maio 31, 2005

Até um ceguinho via isto

(0154)
Disse-o aqui: o aumento da taxa do IVA para 21 % era uma medida estúpida e inqualificável.
Dois dias depois os especialistas alertam aqui para essa mesma gritante estupidez.

Publicado por Patrick Blese às 07:40 PM

Donna Murty Todd, Old Lady, India, 2004

(0153)
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This old woman suffers from cataracts.

Publicado por Patrick Blese às 02:29 AM

maio 30, 2005

CE: Oui, c´ést Non

(0152)
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O Liberátion diz que já é oficial.
Uma vitória clara e com forte participação cívica.
Daqui por 3 dias será o país das tulipas, ao que tudo indica, a seguir a mesma tendência.
A União Europeia terá que escolher outro caminho.
Nos próximos dias voltarei ao tema.

Publicado por Patrick Blese às 12:02 AM

maio 29, 2005

Afinal estamos de fio dental

(0151)
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Sócrates (também os gregos parece que lá tiveram um, mas avisados, enterraram-no e vendem agora bustos do defunto em todas as esquinas por quaisquer 50 cêntimos) criticava Durão Barroso pelo facto deste ter alvitrado de que o país ia de tanga.
Confirma agora o nosso Engenheiro a sapiência das suas palavras e ao que julgo saber terá dito qualquer coisa como: "não estamos nada de tanga, estamos é de fio dental".
Apesar disso não deixa de ser um exercício curioso fazer um paralelismo entre o que dizia Sócrates em campanha e as medidas que ora preconizou.
Em campanha: " Vamos apostar no investimento e no crescimento, criar 150.000 postos de trabalho, aumentar a protecção social e alargar os benefícios na educação, não vamos aumentar a carga fiscal".
No poleiro, 2 meses depois: Aumenta o IVA e o IRS, o tabaco e os combustíveis, congela os empregos e as promoções na função pública, aumenta a idade das reformas e reduz as indemnizações pagas pelas baixas de saúde.
Quero dizer que no essencial concordo com estas inevitáveis medidas governativas, com excepção para a estúpida e inqualificável alteração na taxa do IVA que, a ser feita, deveria ser em sentido contrário, mas, que dizer da continuada falta de ética, para não lhe chamar outra coisa, da nossa classe política e dos seus principais dirigentes?

Publicado por Patrick Blese às 11:51 PM

Congratulations

(0150)
A seguir aos confeccionados com arroz de tomate, estes são os melhores.
Fizeram 2 anos.
Merecidos e justos parabéns para o JCD.

Publicado por Patrick Blese às 11:38 PM

Tudo normal

(0149)
Uma semana por terras transalpinas, gregas e croatas e, ainda mal tinha aterrado no solo pátrio, logo percebi que, por cá, tudo está normal.
Aos 3 minutinhos do jogo do Municipal de Oeiras já o Benfica beneficiava das vistas largas de Paulo Costa para começar o foguetório.
Mas, vá lá, desta vez nem assim.

Publicado por Patrick Blese às 11:27 PM

maio 21, 2005

Até já!

(0148)
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Vou ali à Croácia com este meu compadre e já venho.

Publicado por Patrick Blese às 10:16 PM

Avenida dos Aliados é azul e branca

(0147)
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Desejo ardentemente que amanhã, ao fim da tarde, hajam fartos motivos para que a Avenida dos Aliados se vista festivamente de azul e branco.
Eu, pelo sim, pelo não, vou-me pôr a milhas.

Publicado por Patrick Blese às 10:11 PM

CE: Constituição Europeia? Não!

(0146)
iogurteUE.jpg
Acredito convictamente que a Europa não está a caminhar no melhor sentido.
Compreendendo a importância do momento, também eu, me junto ao lado da barricada do Não, contribuindo neste modesto reduto para que os argumentos desta tendência, pelo menos os que eu defendo, se façam saber.
Sinto também o apelo de juntar a minha voz à de outros bloggers portugueses, com destaque, sem desprimor para os restantes, para Pacheco Pereira, no Sítio do Não, porque acho lamentável que a maior parte dos partidários do Sim, que se encontram manifestamente em perda e sentem que perdem mais qualquer coisa cada dia que passa, esgrimam como argumentos principais duas falácias: uns, dizem que caso vença o Não, virá o bicho papão e será o caos na Europa, outros, vendem a ideia de que a Constituição é uma mera arrumação sistemática dos tratados anteriormente existentes, e outros, mais matreiros, insultam a nossa inteligência com os dois argumentos em simultâneo.
Eu gostava que todos soubessem que eles exageram e mentem!
É preciso que se saiba que, se esta Constituição for aprovada, será dado um passo muito importante no reforço dos poderes que fazem da UE uma espécie de Estados Unidos da Europa, com crescente predomínio das Instituições Europeias Supranacionais sobre os, cada vez menos soberanos, Estados.
Com esta Constituição a UE terá uma bandeira, um hino, uma divisa, não esquecendo que já tem uma moeda.
Ficaremos mais vulneráveis à globalização, aumentará o desemprego e o nosso crescimento diminuirá, na exacta medida em que será necessário fazer um esforço suplementar para canalizar subsídios para os novos Estados aderentes.
A pouco e pouco os cidadãos ir-se-ão apercebendo de que há centros de decisão que estão cada vez mais longe, exercidos por entidades que não escolheram e nem sequer conhecem.
Hoje, o cidadão de Mirandela exaspera-se com o centralismo de Lisboa e vai comendo umas alheiras, amanhã, o pacato cidadão de Campo de Ourique exasperar-se-á com o centralismo de Bruxelas e nem uma alheira terá para comer.
Isto não é clarinho como água?
Sobre o Não:
Actualmente, no mundo perigoso e louco em que vivemos, as minhas maiores preocupações prendem-se com a política externa da Europa em matérias de segurança e defesa comuns.
Sou dos que entendem que a UE tem sido altamente vantajosa para Portugal ao ponto de, nos últimos 18 anos, nos termos modernizado e apresentarmos índices de crescimento económico e social superiores a vários séculos anteriores.
Compreendo que, numa pretensa lei da selva pós – UE, poderia haver a tentação de se saber quem é o mais forte.
Sei que há quem pense que sem UE, países como por exemplo, a Alemanha, podiam aspirar a recaídas totalitárias e ser tentadas pela guerra.
Porque não a Alemanha querer recuperar a Alsácia, ou a Lorraine, ou a Prússia Oriental?
Outros dizem que não podemos correr o risco da Europa se desmantelar, sob pena de se correr o risco de retorno dos nacionalismos terroristas e de guerras tipo “juguslávias”.
Mas eu pergunto:
Não pode este tipo de situações ser acautelado e evitado sem recurso a uma Constituição Europeia?
Não estão já uma grande parte dos centros de decisão em Bruxelas?
Não temos já uma moeda única?
As respostas parecem-me claras e naturais.
Deverá continuar-se a dar passos pequenos, mas firmes, era de resto essa a estratégia preconizada por Jean Monet, no sentido do aprofundamento dos laços entre os países membros da EU.
Não podemos é querer dar passos de gigante e querer atropelar conceitos fundamentais da construção europeia, como por exemplo:
a intenção, levada à prática se esta Constituição avançar, de dar uma vassourada na herança cristã da Europa, com o nítido e incógnito propósito de alargar a União a países islâmicos;
ou,
não definir limites territoriais para a União Europeia;
ou,
acabar com o direito de veto, a juntar a outros 34, em relação às politicas de asilo e imigração.
Isto não é aceitável.
Reconheço que com uma Europa unida teremos maior capacidade para ombrear com a super-potência EUA e as potências emergentes, mas para isso não é necessário um maior aprofundamento político, basta que, a juntar ao mercado único, às políticas fiscais e à moeda única, se aposte numa indispensável política de defesa comum com a implantação do já falado Exército de Intervenção Rápida Europeu.
Em suma, acredito numa Europa forte, solidária e unida, sem necessidade de maior aprofundamento da União Política, mas só se tal resultar de uma vontade forte das pessoas.
Não acredito na imposição das ideias pela força dos tecnocratas que, na prática, quase equivale à força das armas.

