(0086)

Acabei agora de ouvir uma entrevista de Isaltino Morais, concedida ao impagável Mário Crespo, na SIC Notícias.
Fico com a ideia de que Marques Mendes joga muito do seu futuro dentro do Partido neste autêntico braço de ferro e que por isso não pode recuar.
O que acho que vai acontecer?
Marques Mendes veta a candidatura de Isaltino escoltado na regra, qualquer uma servia, da recandidatura dos Presidentes cessantes.
Isaltino avança como Independente.
Acaba expulso do Partido e Presidente da C.M. de Oeiras.
(0085)
O meu amigo Tiago Venâncio é fotojornalista e distribui regularmente o seu talento por várias publicações nacionais.
Faz agora 1 ano que entrou no meu gabinete e indo directamente ao que interessa, como é seu apanágio, disparou: “Vou arrendar a minha casa, arrumar as minhas tralhas algures e vou partir para uma volta ao mundo”.
Assim, de repente, sem mais.
A seguir disse-me: “ Caro Patrick, vou vender a ideia a um jornal e com o teu apoio, partirei em breve”.
De repente, tinha ali à minha frente um rapaz, da minha idade, que ia dar a volta ao mundo, numa versão duplicada do Júlio Verne, já que o propunha fazer em 360 dias deixando, para tal, tudo para trás.
Partiria com uma máquina fotográfica como companheira de jornada e propunha-se fazer o relato dessa aventura nas páginas de um jornal.
Confesso que fiquei, desde logo, entusiasmado embora com uma ressalva: “ oh, pá, mas tu sabes escrever?!?!?”
A pergunta tinha toda a pertinência pois se era verdade que já me tinham passado pelas mãos centenas de fotos tiradas pela objectiva do Tiago e sabia que estava perante um fotógrafo de excepção, também não era menos verdade que escritos não lhe conhecia.
Nem bons, nem maus.
Nem um para amostra se descontasse alguns mails mal amanhados.
A resposta dele foi tranquilizadora: "Está descansado, eu sei escrever.”.
Disse-lhe obviamente que sim, teria o meu total apoio.
Combinou-se o envio das peças para o jornal, a entrega do arquivo fotográfico no regresso da odisseia e a forma de estarmos em contacto sempre que fosse necessário.
Passados dois dias, ligou-me.
“Já está, pá. As crónicas sairão todos os domingos no 24 Horas em página dupla. Já arrendei a casa, agora já não há volta atrás, tenho mesmo que ir.”, disse.
Quem era eu para contraria tanto entusiasmo?
Para quê alertá-lo para situações de risco?
Raptos, doenças, roubos, nada interessava, ia, ia mesmo, estava decidido.
A sua força interior e o seu entusiasmo desarmavam qualquer um.
Passado algum tempo apresentou-me o itinerário e pôs-se a caminho.
O que o Tiago anda nesta altura a fazer é verdadeiramente singular e extraordinário.
Desde início percebi que ele iria ajudar muita gente a viajar através dos seus relatos, nomeadamente todos aqueles que não têm coragem, meios económicos, disponibilidade ou vontade de o fazer.
Percebi também que com a sua enorme vontade de descobrir mundo, avançaria na busca de sítios e lugares onde poucos ousariam ir e consequentemente ao alcance de poucas objectivas.
Agora que já vai na 30 ª semana de viagem passarei a disponibilizar, aqui no estabelecimento, algumas das mais belas fotos que o Tiago tem feito por esse mundo fora.
E entretanto não esqueçam: o resultado extraordinário desta aventura pode ser acompanhado todos os domingos no 24 Horas e também no blogue criado para o efeito pelo Tiago, é aqui.
(0084)

O Baixinho voltou a despedir-se.
Merecedor de dupla despedida, já havia tido a sua festa de despedida em 11 de Novembro de 2004, até na hora do Adeus, Romário é diferente.
Agora, 18 anos, 86 jogos e 70 golos depois, disse Adeus - definitivamente? - ao escrete.
E fê-lo, como só ele sabe: 38 minutos em campo, 1 golo, choradeira e comoção quanto baste e uma volta olímpica ao estádio ao colo dos companheiros.
Até sempre, Romário.
Para mim, o melhor jogador de todos os tempos a executar dentro da área de rigor, e aquele que, pelas características físicas e comportamentais mais se aproxima do brasileiro comum.
Afinal ele é Romário ou a Cara do Brasil?
(0083)
Decorrerá na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, nos próximos dias 14,15 e 16 de Outubro.
Leia aqui e divulgue.
(0082)

