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junho 13, 2005
A porta 10 A , a porta do cavalo e a triste sina destes dirigentes leoninos
(0167)

Na última 5ª feira, Lobo Antunes versa sobre Futebol, na crónica que habitualmente assina na Visão, começando por recordar José Cardoso Pires, que dizia: “eu não sou do Benfica, sou do Néné”.
No resto do texto, Lobo Antunes de quem não sou particular admirador, antes pelo contário, discorre magistralmente sobre a arte que jorra dos pés dos futebolistas de eleição.
A este próposito, lembrei-me que, também eu, em miúdo, fui desde sempre do FC Porto, mas durante vários anos, num sistema de acumulação até algo contraditório, fui também do Néné, principalmente deste, mas depois, também do Chalana, do Madjer, do Futre, do Domingos Paciência , meu amigo e colega de brincadeiras e de equipa, e do Pedro Barbosa.
E é, justamente, deste último que vos quero falar.
No fundo, como todos os verdadeiros amantes do futebol, aprecio o futebol espectáculo, o improviso, o toque de bola singular, a magia, o drible desconcertante, "as coxinhas" e "os cabritos".
Ora, Barbosa, no apogeu, representava tudo isto e muito mais, era como que a personificação perfeita do génio dentro do campo.
Era, no seu máximo, genial.
Da sua geração, à parte a questão dos títulos e do dinheiro ganho, Barbosa era, potencialmente, o craque maior de uma fornada que incluía os talentos inquestionáveis de Rui Costa, Figo, Paulo Sousa, João Pinto e companhia.
Esteve 10 anos no Sporting, onde fez épocas notáveis e acabou como capitão de equipa.
Pedro Barbosa tinha que sair em ombros de Alvalade mas acaba por fazê-lo pela porta dos fundos.
Trata-se de um erro clamoroso desta Administração leonina e não perceber isso é não se perceber nada de futebol e de desporto.
Nota: Ou muito me engano ou Pedro Barbosa vai ser o melhor treinador português da sua geração e os sportinguistas ainda o vão ver entrar em Alvalade pela porta grande, quiçá, ao mesmo tempo que estes dirigentes saem pela porta do cavalo.
Publicado por Patrick Blese às junho 13, 2005 01:19 AM