Publicado por Patrick Blese às 01:34 AM

CE: Em lados opostos

(0145)
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Por uma vez estou, numa questão essencial, em desacordo com ele.
Ele pelo Sim.
Eu pelo Não.
E desta vez, Professor, receio bem que o aluno esteja certo e o Professor errado.

Publicado por Patrick Blese às 12:42 AM

CE: Não à Turquia

(0144)
Não esquecendo a inultrapassável questão religiosa que nos separa, quais os grandes momentos que fizeram a História Europeia que a Turquia partilhou com a Europa e os Europeus?

Publicado por Patrick Blese às 12:36 AM

maio 20, 2005

CE: Sim, porquê?

(0143)
Porque estão trotskistas, comunistas, ultraconservadores, neoconservadores e nacionalistas unidos no Não?
Não estarão todos mais próximos do Sim do que do Não uns dos outros?

Publicado por Patrick Blese às 02:01 AM

CE: Pilar fundamental na Paz no Velho Continente

(0142)
É a União Europeia.
Qual a alternativa ao reforço da Europa enquanto comunidade para a Paz e comunidade de Valores?

Publicado por Patrick Blese às 01:58 AM

CE: Não é curto?

(0141)
Parece-me a mim que os pricipais argumentos dos "negacionistas da Europa" têm sido:
- Estão a impor-nos coisas que não discutimos
- Querem dominar-nos
- Julgam que somos estúpidos
- Vamos ficar reféns da vontade e decisões do eixo franco-alemão
Não será curto?

Publicado por Patrick Blese às 01:55 AM

CE: O Cristianismo

(0140)
É razão bastante para votar Não, o facto de, não haver uma alusão a Deus e às origens cristãs da Europa no texto?

Publicado por Patrick Blese às 01:49 AM

CE: Isto é positivo ou não?

(0139)
Não consagra esta Constituição o Princípio da Igualdade dos Estados e a Carta dos Direitos Fundamentais?

Publicado por Patrick Blese às 01:46 AM

CE: É irreversível?

(0138)
Se a nova Constituição for aprovada o que acontece se um Estado quiser sair?
Pode ser invadido "legitimamente" e obrigado a aceitar a vontade da maioria dos outros Estados?

Publicado por Patrick Blese às 01:42 AM

CE: Como?

(0137)
É possível uma Europa unida sobre a matriz de uma Europa de Nações?
E poder-se-ão evitar, nesse contexto, futuros cenários de guerra dentro do espaço europeu?
E se sim, é possível manter as preocupações ecológicas, aprofundar a união económica e monetária e haver reforço das políticas de segurança comuns?
Isto é possível sem uma união política?

Publicado por Patrick Blese às 01:35 AM

CE: Duas maneiras de conceber a Europa

(0136)
Como nota prévia gostaria de dizer que só conheço duas maneiras de conceber a Europa, e que por via disso, penso que o essencial da questão é escolher entre estas duas possibilidades essenciais, sendo que outras questões laterais me podem interessar, mas são acessórias.
E as duas opções são:
Uma Federação ou União Política supranacional, defendida pelos partidários do Sim, sendo que neste contexto, a Europa estará, supostamente, em melhores condições para ombrear com os EUA e as novas potências emergentes, em todos os domínios.
Uma mera União Aduaneira e Mercado Comum, com a correspondente abolição de taxas aduaneiras e de obstáculos à circulação de pessoas, bens, serviços e capitais, baseada na simples cooperação intergovernamental de estados soberanos.
Haverá ainda uma terceira corrente, que dirá, "Europa: nem pintada!", mas desses nas próximas décadas não rezará a História.
Admito que hajam ainda muitos cidadãos partidários da 1ª hipótese que aqui avanço que achem que este texto constitucional não serve, mas que estariam dispostos a apoiar outro.

Publicado por Patrick Blese às 01:26 AM

CE: Abertura das hostilidades

(0135)
Também aqui no estabelecimento se começa hoje a discussão à volta do Tratado Europeu que aprovou o projecto de Constituição para uma Europa a 25.
Começo por sugerir a leitura deste post, do meu amigo João Pedro Simões Dias, brilhante professor de Direito Comunitário e uma passagem pelos sítios da moda: o do sim e o do não.
Deixarei nos posts seguintes algumas questões na esperança de que, alguns dos meus escassos leitores, possam participar no debate que se pretende esclarecedor e civilizado.

Publicado por Patrick Blese às 01:25 AM

maio 19, 2005

O golo Playstation de Wagner Love

(0134)
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Nunca tinha visto um golo como o terceiro do CSKA.
Nem no distrital se sofrem golos assim.
Take 1: Bola na esquerda, Enakharire tem a posição ganha, mas em vez de meter a bola para fora como lhe competia e se justificava, é ele que dá um toque em frente, Carvalho acciona o turbo e perante o turbodiesel nigeriano não tem qualquer dificuldade em ganhar-lhe 3 metros numa corrida de 5.
Take 2: Cruzamento rasteiro, Ricardo impávido na baliza, sem cortar a extraodinariamente previsível linha de passe, já que era a única humana e futebolisticamente possível, permitindo dessa forma que Love dominasse de pé direito e de pé esquerdo fuzilasse, abanando as redes.
Fiquei a pensar que golos destes há muitos…
… mas na Playstation.

Publicado por Patrick Blese às 04:58 PM

A falta de ambiente, o cinismo do CSKA e os equívocos de Peseiro

(0133)
Nota prévia: Um abraço de solidariedade a todos os sportinguistas.