Acabando de assistir a uma fantástica e sentida entrevista do Senhor Embaixador da Colômbia no nosso país, amigo pessoal de Gabo, lembrei-me desta passagem, sempre actual, da obra prima do Mestre, quando a páginas tantas, o coronel Aureliano Buendía, enquanto aguarda a hora de se colocar diante do pelotão de fuzilamento, inicia este diálogo:
" - Diz-me uma coisa, compadre: porque lutas?
- Porque tem de ser, compadre - respondeu o coronel Gerineldo Márquez. - Pelo grande Partido Liberal.
- Que sorte tens em sabê-lo - respondeu ele. - Eu, pela parte que me toca, só agora me apercebo que luto por orgulho.
- Isso é mau - disse o coronel Gerineldo Márquez.
O coronel Aureliano Buendía ficou divertido com o seu sobressalto. "Naturalmente", disse. "Mas em todo o caso é melhor isso do que não saber por que se luta." Olhou-o nos olhos e acrescentou a sorrir:
- Ou lutar como tu, por uma coisa que não significa nada para ninguém.
(0081)

Os romancistas sabem que o tempo joga a seu favor.
Ainda que se tenham 70, 80 ou 90 anos, é sempre possível começar e surpreender os leitores.
Quando começam tarde, o que lhes falta em experiência literária, em ritmo e em cadência, sobra-lhes em memórias e experiências de vida, condições resultantes da vivência e da observação da História.
Não é o que se passa, no entanto, com José Ferreira Marques que tendo começado tarde, mas ainda assim antes dos 60, apresenta uma escrita fluente, com forte ritmo narrativo e de uma qualidade estética indiscutível.
Muito provavelmente escreverá desde sempre mas só agora deu a conhecer ao público a sua veia literária.
Este é o primeiro romance publicado pelo autor e editado pela pouco notória Palimage.
Em Os Bichos do Mato, o autor assume um olhar atento, mas despolitizado sobre a Guerra do Ultramar.
Diria que se trata de uma crónica de guerra, ficcionada, mas amplamente autobiográfica – o que é absolutamente corrente e vulgar nas primeiras obras da maioria dos autores consagrados – já que se baseia em larga medida na experiência de guerra do autor, que fez a guerra na linha da frente, muitas vezes debaixo de fogo.
Trata-se de uma bela história, fluida, excepcionalmente bem escrita, com ritmo narrativo elevado, que capta do princípio ao fim a atenção do leitor.
Com grande acutilância vamos seguindo o percurso do Hilário, do Aníbal, do Romeu e do Martins– o autor - e do Capitão Silva.
Apreciei, particularmente, dois capítulos, intitulados: "Duques…"; e "Aguarelas"; onde se fala de Henrique do Vale e da sua família.
É curioso fazer o paralelismo entre esta obra e a primeira de Lobo Antunes, Os Cús de Judas, igualmente baseada numa experiência de guerra do autor e, se o leitor se der ao trabalho de fazer essa comparação, não se surpreenda se no final tiver preferido este Ferreira Marques, àquele Lobo Antunes.
Foi o meu caso!
Este Os Bichos do Mato, merecia figurar no espectro literário português de 2003, no Morro da Sentinela, que como o autor explica numa passagem do livro, era uma posição elevada com um amplo campo de visão.
Mas como também explica mais à frente “ o ângulo de tiro não era o mais favorável”.
O que tenho a certeza, é que este livro, com o Marketing certo e a distribuição apropriada, teria vendido como tremoços!
Vamos lá esperar pelo segundo que, ao que sei, está a chegar.
Entretanto, e atendendo à data, numa atitude verdadeiramente revolucionária, tomo de assalto o A Forma e o Conteúdo, blogue do autor do livro e faço minhas duas fotos que por lá foram editadas e que ajudarão a abrilhantar este post,com duas passagens do livro:
Quedas do Rio Lucala, Angola

"O rio multiplicava-se em centenas de cascatas, escorrendo em tons vários de azul e verde. A água parecia nascer das raízes das árvores que se equilibravam entre as fragas. Uma pequena nuvem de vapor pairava sobre a caldeira, humedecendo o ar. O ruído ensurdecia."
Mariponte,Angola

"Picada fora, subindo e descendo, só se ouvia o martelar do motor do unimogue."
(0080)
Porto.
Rua Alexandre Braga.
Mercado do Bolhão.
3º andar.
Casa da minha avó Madalena.
Colo da minha tia Mininha, espreitando pela janela por trás das cortinas.
Correria louca na rua.
Barulho de tiros.
Medo.
Ansiedade.
Curiosidade.
Sem idade sequer para andar na Escola Primária.
Reza a história familiar que terei perguntado: foi golo do Porto?
Leia aqui de como "A multidão vitoriou militares na Baixa do Porto".
(0079)

