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junho 15, 2005

O Estado gosta de celebrar o inimigo

(0183)
A extrema-esquerda e a esquerda têm louvado Cunhal.
Nada a obstar, são os seus amigos de sempre, outra coisa não seria de esperar.
O que não é aceitável é que a direita e o Estado democrático estejam a homenagear Cunhal como um democrata e um humanista.
Como se o revolucionário fosse humanista e o adepto dos regimes totalitários fosse democrata.
Como é possível?
Cunhal devia ser lembrado às gerações vindouras como um derrotado.
Os seus conceitos de amplas liberdades e do socialismo democrático foram derrotados.
O seu sovietismo foi derrotado.
E em final de vida, a herança que deixa ao seu amor de toda a vida, o PCP, é Jerónimo de Sousa.
Que há para homenagear?

Publicado por Patrick Blese às junho 15, 2005 04:40 PM