Ontem fui ao Estádio de Alvalade, com amigos lagartos, assistir à final.
Do que vi, realço, quatro aspectos, mas deixo um para um post autónomo:
Primeiro:
O Sporting não beneficiou do factor casa já que um milhar de calorosos russos fez mais chinfrim do que 30.000 mil adeptos do Sporting.
A corrente não passou fruto, em grande medida, do futebol desgarrado do conjunto leonino que não conseguiu empolgar.
Mas justifica-se uma questão: para que querem os adeptos portugueses uma final caseira se depois vão para o estádio e em vez de fazerem a festa levam 90 minutos em gélido silêncio ou a assobiar e impacientar a sua equipa?
Segundo:
O CSKA é uma das equipas mais cínicas que já vi jogar ao vivo.
Muito longe de praticarem um futebol enleante e deslumbrante, apareceram munidos do cerebral Carvalho a mexer os cordelinhos e dez colegas altos, secos e bons de bola, que sem carecerem de grandes posses de bola, desferem rápidas e certeiras estocadas, quase sempre mortais, nos adversários.
Futebol simples, eficaz e arrepiante.
Terceiro:
Peseiro.
É um tipo sem qualquer capacidade para ler o jogo a partir do banco.
Não antecipa cenários, não “cheira” nem sente o jogo, não prevê manobras, não passa voz de comando.
Os jogadores de campo andam perdidos, os do banco baixam a cabeça, os dirigentes exasperam, os sócios assobiam e desesperam.
Exemplos da falta de “visão”:
1- Apostar de inicio num claro 4x4x4, com Barbosa encostado à esquerda, como um extremo à moda antiga, quando os desiquilibrios que se conhecem ao capitão leonino nessa zona só acontecem quando ele “não está lá”, mas antes “aparece lá”, que como se sabe é completamente diferente.
2- Não perceber que contra uma equipa que apresentou 4 linhas, muito bem definidas no campo, num claro 3x4x1x2, começar com 2 pontas de lança foi meter-se na boca do lobo e encaixar na perfeição na marcação dos russos.
Cá de fora só um ceguinho não via isso.
Demonstrou não conhecer em profundidade o adversário, ou, se conhecia e foi surpreendido, mostrou à saciedade não ter destreza, leitura e ginástica mental para responder com prontidão aos desiquilibrios que o jogo lhe trouxe à colação.
3- Como foi possível manter em campo Barbosa, esse farol da dinâmica do futebol lagarto, sem reacção, sem rasgo, sem ambição e com um amarelo, até ao apito final da partida?
4- Que critério utilizou para deixar de fora Rui Jorge, revoltando os colegas de equipa por este perder o jogo da sua vida, Douala e, principalmente, Custódio o único, pelas suas características, que se previa poder vigiar com êxito o endiabrado Carvalho?
5- Como é possível entrar o vulgar Niculae antes do camaronês?
6- A que alto critério obedeceu a troca de Moutinho por Viana a 2 minutos do fim, com 1-3 no placard, a não ser o de o barcelense inscrever o seu nome na ficha de jogo e agradar ao seu padrinho?
7- Como só reagir, a partir de intervenção vinda do banco, aos 25 minutos da 2º parte e depois do 1-2 que já se adivinhava há alguns minutos?
8- Sabiam que Enak estava parado há 30 dias?
E podiamos ficar aqui a tarde toda...

Publicado por Patrick Blese às 04:50 PM

maio 18, 2005

A demência tem limites em Portugal?

(0132)
Via Pedro Guedes, tive conhecimento deste brilhante post do António Torres e através do Jorge Ferreira, cheguei a este artigo do Manuel Monteiro no Expresso on-line.
Recomendo ambas as leituras e junto a minha à indignação dos restantes escribas.
Concordo, de forma simplista, com Pedro Mexia, quando diz que as pessoas se dividem entre quem tem filhos e quem não tem filhos. Ele está à vontade para dizer isso porque, ao que suponho, não tem filhos, e eu, estou à vontade para concordar com ele porque tenho dois.
Sobre o assunto, (9 anos!!!, cum caraças) o que se me oferece dizer é que os reles porcos do Ministério que decretaram esta aberração não têm filhos.

Publicado por Patrick Blese às 02:20 PM

Os betinhos da Extrema-Esquerda

(0131)
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Quatro razões se conjugam e me motivam para escrever sobre aquilo a que pomposamente chamarei:
Breve Enquadramento Sociológico dos Militantes do Bloco de Esquerda.
A primeira, tem a ver com a entrevista que, ontem, Sá Fernandes concedeu ao Público no âmbito da sua candidatura à Presidência da CML, onde o “providencial cauteleiro” desbobina um chorrilho de tolices, com especial incidência nos problemas do trânsito e no destino do Parque Mayer, só ao alcance de um verdadeiro irresponsável que desconhece para onde corre, sendo, que é justamente à boleia deste incendiário em busca de protagonismo que o Bloco de Esquerda pretende chegar à CML.
A segunda, prende-se com o facto de ter estabelecido aqui no estamine um breve contraditório com o Barnabé Daniel Oliveira à volta da última convenção do Bloco.
A terceira, decorre da leitura do artigo de Miguel Sousa Tavares , também no Público, onde o eminente colunista conclui que: "esta gente não é séria”, referindo-se ao Ayatolah Daniel em particular, e aos Bloquistas, em geral.
A quarta, passa pela necessidade, que sinto imperiosa, de elucidar os leitores porventura mais incautos, de quem é e o que representa, de facto, esta rapaziada do Bloco de Esquerda.
Vamos lá então ao que interessa:
“Anda meio mundo a enganar o outro meio”, é uma expressão recorrente quando se pretende definir o modelo de sociedade em que vivemos.
Esta frase ganha um novo fôlego quando se fala do Bloco.
Começo por distinguir entre dirigentes, acólitos e assessores da organização, que são um conjunto de jovens lobos, famintos de tacho, de reconhecimento e de exposição mediática e uma imensa multidão de seguidores e militantes que não passam de betinhos que, transitoriamente, enquanto não crescem e “se fazem à vida”, vão engrossando as fileiras bloquistas.
E é sobre esta imensa multidão de jovens anónimos de que vos quero falar: lembram-se da figura dos betinhos da Praça de Londres, da Mexicana, do Vává, do Filipa (em Lisboa) e do Foco, do Carolina, do Lúmen e de Damião de Góis (no Porto)?
Lembram-se?
Pois bem, muitos deles são agora os militantes do Bloco de Esquerda.
São os mesmos, mas mascarados.
Transformaram-se.
Fizeram um make-up e são agora os betinhos da extrema-esquerda.
Não vendem ideias preferem vender ilusões.
Para melhor interpretarem o seu papel adoptaram uma roupagem de meninos da moda e de frequentadores do Bairro Alto, sendo muitos deles provenientes de famílias bem, da média e alta burguesia urbana, que têm necessidade de ser do contra para chatear os “velhotes” e de se encontrarem para fumar umas ganzas, mostrar as tatuagens não definitivas do Che, apanhar umas beatas e trocar cd´s alternativos.
Muitos deles, e delas, inclusive, deixaram de sentir necessidade de tomar banho, com todas as consequências que daí advêm para o indesejável incremento da esperança de vida dos ovos do piolho da cabeça, vulgo lêndea, e para a estatística dos índices negativos de saúde pública.
São estes, grosso modo, os militantes do Bloco.