Há 31 anos caiu a ditadura fascista.
Os comunistas queriam substitui-la por outra, ainda mais severa, mais castradora e mais intolerante.
De seguida, colocar-nos-iam debaixo da alçada soviética.
Não conseguiram.
As primeiras eleições para a Assembleia Constituinte, de há 30 anos, acabaram de uma assentada com os dislates das forças anti-democráticas e revolucionárias do MFA e com as nefastas intenções de uma panóplia de partidos de esquerda e extrema-esquerda que, à data floresciam como cogumelos, e impunham o que oficialmente se designava como PREC.
O Povo que estava a ser tomado por parvo, esmagou-os nas urnas, massacrando as forças de extrema-esquerda revolucionária e o idiota apelo do MFA no sentido do voto em branco.
31 anos depois há que dizer, sem margem para dúvidas, que o 25 de Abril, apesar da descolonização, valeu a pena.
O que já não vale a pena é em 2005, como já não valia em 2004 e 2003, continuar a festejar a data.
O regime democrático está totalmente consolidado e enraizado.
Aproveita a quem este feriado, para mais numa 2ª feira?
E a tão falada produtividade?
(0078)
Não sendo eu militante, sequer simpatizante, do CDS e, muito menos deste PP, sempre serei obrigado a dizer que os militantes, os congressistas e as bases do Partido deram, ao vivo, em directo e a cores, uma grande lição de pluralismo e democracia a todo o País.
O CDS está de parabéns e o partido,que faz falta à nossa democracia, saiu, do meu ponto de vista, reforçado deste Congresso.
(0077)

Depois de esmagados nas urnas das legislativas, a dupla representada na foto continua imparável, de derrota em derrota, até à derrota final.
No PSD, Santana apoiava Meneses.
Ganhou Mendes.
No CDS, Portas apoiava Telmo.
Ganhou Ribeiro.
Apesar de tudo é possível quantificar as derrotas e, há que reconhecer, a de Portas é muito mais díficil de digerir.
O Congresso, supostamente, seria um passeio para o seu candidato, que para além de ter o seu apoio ainda reunia o apoio das duas moções subscritas pelas 18 maiores distritais do Partido.
A derrota do homem de Portas era impossível.
Mas o impossível aconteceu e é caso para perguntar:
Afinal que crédito tinham e quem representavam Portas e Santana?
(0076)
Acaba de informa a SIC Notícias de que Ribeiro e Castro continuará em Bruxelas e que o novo Secretário Geral será Martim Borges de Freitas que, ao que sei, também é assessor em Bruxelas há vários anos.
Sabendo-se que a bancada parlamentar, a começar no candidato derrotado e acabando no actual líder não apoiam Ribeiro, pode-se desde já antever o cenário diluviano em que se transformará a corporação do Largo do Caldas.
(0075)

Gosto de acompanhar Congressos partidários, sejam de direita, de centro ou de esquerda, apreciando particularmente aqueles onde está em causa a corrida pela liderança das respectivas organizações.
Não tendo podido acompanhar, noite dentro, os trabalhos do Congresso do CDS, fui agora surpreendido com os resultados que ditaram a vitória da moção subscrita por Ribeiro e Castro.
Telmo perdeu. Ribeiro ganhou.
Ribeiro chegou sem tropas, sem listas, sem nada.
Tinha as suas ideias expressas numa moção que estaria à partida condenada a ser submergida pelas duas moções das Distritais.
O que fez Ribeiro e Castro?
Apenas isto: usando apenas de fina retórica e do seu estilo " tête à tête" , a atirar para o negligenciado, virou, em dois discursos emocionados, o Congresso a seu favor.
É obra!
Quem conhece o funcionamento dos Partidos e sabe como os congressistas, ou as bases, se quiserem, chegam condicionados e ensaboados aos conclaves, sabe que o que aconteceu é altamente invulgar.
Sabe que é obra!
Quem, de entre todos os que gostam de política, ou andam na política, nunca sonhou estar a representar com sucesso o papel que Ribeiro e Castro protoganizou neste Congresso?
(0074)
Na altura, o então meu companheiro de blogue e bom amigo Pedro Guedes, (o bom amigo mantém-se, o companheiro de blogue é que não), deu conta do seu desespero postando, sob o molhado título "No llores por mi, Argentina...", o seguinte:
Aqui o Patrick, nosso estimado camarada de blogue, posto que me queria fazer inveja, acabou de chegar de Buenos Aires. Como se não bastasse, resolveu armar-se aos cucos para nos deixar com água na boca, depositando imagens da cidade que mais imagino perto do paraíso. Na verdade - e para quantos não o saibam - a Argentina é de todos os países que não conheço, aquele que mais sinto chamar por mim. Vai para seis anos, quando me casei, estive de viagem de núpcias marcada - a meias - entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires. Entendeu o destino acabar por mandar-me para outras paragens...
Certo é que o bichinho foi ficando. E se a ida do Patrick a Buenos Aires já me cobria com o pecado da inveja, mais grave ainda é saber que o nosso amigo estacionou uns dias em Punta del Este - ali na Nação da frente - localidade tida como a Ibiza da América do Sul e que à semelhança da capital argentina já estive para visitar umas duas ou três vezes. Nunca calhou - que eu sou pouco mais que remediado. E agora vem o gajo meter aqui as fotografias do meu desejo... e de caminho ainda fala na Santa Evita e nos descamisados... Este capitalista anda a gozar com quem trabalha...!
(0073)

