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maio 18, 2005
Os betinhos da Extrema-Esquerda
(0131)

Quatro razões se conjugam e me motivam para escrever sobre aquilo a que pomposamente chamarei:
Breve Enquadramento Sociológico dos Militantes do Bloco de Esquerda.
A primeira, tem a ver com a entrevista que, ontem, Sá Fernandes concedeu ao Público no âmbito da sua candidatura à Presidência da CML, onde o “providencial cauteleiro” desbobina um chorrilho de tolices, com especial incidência nos problemas do trânsito e no destino do Parque Mayer, só ao alcance de um verdadeiro irresponsável que desconhece para onde corre, sendo, que é justamente à boleia deste incendiário em busca de protagonismo que o Bloco de Esquerda pretende chegar à CML.
A segunda, prende-se com o facto de ter estabelecido aqui no estamine um breve contraditório com o Barnabé Daniel Oliveira à volta da última convenção do Bloco.
A terceira, decorre da leitura do artigo de Miguel Sousa Tavares , também no Público, onde o eminente colunista conclui que: "esta gente não é séria”, referindo-se ao Ayatolah Daniel em particular, e aos Bloquistas, em geral.
A quarta, passa pela necessidade, que sinto imperiosa, de elucidar os leitores porventura mais incautos, de quem é e o que representa, de facto, esta rapaziada do Bloco de Esquerda.
Vamos lá então ao que interessa:
“Anda meio mundo a enganar o outro meio”, é uma expressão recorrente quando se pretende definir o modelo de sociedade em que vivemos.
Esta frase ganha um novo fôlego quando se fala do Bloco.
Começo por distinguir entre dirigentes, acólitos e assessores da organização, que são um conjunto de jovens lobos, famintos de tacho, de reconhecimento e de exposição mediática e uma imensa multidão de seguidores e militantes que não passam de betinhos que, transitoriamente, enquanto não crescem e “se fazem à vida”, vão engrossando as fileiras bloquistas.
E é sobre esta imensa multidão de jovens anónimos de que vos quero falar: lembram-se da figura dos betinhos da Praça de Londres, da Mexicana, do Vává, do Filipa (em Lisboa) e do Foco, do Carolina, do Lúmen e de Damião de Góis (no Porto)?
Lembram-se?
Pois bem, muitos deles são agora os militantes do Bloco de Esquerda.
São os mesmos, mas mascarados.
Transformaram-se.
Fizeram um make-up e são agora os betinhos da extrema-esquerda.
Não vendem ideias preferem vender ilusões.
Para melhor interpretarem o seu papel adoptaram uma roupagem de meninos da moda e de frequentadores do Bairro Alto, sendo muitos deles provenientes de famílias bem, da média e alta burguesia urbana, que têm necessidade de ser do contra para chatear os “velhotes” e de se encontrarem para fumar umas ganzas, mostrar as tatuagens não definitivas do Che, apanhar umas beatas e trocar cd´s alternativos.
Muitos deles, e delas, inclusive, deixaram de sentir necessidade de tomar banho, com todas as consequências que daí advêm para o indesejável incremento da esperança de vida dos ovos do piolho da cabeça, vulgo lêndea, e para a estatística dos índices negativos de saúde pública.
São estes, grosso modo, os militantes do Bloco.
Publicado por Patrick Blese às maio 18, 2005 01:12 AM