Publicado por Patrick Blese às 01:12 AM

O segredo do sucesso transitório do Bloco de Esquerda

(0130)
A génese da Extrema-Esquerda que o Bloco representa é elitista e singra porque vende a ilusão de ser um partido “moderno”, “fracturante com o sistema”, “ aberto”, “defensor das minorias oprimidas” e apologista “do relativismo moral generalizado”.
O Bloco não é, ao contrário do que apregoa, um partido de bases, do proletariado, que represente a classe trabalhadora, é antes, um partido com quadros e militantes provenientes da média e alta burguesia urbana, onde se defendem conceitos teóricos que não têm correspondência com o que praticam no quotidiano.
A constatação desta evidência traduz-se no facto de que quem fala pelo Bloco é gente que está bem na vida, o que conduz a que a organização seja um movimento pedante, que se arroga uma superioridade moral e intelectual insuportável e intolerável e que tem crescido, por um lado, à custa da pregação da sua doutrina libertária e, por outro, pelo recurso à utilização de uma espécie de cartilha maternal que usa e abusa do recurso à aversão à economia de mercado e à manipulação de factos para atingir objectivos políticos.
Esta fórmula, que é de uma grande simplicidade, tem conduzido, para já, ao sucesso eleitoral, senão vejamos: como não há ideologia e se vende a ideia de que é um partido sem barões, em que todos são iguais, a jovem turba vai ao rubro.
E isto acontece, porque é impossível escamotear que vivemos cada vez mais numa sociedade em que o relativismo moral conduz a que os valores entrem numa catadupa de decadência, o que, não só , vai de encontro aos interesses da organização esquerdista, como potencia todo um campo de recrutamento, aparentemente inesgotável para o Bloco, e que tem produzido um pasto fértil de captação de votos junto de uma certa juventude urbana de esquerda jet-set que, apesar de tudo, não se identifica com o imobilismo e a ortodoxia do velho PCP.
E esta concentração de votos nas malhas urbanas, como se sabe, com o método de Hondt, é uma verdadeira mina.


Publicado por Patrick Blese às 12:42 AM

maio 17, 2005

Oferta exclusiva para os meus exigentes leitores

(0129)
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Directamente da Le Croissette, Sophie Marceau, em estilo "segurem-me, senão não sei o que faço!"
Se optarem por saber mais pormenores podem sempre ver aqui a sequência.

Publicado por Patrick Blese às 08:10 PM

O cinto e os suspensórios

(0128)
O Governador do Banco de Portugal, alarmado, pede aos portugueses que apertem o cinto.
É, como se sabe, um pedido recorrente nestas alturas em que se constata que o país é consecutivamente, desde Cavaco, governado por uma pandilha de despesistas e incompetentes.
No entanto, e como também vai sendo habitual, de forma absolutamente impune, enquanto o mexilhão aperta o cinto, os governantes centrais e locais tiram o seu e colocam os suspensórios.
O que lhes permite ir puxando as calças para cima para se manterem sempre à tona.

Publicado por Patrick Blese às 01:23 PM

Ironia? Onde?

(0127)
O Jaquinzinho, aqui del-rei, compareceu na caixa de comentários do post nº 121 aqui do estabelecimento, para “defender” a erudição guineense do blasfemo João Miranda, invocando, para tal, a figura elegante da ironia.
Acusa-me de, qual ceguinho sem discernimento, não descortinar a fina ironia de Miranda.
Fui ler outra vez, peguei na lupa e confesso: raio de cachimónia insensível a minha que não vê a ironia num texto que é todo ele um campo de nabos alagado por essa figura de estilo.
No entanto, verifico agora que, também um dia depois, este senhor não percebeu a ironia.
Porventura o Jaquinzinho , mesmo depois de ler o que Miranda continuou a escrever sobre o assunto,continuará a achar que se trata de ironia.
E da boa!

Publicado por Patrick Blese às 01:08 PM

Alexandre O´Neill, Amigo, in No Reino da Dinamarca

(0126)
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Fiquem com este poema de O´Neill, poeta maior entre os poetas, dedicado por mim, ao meu compadre Jordão, amigo maior entre os amigos, que está em casa de pernas para o ar a recuperar de operação tipica de jogador de futebol.
Volta Romarinho que vão começar as futeboladas de verão e precisamos de alguém para fazer golos.

Amigo

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!

Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!

Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!

Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

Publicado por Patrick Blese às 01:21 AM

Tiago Venâncio, Tango, Buenos Aires, 2005

(0125)
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A última foto que recebi do Tiago proveniente da sua actual paragem: a capital argentina.
A foto é o momento, como se comprova neste extraordinário clic.

Publicado por Patrick Blese às 01:01 AM

maio 16, 2005

Parabéns a você

(0124)
Felicitações ao Almocreve das Petas e ao Eclético, leituras regulares aqui do rapaz, pelos seus aniversários blogosféricos.

Publicado por Patrick Blese às 08:30 PM

Não deixe de ler

(0123)
Na edição on-line do Expresso de hoje, Nicolau Santos conta tudo sobre o caso dos 2605 sobreiros.
A ler aqui.

Publicado por Patrick Blese às 05:37 PM

Putas ao poder que os filhos já lá estão

(0122)
Puxei pela cabeça e não encontrei melhor título para este post do que o da frase anarquista aqui usada.
De facto, é o slogan ao qual apetece apelar depois de novo caso noticiado hoje no DN envolvendo os ex-Ministros Nobre Guedes e Telmo Correia.
Desta vez, parece que, nem se deram ao "trabalhinho" de viciar a data, foi mesmo despachado 4 dias depois das eleições que deram a maioria absoluta aos socialistas.
Agora, que parece, que finalmente a PJ se está a debruçar sobre estas e outras "normalidades" teme-se que isto seja apenas a ponta do iceberg.
Confesso que estou preocupado porque percebo que de cada vez que autarcas ou governantes do poder central se envolvem nestas trapalhadas vão ferindo de morte os aliçerces do Regime Democrático.
E isso é de uma gravidade extrema.
Não pode, nem deve, ficar impune.

Um dos grandes problemas da sociedade portuguesa é, justamente, a falta de confiança dos cidadãos em relação à classe política e aos partidos, por outras palavras, todas as sondagens de opinião revelam o decrescente apreço que os eleitores sentem por quem os representa nos diferentes orgãos de soberania.
Estes recentes casos contribuem, e de que maneira, para o aumentar da desconfiança e para a falta de credibilidade se generalizar.
Portanto, quem age dolosamente em situações que colocam em risco o funcionamento regular das instituições e os aliçerces do Regime, deve pagar a sua dívida à sociedade da forma mais gravosa.
Uma vez condenados, com trânsito em julgado da respectiva sentença, deverão os prevaricadores ficar privados da liberdade e não se deverá aceitar que as penas de prisão efectiva sejam substítuidas por multas pecuniárias.

Publicado por Patrick Blese às 01:38 AM

maio 15, 2005

Kumba Ialá, esse democrata

(0121)
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João Miranda, no Blasfémias, manifesta grande satisfação porque " afinal, o voto ainda vale alguma coisa" e acrescenta que " a democracia está de parabéns", tudo isto a próposito da auto-aclamação de Ialá como Presidente da República da Guiné-Bissau.
Sendo o Blasfémias um dos melhores e mais lidos blogues portugueses devia, como é bom de perceber, de abster-se de escrever disparates desta dimensão.
Ialá ganhou as eleições por duas razões fundamentais: por um lado, por pertencer à étnia maioritária no país, os balantas, tendo por via disso o apoio esmagador dos chefes tribais, e por outro lado, porque os guineenses estavam fartos até ao fundo das raízes capilares do partido único, o PAIGC.
Mas Ialá cometeu sucessivos abusos de poder, promoveu a dissolução do Parlamento com o único intuito de indigitar um governo de iniciativa presidencial, e, para isso não se coibiu de ordenar consecutivas prisões arbitrárias e prepotentes de opositores políticos e jornalistas.
Ialá queria era deixar cair o multipartidarismo e regressar ao partido único, sendo que a diferença é que, agora, tratar-se-ia do "seu partido único".
Mas para o blasfemo Miranda,pelos vistos, Ialá é um democrata e a Guiné- Bissau uma democracia exemplar.

