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maio 29, 2005
Afinal estamos de fio dental
(0151)

Sócrates (também os gregos parece que lá tiveram um, mas avisados, enterraram-no e vendem agora bustos do defunto em todas as esquinas por quaisquer 50 cêntimos) criticava Durão Barroso pelo facto deste ter alvitrado de que o país ia de tanga.
Confirma agora o nosso Engenheiro a sapiência das suas palavras e ao que julgo saber terá dito qualquer coisa como: "não estamos nada de tanga, estamos é de fio dental".
Apesar disso não deixa de ser um exercício curioso fazer um paralelismo entre o que dizia Sócrates em campanha e as medidas que ora preconizou.
Em campanha: " Vamos apostar no investimento e no crescimento, criar 150.000 postos de trabalho, aumentar a protecção social e alargar os benefícios na educação, não vamos aumentar a carga fiscal".
No poleiro, 2 meses depois: Aumenta o IVA e o IRS, o tabaco e os combustíveis, congela os empregos e as promoções na função pública, aumenta a idade das reformas e reduz as indemnizações pagas pelas baixas de saúde.
Quero dizer que no essencial concordo com estas inevitáveis medidas governativas, com excepção para a estúpida e inqualificável alteração na taxa do IVA que, a ser feita, deveria ser em sentido contrário, mas, que dizer da continuada falta de ética, para não lhe chamar outra coisa, da nossa classe política e dos seus principais dirigentes?
Publicado por Patrick Blese às maio 29, 2005 11:51 PM
