver com questões de concorrência e não com questões xenófobas.
Recrimino totalmente qualquer forma de xenofobia.
Não compreendo como ainda hoje pode haver quem defenda a supremacia de uma raça em relação a outra.
No entanto, nunca como agora estas questões se têm colocado com tanta insistência nas sociedades ocidentais, em geral, e na nossa, em particular.
Em Portugal, o auge desta tendência generalizada conheceu o seu ponto mais alto com as declarações de Alberto João Jardim sobre os chineses e os indianos.
Tenho para mim que as palavras do líder madeirense foram proferidas num contexto de exacerbada tendência xenófoba e populista e, por isso mesmo, são intoleráveis e criticáveis.
Não podemos escamotear que hoje o tipo de linguagem por ele utilizada é pasto fértil de captação de votos, como de resto, embora sem este propósito, lembrou o insuspeito Pedro Guedes, quando diz que Jardim se limitou a dizer em voz alta o que o povo, não intelectual, ou seja, a esmagadora maioria do povo, diz em surdina ou sem possibilidade de aceder aos meios de comunicação, também JCS, escreveu que embora não concordando com a forma, admite que Jardim não cometeu nenhuma ilegalidade e que está apenas a defender intransigentemente os interesses do povo madeirense que o elegeu e o reelegeria.
Meus caros, esta demagogia e este populismo bacoco acarretam grandes perigos e deverão ser sancionados negativamente por todos os democratas e humanistas.
As democracias modernas ocidentais não resistirão a muitos discursos proferidos por políticos, dos arcos das diversas governações, que apontem no sentido sugerido por Jardim, e por isso, defendo que o Governo, o PSD, o Presidente da República e todos os órgãos do Estado deveriam ter sido ainda mais cáusticos para com as lamentáveis palavras do líder madeirense.
Uma coisa são os cidadãos chineses e outra os produtos chineses que cá se vendem, embora admita que o nexo de causalidade seja fácil e natural de estabelecer, não compreender isto, claramente, é um princípio muito perigoso para a sobrevivência e manutenção de qualquer democracia.
O que poderá, e deverá, ser discutido a este respeito não tem a ver com a circunstância de se ser branco, preto ou amarelo, polaco, indiano ou chinês, mas sim, pelo contrário, com questões e razões que nada deverão ter a ver com isso.

Publicado por Patrick Blese às 10:39 PM

julho 17, 2005

Como se pode escrever num blogue com dirigentes destes?

(0228)
No post 227, expressei a minha opinião sobre um rapaz alto e loiro que o Benfica havia contratado, depois do azul e branco, travestido de vermelho garrido, José Veiga, ter garantido a aquisição do perneta dinamarquês.
Afinal, o rapazito, que é tosco, mas não é parvo, assinou pela equipa do velho Trapattoni.
Estamos conversados sobre a capacidade negocial desta gente que vende kits, embora, da minha parte, o que mais lamento é terem-me estragado o post.
O 227.

Publicado por Patrick Blese às 12:55 AM

julho 15, 2005

Lampiões contratam o Karadas do AC Milan

(0227)
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Publicado por Patrick Blese às 11:59 AM

William Ropp, Grito, 1997

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Publicado por Patrick Blese às 12:25 AM

julho 14, 2005

Saudades

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Publicado por Patrick Blese às 06:14 PM

julho 13, 2005

Ideias sobre o atentado de Londres: Grande Surpresa

(0224)
Sempre soube que para estes terroristas suícidas e sem rosto não há distinção entre inocentes e culpados.
Para eles existem fiéis e infiéis, nada mais, e estes últimos devem ser dizimados a qualquer preço e sem comtemplações.
Sempre pensei, no entanto, que estes filhos da puta, tinham um Código de Ética de Não Agressão nas terras onde vivem lado a lado com os Infiéis.
Vivi, em 1997, durante uma larga temporada em Londres, em plena Edgward Road a cerca de 100 metros da estação onde rebentaram com uma das carruagens, costumava dizer aos amigos que era o único não árabe de toda a Avenida, que é uma avenida colossal e cheia de iconografia árabe.
Qual a lógica que preside a uma escolha destas?
Afinal estes gajos respeitam o quê?
Doutrinaria e filosoficamente bebem, afinal, de que fonte?

Publicado por Patrick Blese às 12:15 PM

Ideias sobre o atentado de Londres: Pobreza ou Poder

(0223)
Muita gente ilustre estava convencida de que havia uma ligação forte entre pobreza e terrorismo.
Não há!
Aliás como é fácil de perceber já que no G8 se discutia o perdão das dívidas aos países africanos mais endividados.
O que está em causa com este terrorismo sem rosto é o poder no Médio Oriente e a intenção de punir o Ocidente e os seus Governos por apoiarem as Monarquias Árabes.