Publicado por Patrick Blese às 11:33 PM

maio 14, 2005

E agora sou do Boavista desde pequenino

(0120)
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Porque a esperança é a última a morrer.

Publicado por Patrick Blese às 10:34 PM

Este gajo nem para Guarda Florestal

(0119)
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Sem ofensa, claro está, para a mui digna classe dos guardas florestais.

Publicado por Patrick Blese às 10:32 PM

Também tu, Sócrates?

(0118)
Pode ler-se, hoje, no Público, que também Sócrates e Capoulas, mandaram abater 700 sobreiros no sentido de se construir 7500 fogos na cidade de Setúbal, declarando, para tal, de utilidade pública o plano de pormenor que viabilizou a decisão.
A Polícia Judiciária de Setubal está a investigar.
Por este andar o que vai ser de nós sem cortiça e sem bolotas?

Publicado por Patrick Blese às 12:48 PM

Steve McCurry, Kabul , Afghanistan, 1992

(0117)
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Publicado por Patrick Blese às 11:02 AM

Steve McCurry, Jabal os Siraj, Afghanistan, 1992

(0116)
1519.tif
Anjo ou Demónio?

Publicado por Patrick Blese às 11:01 AM

Os sobreiros também se abatem

(0115)
Grave.
Muito grave.

Acabo de ouvir no Expresso da Meia-Noite, na SIC, que amanhã a manchete do Expresso garante que a data do despacho que viabilizou o abate dos sobreiros foi falsificada.
O despacho terá sido assinado depois das eleições, mas a data terá sido falseada para 16 de Fevereiro, 4 dias antes das eleições legislativas.
Para além do afastamento de uma técnica que se recusava a emitir parecer positivo; dos sobreiros só poderem ser abatidos para edificação de equipamentos públicos; e de, pasme-se, se ter invocado a utilidade pública para um empreendimento privado; agora, a cereja no topo do bolo: Falsificação de documentos.
Tudo, segundo os fortes indícios, a pedido de Nobre Guedes.
Se isto for dado como provado é caso para dizer que, pelos vistos, no melhor pano cai a nódoa.
Vamos aguardar pelo desenrolar da investigação, mas até lá há motivos para farta preocupação.
Grave.
Muito grave.

Publicado por Patrick Blese às 12:12 AM

maio 13, 2005

Gabriel García Márquez, Memórias das minhas putas tristes, 2005

(0114)
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Uma leitura altamente recomendada sobre velhice e amor.
Márquez, com 80 anos e a lutar há 20 contra um cancro, outra vez em grande forma.

No ano dos meus noventa anos quis oferecer a mim mesmo uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. Lembrei-me de Rosa Cabarcas, a dona de uma casa clandestina que costumava avisar os seus bons clientes quando tinha uma novidade disponível. Nunca sucumbi a essa nem a nenhuma das suas muitas tentações obscenas, mas ela não acreditava na pureza dos meus princípios. A moral também é uma questão de tempo, dizia com um sorriso maligno, tu verás. Era um pouco mais nova do que eu e não sabia dela há tantos anos que bem podia já ter morrido. Mas ao primeiro toque reconheci a sua voz ao telefone e disparei sem preâmbulos:
-Hoje sim.
Ela suspirou: Ai, meu sábio triste, desapareceste vinte anos e voltas para pedir impossíveis.

Publicado por Patrick Blese às 12:37 AM

maio 12, 2005

Apoiar os lampiões ou apenas Mantorras?

(0113)
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(Foto: Cortesia Ana Annes)
Os coitados dos lampiões, os genuínos, os que sentem verdadeiramente " A Instituição", já decidiram:
Mantorras é bom!
O Benfica é uma merda!

Publicado por Patrick Blese às 12:58 PM

Por falar em Empreendedores: Parabéns a João Lagos

(0112)
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(Foto surripiada ao Berra Boi)
Eis um exemplo de um empreendedor que leva cada vez mais longe o nome de Portugal.

Publicado por Patrick Blese às 01:51 AM

maio 11, 2005

Vivemos num país de funcionários? Despede-te já!

(0111)
Como afirmei, no final do post anterior, o gosto pelo risco não pode ser instituído por decreto.
Antes pudesse, mas não pode.
Tudo tem que passar pela Educação: pelas escolas, pelos institutos, pelas universidade e, principalmente, pelas Famílias.
Todos os jovens que viveram a adolescência nas décadas de 70 e 80 e que estão por via disso a começar a sua vida profissional foram educados no sentido de fugir do risco e do incerto como o diabo da cruz.
Esta é uma verdade cruel, mas insofismável.
Somos donos de uma preguiça incomensurável e evitamos pensar, damos tudo pela papinha feita, pelo pronto a vestir e pelo pronto a comer, estamos sempre disponíveis para o “deixa para amanhã o que podes fazer hoje”.
Fomos preparados desde tenra idade para procurar um emprego certo, de preferência na órbita do Estado, ou em alternativa numa instituição bancária ou afim, a entrar às 9 e sair às 5, com as sacramentais 2 horinhas de almoço.
Esta mentalidade tem, do meu ponto de vista, um fim perverso, que passa pela manutenção de uma cultura histórica que acredita no Estado Iluminado e que visa alcançar uma dupla função, por um lado, faz com que se reclame sucessivamente mais funções para o Estado, (quando na realidade, este, só devia ser regulamentado para garantir que funcione) e, por outro lado, fruto dessas novas funções, alimenta-se a necessidade de injecções massivas de novos funcionários públicos.
É uma bola de neve.
É preciso, portanto, admitir que para se conseguir atrair sangue novo para o tecido empresarial português é necessário, antes de mais, que se trabalhe no sentido de uma forte mudança de mentalidades.
E a melhor forma de conseguir isso é garantir, aos jovens que enveredarem pelos caminhos difíceis do empreendedorismo, que no mercado existe concorrência leal, que as empresas se empenhem em fazer melhores produtos e em prestar melhores serviços, que saibam que não podem contar com as benesses do Estado, nem com o velho proteccionismo, mas que existe uma cultura que protege os bons, os audazes, os que não têm medo.
Como dizia um dos “empresários” do Expresso: “Privilegia-se o vínculo laboral que se tem com a empresa e a segurança que isso trás”, mas esquecem que se essas empresas não se revelarem fortes e competitivas, a médio prazo, não será esse vínculo que evitará a respectiva falência e a consequente perda do posto de trabalho.
Em Portugal, há uma falta gritante de capacidade para assumir riscos.
Temos que fazer com que os jovens, que são o futuro do nosso país, se preparem para reagir afirmativamente à mudança, à instabilidade e à concorrência.
É esta a realidade diária de um pequeno, médio ou grande empresário e os jovens têm que saber que viver nessa realidade não é mau, que não vem lá nenhum bicho papão.
Antes pelo contrário.

Publicado por Patrick Blese às 02:10 AM

O gosto pelo risco, o que dizem os “gurus”

(0110)
Este sábado, no suplemento de Economia do Expresso, ( infelizmente com edição on-line só para assinantes ) , no chamado Exame do Conselho dos Doze, dirigido pelo jornalista Daniel Deusdado, que funciona como um barómetro do estado da Economia, justamente 12 personalidades do mundo financeiro respondem a 3 questões colocadas pelo semanário, sendo uma delas a seguinte: “ sugira medidas para estimular o gosto pelo risco em Portugal.”
Gostava de dizer duas coisas sobre esta matéria.
Em primeiro lugar, salientar que dos 12 magníficos, apenas Pinto Balsemão tem autoridade moral para responder à questão.
Os outros ( estamos a falar de Carrapatoso, Miguel Beleza, Augusto Mateus, Salgueiro, Mira Amaral, Medina Carreira, Henrique Neto, etc) não são Empresários.
São gestores, o que é completamente diferente.
Gerem, ou ajudam a gerir, o dinheiro dos outros.
Podem opinar sobre “o gosto pelo risco“, como eu “sobre a nobre ciência do cultivo da beterraba”.
Vale o que vale, é uma opinião.
Falta-lhes a autoridade moral que advém do facto de terem, ou não, dado o corpo ao manifesto.
Em segundo lugar, dizer que como não podia deixar de ser, tão proeminentes "empresários" desbobinaram, quase todos, um rol de disparates, ainda por cima com um denominador praticamente comum: todos reclamam subsídios para os jovens empresários, mesmo para os que tenham falhado em projectos anteriores.
Nenhuma destas alminhas falou em projectos credíveis e inovadores, em força de vendas ou em angels business.
Não!
Subsídios, e estatais é o que a malta acha que faz falta.
Atribuiram ainda, grosso modo, importância ao seguinte:
- flexibilização da legislação laboral;
- redução drástica da “papelada” e da intervenção administrativa discricionária que bloqueia a iniciativa empresarial;
- apoiar o investimento no estrangeiro, com dedução durante x anos, nos impostos da empresa-mãe, dos prejuízos da empresa-filha, ou seja, da empresa que arranca fora das fronteiras nacionais.

- Atribuir aos empreendedores que criassem empresas e postos de trabalho um crédito fiscal de valor igual ao capital social das novas empresas, válido por 7 anos.
E como não podia deixar de ser:
- o Estado deverá financiar adequadamente o risco.
Esqueceram-se de dizer que o gosto pelo risco é contrário ao ser português e que a cultura do risco não pode ser imposta por decreto ou medidas avulsas.
Mas sobre isso falarei a seguir.

Publicado por Patrick Blese às 01:20 AM

maio 10, 2005

Irracionalidade da bola chega à Bolsa

(0109)
Sporting apresenta passivo de 121 milhões de euros.
Investidores atraídos pelas vitórias diante de AZ Alkmar e Guimarães, fazem subir acções mais de 12% em apenas 2 dias.
Até na bolsa o Futebol é um mundo à parte.

Publicado por Patrick Blese às 11:43 AM

O herdeiro natural de Perestrelo

(0108)
cabeca_bomba.jpg
Octávio Ribeiro, Director-Adjunto do Correia da Manhã, escreve no editorial de ontem que o meu amigo José Carlos Soares é o sucessor natural do malogrado Perestrelo na narração desportiva.
Diz ainda que o continua, inexplicavelmente acrescento eu, amordaçado.
Confesso que sinto um enorme prazer quando vejo amigos meus serem elogiados, para mais publicamente e por feitos ou realizações profissionais.
Chego a ficar tão satisfeito como se de mim próprio se tratasse.
Neste caso concreto, o elogio não vem de um qualquer, vem de Octávio Ribeiro que muito prezo e a partir de hoje passo a prezar muito mais.
Porquê?
Porque é uma figura pública, ocupa um lugar de destaque e de grande responsabilidade num orgão de comunicação social de primeira linha e apesar disso não se coíbe de vir publicamente dizer algo, que apesar de ser da mais elementar justiça, é nos tempos que correm politicamente incorrecto.
Obrigado, Octávio!
E força, , com amigos destes nada tens a temer!

Publicado por Patrick Blese às 12:21 AM

maio 09, 2005

Convenção do Bloco: Os Orfãos do Bloco

(0107)
Com tachos para distribuir e aqui e ali com o cheiro a poder a entrar pelas janelas escancaradas da Almirante Reis, a Direcção do Bloco resolveu, durante este fim-de-semana, enterrar o velho Bloco.
A velha esquerda revolucionária, radical, ortodoxa, intolerante e apologista do totalitarismo dos tempos gloriosos, foi irremediavelmente deixada para trás.
Mas, atenção, não ficaram todos para trás.
Só os coerentes.
É que, meus caros, os Portas, os Louças, os Fazendas e seus rapazes, vinham todos equipados com um Código Genético, sem tirar nem pôr , igual ao dos Gil Garcias e Helenas Carmos que ora se bateram pelo regresso às origens.
Não foram estes que mudaram, foram antes aqueles.
E os que mudaram, fizeram-no porque têm um projecto de poder e em nome dele aceitam vender a alma ao criador que, é o mesmo que dizer, que mais dia, menos dia vão amancebar-se com o PS.
O caminho é perigoso, porque parece-me que se estão a esquecer da primeira consequência deste corte: muito do eleitorado tradicional do Bloco não se vai sentir representado.
Por outras palavras: vai sentir-se Órfão.
E este é, do meu ponto de vista, o facto mais relevante a ter em conta quando amanhã se fizer a análise política sobre o futuro deste Bloco.

Publicado por Patrick Blese às 01:58 AM

Convenção do Bloco: O Pluralismo e a Expulsão de Militantes

(0106)
O Barnabé Daniel Oliveira, em pleno Barnabé, num acto de enorme elevação cívica e demonstrando vasto respeito pela livre opinião assinada por um colega de profissão - já que ambos são cronistas, vendendo a sua prosa a órgãos de comunicação escrita de circulação nacional – dirige-se a Alberto Gonçalves como: "um senhor Alberto Gonçalves, que passa por intelectual e escreve no CM".
Bom, para início de conversa já não estava mal, mas o jovem Barnabé, a seguir, qual arauto da intelectualidade, resolve aplicar a Alberto Gonçalves uma verdadeira lição de democracia e pluralidade, expressões, como se sabe, tão caras aos revolucionários de esquerda nostálgicos dos tempos gloriosos do totalitarismo.
Pois bem:
Não venha, Daniel Oliveira, atirar areia para os olhos dos incautos cidadãos, todos sabemos que essas suas palavrinhas mansas não têm correspondência com a praxis interna do seu partido.
Todos sabemos que os dirigentes do seu partido andam escondidos na pele de cordeirinhos mas que na realidade são lobos da pior espécie.
A propósito:
Será que é para defender a pluralidade e as vozes dissonantes que aprovaram, nesta Convenção, a possibilidade de expulsão de militantes?
Foi mera coincidência?

Publicado por Patrick Blese às 01:51 AM

Convenção do Bloco: Tempo de antena público para Garcia, já!

(0105)
Gil Garcia acusou, pasme-se, a Direcção de "cedência à ala direita do Bloco", apontando Portas como pretenso pai dessa sensibilidade.
Não é piada, foi mesmo assim, vem no Expresso, e se vem no Expresso…
Gil Garcia merecia tempo de antena para discorrer sobre os partidos ideologicamente situados à direita do Bloco.
Podia passar no intervalo dos Malucos do Riso, ou em alternativa, dos Batanetes.

Publicado por Patrick Blese às 01:47 AM

maio 08, 2005

Quem com ferros mata...