Publicado por Patrick Blese às 12:09 PM

julho 12, 2005

Nunca é tarde para dar a mão à palmatória

(0222)
Não me passou despercebida a morte do Dr. Corino de Andrade.
Na altura, no entanto, não lhe fiz qualquer referência.
Recordo-o agora, pela pena brilhante de Lobo Antunes, que na última Visão assina uma crónica, infelizmente sem link disponível, absolutamente deliciosa, pela simplicidade e beleza estilística, intitulada: “O Amigo do meu Pai”.
E a verdade é que as últimas crónicas de Lobo Antunes na Visão, me têm aproximado de tal maneira da sua escrita, eu que não sou grande apreciador do homem, que já é a página da sua crónica, a primeira, que procuro quando semanalmente a revista me chega às maõs.

Publicado por Patrick Blese às 03:48 AM

Regresso anunciado dos Smashing Pumpkins

(0221)
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Leio algures que, 5 anos depois, a banda de Billy Corgan vai regressar.
Aplaudo de pé e com vénia.


Publicado por Patrick Blese às 03:29 AM

De Sevilha até ao Vau, com boa música

(0220)
A Madalena , 4 anos e meio, canta a plenos pulmões:

Enfia! Enfia!
Sporting na bacia
Benfica no alçapão
E o Porto é Campeão!

O Martim, 2 anos e meio, na impossibilidade de acompanhar o léxico da irmã, acompanha com:
Porto !Porto! Porto!

A coisa durou pelo menos metade da viagem.
Tenho fortes razões para crer que a educação da rapaziada está a seguir no caminho certo.

Publicado por Patrick Blese às 03:26 AM

O nosso patriotismo bacoco

(0219)
Lucho Gonzalez, reforço azul e branco, de quem muito espero, disse em entrevista a A Bola, que deseja jogar já pelo FC Porto, no Torneio de Amesterdão, contra o Boca Juniors e ganhar.
Uma das razões prende-se com o facto de desejar dar uma grande alegria aos adeptos do River Plate, para quem uma derrota do rival Boca é tão ou mais importante do que uma vitória do próprio River.
Como eu também não consigo torcer por Sporting ou Benfica, mesmo quando jogam contra equipas estrangeiras, deixo o meu aplauso ao amigo Lucho e ao, apesar disso, patriota povo argentino.

Publicado por Patrick Blese às 03:22 AM

É começar a preparar a Estatueta

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Em primeiríssima mão, fica aqui, para a posteridade, o nome do próximo Nobel da Paz: Bono Vox.
Grandes Nomes.
Grande Som.
Grandes Metas.
Grande Causa.
Grandes Palcos.
Grande Atitude.
Grande Bono Vox.
Enorme Live 8.
Referência para a excelente cobertura do evento que o Golfinho e o David Diogo fizeram no GolfinU2.

Publicado por Patrick Blese às 03:10 AM

Que é isto, cum carago?

(0217)
Voltei e parece que há gente desanimada.
Aparentemente querem todos fechar os tascos.
Força compadre e quanto a ti, Dragão: deixa-te de merdas, cum carago!
É que se vocês arrearem, eu também arreio.
Vocês são dos melhores, senão os melhores, e portanto, se fecham os estabelecimentos, ou trespassam, ou o diabo a quatro, aqui, a choldra, segue o exemplo, e damos início a uma barnabézação que nunca mais acaba.

Uma nota final:
Desta vez levei para férias o meu pequeno Moleskine onde fui debitando pequenos tópicos sobre algumas coisas que fui apanhando no meio das ondas.
Por isso, os próximos posts, alguns deles, naturalmente, sobre temas que já passaram à história, terão como base essas notas dispersas.

Publicado por Patrick Blese às 03:05 AM

julho 01, 2005

Até já!

(0216)
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Publicado por Patrick Blese às 05:51 PM

Não concordo!

(0215)
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Dias da Cunha numa inenarrável (pela aflitiva falta de capacidade de comunicação evidenciada) entrevista concedida, ontem, à RTP, afirmou que não tem dúvidas sobre o facto do Benfica ter sido levado ao colo pelas arbitragens na época finda.
Não concordo, quem levou o Benfica ao colo foi o Ricardo.

Publicado por Patrick Blese às 12:40 AM

Quem ouviu, ouviu, quem não ouviu, tivesse ouvido

(0214)
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Ronaldo disse que Anderson, o miúdo que o FC Porto acaba de contratar ao Grémio tem tudo para ser o novo “Fenómeno”.
Disse, está dito.

Publicado por Patrick Blese às 12:34 AM