(0104)
luiscastro02.jpg
Tal como aqui de alguma forma se vaticinou esta rapaziada da fotografia fez o que lhe competia.
Razões para ter acreditado:
a) António Oliveira jamais se venderia nestas circunstâncias.
b) ao Benfica faltavam unidades muito importantes: Nuno Gomes, Luisão e principalmente o puto gigante Manelélé.
c) Face à titularidade do trapalhão, tosco e azarado Azar Karadas, o Penafiel não só iniciaria o jogo em superioridade numérica, como ainda, o norueguês seria um óptimo complemento para a sua dupla de centrais Nuno Diogo e Odair, isto é, o Penafiel jogaria com 3 centrais.
d) O Penafiel tem, pelo menos, 5/6 jogadores que jogavam de caras no Benfica e um de qualidade absolutamente extra: Wesley.
e) O Major Valentim reassumiu funções, o que faz toda a diferença: há 15 dias meus caros, no lance da mão casual e à queima de Odair e no chega para lá, legal (carga de ombro) de N´Doye a Simão, marcavam-se 2 penálties e o Penafiel teria ficado a jogar com 9.
Era limpinho!
f) N´Doye foi até Dezembro jogador do Estoril. Foi embora porque a pandilha de Veiga não lhe pagava. Em Janeiro, apareceu em grande estilo no Penafiel. Porque é um grande jogador, pelos antecedentes e porque se motiva nestes ambientes, seria ele a espetar o ferro em Veiga.
Quem com ferros mata, com ferros morre.

Publicado por Patrick Blese às 01:38 AM

Acabou o futebol radiofónico colorido

(0103)
"Gente que se liga na gente."
"Mas quéqué issómeu?"
"Faz um trolóló,uma revienga."
"Daí nem que o jacaré tussa"
"Essa até eu com a minha barriguinha, minha nossa senhora."

Quem falava assim, no seu jeito inconfundível, era Jorge Perestrelo.
Deixou-nos ontem, apenas com 56 anos.
O Futebol português fica menos vivo e perde acutilância.
Paz à sua alma.

Publicado por Patrick Blese às 01:28 AM

maio 07, 2005

Algo me diz que ainda vamos a tempo de fazer a festa

(0102)
FinalUEFA_9Big.jpg
Este fim-de-semana somos todos do Penafiel.

Publicado por Patrick Blese às 11:20 AM

Querem lá ver que o gajo é o meu vizinho de cima

(0101)
Numa muito sofrida entrevista que ontem concedeu à Visão, Vasco Pulido Valente faz mais um retrato sombrio, castrofista e mortal do Estado,chegando mesmo a prever o seu colapso.
Já todos conhecemos o pensamento deste especialista sobre a pátria e o ser português e por isso não ficámos surpresos com este diagnóstico.
A surpresa chegou em forma de ameaça.
Fernando Dacosta, a dado passo, questiona-o: "Você vive aqui como um castelão... um oitavo andar envidraçado, um televisor gigantesco ao meio, um centro comercial horroroso à direita, um estádio de futebol abominável à esquerda..."
Assustei-me: Querem lá ver...

Publicado por Patrick Blese às 11:17 AM

maio 06, 2005

O meu umbigo afagado

(0100)
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E eis que em plena comemoração da entrada nº 100 aqui do estabelecimento chega o reconhecimento público, e logo, consagração suprema, nas páginas de um dos jornais onde em miúdo aprendi a ler.
Para o gigante O Comércio do Porto, esse farol da imprensa escrita portuense e nacional, o Anjos e Demónios é o Blogue da Semana.
Ele há jornais e jornalistas que são assim, que se distinguem pelas vistas largas e por uma enorme capacidade na detecção de talentos.
O Comércio do Porto e André Baptista estão inegavelmente nessa linha.
Agora mais a sério: quando me contactaram, primeiro por mail, depois telefonicamente, pensei sempre que era uma brincadeira de um dos meus primos da invicta, uma espécie de apanhados, só agora que saiu o jornal percebi que era verdade.
Quero pois agradecer a simpática selecção do André Baptista e dizer que fiquei muito satisfeito por esta singela e inesperada distinção, para mais, vinda da cidade do Porto.
Se puderem comprem a edição de papel que é, logicamente, mais completa que a edição on-line, e que pode ser encontrada com facilidade em qualquer esquina da Invicta e em Lisboa, no Rossio, ao lado do Nicola ou no Colombo.

Nota: Para aceder ao conteúdo, embora não completo da entrevista, terão que entrar no site do jornal e depois clicar, sucessivamente em Política e Política no Ciberespaço.
Et voilá!

Publicado por Patrick Blese às 12:33 PM

A Partilha

(0099)
a_partilha.jpg
Enquanto a lagartagem se salvava in extremis, com Garcia a levar a carta, ao invés de como é sabido a receber, estava eu no Tivoli a assistir à peça A Partilha.
Uma peça de Miguel, mas este, Falabella, drama e comédia em simultanêo, relata-nos a história de 4 irmãs que após o enterro da mãe se encontram para a partilha dos bens.
Quatro boas actrizes com especial destaque para Rita Salema que aparece muito bem no papel da irmã novaiorquina.
É irem até lá.
Está no Tivoli até dia 8.

Publicado por Patrick Blese às 12:22 AM

maio 05, 2005

Abrupto em festa

(0098)
sa.bmp
Dois anos e milhão e meio de visitantes depois o Abrupto está em festa e o Pacheco Pereira de parabéns.
Presto aqui um simples tributo a quem, independentemente de se apreciar ou não o estilo, a forma ou o contéudo, muito tem feito em prol da blogosfera, mormente da sua credibilização e visibilidade.

...M'ESPANTO AS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ...

Quando eu, senhora, em vós os olhos ponho,
e vejo o que não vi nunca, nem cri
que houvesse cá, recolhe-se a alma a si
e vou tresvaliando, como em sonho.

Isto passado, quando me desponho,
e me quero afirmar se foi assi,
pasmado e duvidoso do que vi,
m'espanto às vezes, outras m'avergonho.

Que, tornando ante vós, senhora, tal,
Quando m'era mister tant' outr' ajuda,
de que me valerei, se alma não val?

Esperando por ela que me acuda,
e não me acode, e está cuidando em al,
afronta o coração, a língua é muda

Francisco Sá de Miranda

Publicado por Patrick Blese às 03:08 PM

Tiago Venãncio, Mulher em Wadi Haifa, Fronteira Egipcío-Sudanesa, 2005

(0097)
Image hosted by TinyPic.com
Volto a repetir: aquilo que o Tiago anda a fazer é absolutamente fantástico.
Recomendo de novo que vão até aqui e que leiam e se deliciem com as fotografias.
Se não forem, não sabem o que perdem!
Ontem falei com ele estava em Buenos Aires.
Já passou pela Europa, Rússia Asiática, Mongólia, China, Vietname, Cambodja, Tailândia, Malásia, Singapura, Egipto, Sudão, Etiópia, Quénia, Tanzânia, Moçambique, Índia, Turquia, Síria, Jordânia e Israel.
As fotografias são absolutamente excepcionais e eu, conforme prometido, passarei a disponibilizar algumas aqui no estaminé.
E não se esqueçam que aos Domingos podem sempre seguir a saga através do Jornal 24 Horas.

Publicado por Patrick Blese às 02:05 AM

maio 04, 2005

Era? Não era, Zé?

(0096)
stock_mourinho4.jpg
Cuidavas tu, , que isto era sempre a aviar?
Cuidavas tu, , que eras capaz de fazer o mesmo sem as camisolas do FC Porto a servirem-te de escudo?
Cuidavas tu, , que eras maior fora do que dentro do FC Porto?
Cuidavas tu, , que isto de ir à final da Champions é para qualquer equipa?
Cuidavas, não era, ?

Publicado por Patrick Blese às 06:25 PM

Almeida Santos: o legislador

(0095)
Ontem, chorei de tanto rir enquanto almoçava com um antigo colega de curso e relembravamos os nossos tempos de estudante e em especial algumas das orais que fizemos.
Como ando sem tempo para grandes escritas recupero, aqui, um post que me lembrei ter escrito no Senhora do Monte.
Aos leitores mais atentos peço desculpa pela repetição, mas "a vidinha não está fácil".
O post rezava assim:
Durante o meu curso de Direito, quando se falava no “espírito da lei”, ou no “legislador”, pensava sempre em Almeida Santos.
Muitas vezes, nas orais – nas aulas era difícil apanharem-me – referia-me ao legislador dizendo que “ o que o Dr. Almeida Santos queria dizer, era que…”.
Normalmente, os Professores achavam graça.
O ambiente desanuviava e era mais fácil a partir desse momento, debitar a minha pouca ou muita sapiência.
Pois é, sempre que estava em dificuldades, usava o truque do “ Legislador Almeida Santos”, ganhando, com isso, tempo para reflectir e em simultâneo conseguindo eliminar os sempre incómodos silêncios castigadores e reveladores de imperdoável ignorância.
Quer dizer, uma coisa é o aluno evidenciar a sua falta de conhecimentos sobre o questionado em silêncio absoluto, outra coisa, é ir pensando em respostas alternativas, enquanto entretém o Professor com larachas.
Por outro lado, a turba, sedenta de sangue, que normalmente assiste às orais sempre goza o pagode e ajuda a suavizar a ignorância.
Quando necessitava mesmo de muito tempo para reflectir, voltava a valer-me do velho e companheiro Dr. Almeida Santos e contava uma piada que ouvi da boca do próprio: “ Um dia apanhou um táxi à porta da Assembleia e o “fogareiro” retorquiu-lhe: "Boa tarde, somos colegas!" Almeida Santos respondeu que devia haver engano uma vez que ele não era taxista. O esforçado motorista disparou de pronto: Não! Não! Eu é que sou advogado.”
A coisa resultava sempre, cada Professor, normalmente após ouvir estas milagrosas palavras ficava a debitar palavreado em média durante 5 minutos. Falavam sobre o desemprego que assolava os licenciados em Direito, sobre as diferentes saídas profissionais e sobre o excesso de cursos jurídicos.
Ora, isso, permitia-me reflectir e rebobinar mentalmente o que tinha estudado na véspera e normalmente encontrava a argumentação correcta para desmontar as questões tão argutamente colocadas pelos docentes.
Quando voltavam à carga, já eu estava armado até aos dentes para responder a tudo e acertar invariavelmente no 12 da ordem!
Como esta bom de ver Almeida Santos, sem o saber, foi de uma importância transcendental para que eu pudesse concluir o cursito.
Almeida Santos merecia até que eu fosse militante do PS.
Mas as coisas são como são e nesse particular nada há a fazer!
Hoje, (dia 20/1/2005)Almeida Santos concedeu esta entrevista ao DN.
Se não quiserem ler tudo, fiquem pelo título e por esta passagem:
“ Quando era ministro fazia os diplomas do meu ministério e os diplomas dos outros. Fazia muitos e fazia-os depressa. E, aparentemente, não fazia mal porque a maioria ainda está em vigor.”
Com a leitura da entrevista fiquei a saber que Mouzinho da Silveira também fez muitos diplomas, mas copiou grande parte, das leis francesas.
Portanto não conta!
Esperei até hoje, mas a razão veio ao de cima!
O Homem é mesmo o Legislador!

Publicado por Patrick Blese às 01:44 AM

maio 03, 2005

Steve McCurry, Afeghan Girl, Peshawar, Pakistan, 1984

(0094)
afghangirl.jpg
Mais uma de McCurry, agora, olhos ainda mais bonitos.

Publicado por Patrick Blese às 12:55 AM

Steve McCurry, Bombay, India, 1996

(0093)
olhos bonitos 2.jpg
Gosto muito de rostos e de olhos bonitos.
Inicio aqui uma nova rúbrica no estabelecimento, mostrar-vos-ei: Rostos e Olhos Bonitos.
Para começar uma foto do meu fotógrafo preferido.

Publicado por Patrick Blese às 12:48 AM

maio 02, 2005

Onde se fala das ideias do GNR Jorge Sampaio

(0092)
É incrível como Sampaio defendendo "os paisanos" nas brigadas do controlo de tráfego caiu numa armadilha onde jamais um Presidente de um regime democrático se pode deixar apanhar.
Isto é, não pode promover a defesa de valores sacrificando, para isso, valores de maior grandeza.
Perceba aqui o essencial do paradoxo de Sampaio e de seguida leia o comentário do leitor JCM ao mesmo post.

Publicado por Patrick Blese às 07:39 PM

Que B. Leza!

(0091)
Discoteca B. Leza, 3 da manhã:
O branco atrevido:
- A menina dança?
A mulatinha levanta-se:
- Não, vô mijá.
- Vai mijá, mas volta?
- Não, vou mijá embora!

Publicado por Patrick Blese às 01:20 AM

maio 01, 2005

Mary Cassatt, Mother,1891

(0090)
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Porque hoje é Dia da Mãe, deixo este belíssimo pastel de uma das melhores representantes femininas, Cassatt ( 1844-1926), ligadas ao movimento impressionista.
Apreciem a ternura e o amor em todo o seu esplendor e a excepcional precisão do traço.
A todas as mães,
incluindo as minhas: Madalena, Corina, Mininha, Fernanda e Isa.

Publicado por Patrick Blese às 11:46 AM

O bom Nacionalismo

(0089)
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Quem não rejubilou com a vitória de Mourinho, Rui Faria, Sivino, André Villas-Boas, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Tiago, Nuno Morais, Pedro Oliveira, Baltemar Brito e companhia?
Quem não ficou com os olhos embaciados quando Tiago foi buscar uma bandeira portuguesa e, juntando-se a Ricardo Carvalho , se enrolou nela para as comemorações?
O novo Campeão de Inglaterra tem o selo de qualidade do que é nacional.

Publicado por Patrick Blese às 11:31 AM

Falta de classe, imcompetência, cegueira ou acto criminoso?

(0088)
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Enquanto União de Leiria, Estoril e Belenenses ainda estão a tentar perceber o que lhes aconteceu, é caso para deixar aqui a questão que serve de título a este post e que deverá ser dirigida aos árbitros portugueses e respectiva classe dirigente.
E já agora, que estou com a mão na massa, gostava também de saber para quando, nesta recta final do campeonato, uma vitória limpinha do Benfica?
Se é que vai haver alguma...
Era só para saber!

Publicado por Patrick Blese às 11:18 AM