Saindo do Aeroporto de Ezeza e tomando a direcção do centro da capital argentina, ou saindo do Buquebus avançando rumo ao coração de Montevideo, vão ficando para trás, na linha do horizonte, dezenas e dezenas de campos de futebol em ambas as margens das estradas e avenidas.
Nos relvados e sintéticos, alegremente, crianças, adolescentes, novos e velhos, correm atrás da pelota.
Dei comigo a pensar que se fosse criança era lá que queria crescer e viver.
Dir-me-ão os menos atentos: "isso é a América do Sul!".
Mas eu riposto que se fizerem a mesma experiência, saindo de Schippol, apanhando o comboio e percorrendo a distância até à Central Station, no pulmão da colorida Amsterdam, ou, se rumarem ao centro de Londres, a partir de Heathrow, passarão também por dezenas e dezenas de campos de futebol, exactamente iguais aos sul americanos.
Praticamente um por rua!
Que diferença para o nosso quintal, onde só as escolas e os clubes de futebol amador praticam esse serviço público.
E sempre com o fisco à perna!
(0072)
O grande problema argentino é a corrupção.
Fontes fidedignas e informadas garantiram-me que é absolutamente vulgar um funcionário público cobrar 100% de comissão para autorizar alguma compra, emitir simples documentos ou despachar um qualquer processo burocrático.
Lá como cá.
(0071)
Há 3 anos a crise estava no auge, os Bancos fecharam e foram poucos os felizardos que conseguiram salvar as poupanças e colocá-las "ao fresco", leia-se, na Suiça da América do Sul, o Uruguai.
Só agora, 3 anos volvidos, as exportações voltam a animar.
Hoje, um Bancário aufere 1000 Pesos, os mesmos que auferia em 2001.
Em 2001, valiam 1000 USA, ao câmbio de hoje, não ultrapassam os 300 USA!
(0070)

Os argentinos comem carne ao pequeno almoço, ao almoço, ao lanche, ao jantar e à ceia.
Segue o preçario:
1 kg de Filet Mignon - 3 euros
1 Kg de Costeleta - 2 euros
Existem pelo menos 34 variedades de carne!
Durante uma tarde inesquecível estive numa Herdade em plena Pampa, onde me bati durante horas com as típicas "empanadas" e com um "asado" gaúcho memorável.
Não há como escapar!
(0069)

A Esquina de Carlos Gardel.
Incontornável na noite da capital argentina.
Boa mesa, acústica inacreditável e um espectáculo digno da Broadway.
E depois, aquela dança, é de cortar a respiração.
Sedução, sedução e mais sedução.
(0068)

O único bairro do mundo onde é possível nascer, viver e morrer divinamente.
Trata-se do bairro mais aristocrático de Buenos Aires, onde fica o Cemitério da Recoleta, situando-se literalmente no meio do bairro, como se fosse um jardim público.
Parece excessivamente mórbido, mas é a pura verdade.
Mortos e vivos convivem sem sobressalto como não é possível imaginar, num local onde existem cerca de 70 obras que foram declaradas Monumentos Nacionais.
É lá que estão os restos mortais de Évita.
Imaginem que a Praça do Campo Pequeno era um cemitério e as famílias atravessavam alegremente a Praça, nos passeios domingueiros.
É assim o Recoleta.
(0067)

Estive no La Bombonera e visitei calmamente o Bairro de La Boca, tendo calcorreado todo o Caminito, habitat natural de Dieguito.
Percebi porque se apaixonou por Cuba.
La Boca podia ser perfeitamente um qualquer bairro de La Habana.
A mesma cor, o mesmo cheiro, o mesmo brilho, a mesma humidade, o mesmo sotaque, a mesma pobreza, a mesma dignidade, a mesma curiosidade, a mesma gente...
(0066)

São 15 mil quilómetros e 18 horas de viagem, contando com as escalas, o que separa Lisboa de Buenos Aires.
É lá que fica a celebérrima Casa Rosada, de cuja varanda, Eva Duarte Perón, a Évita, discursava aos Descamisados.
Eu, olhava, e só via a Madonna.
De seguida deixarei alguns pequenos postais sobre a Argentina e o Uruguai, de onde são precisas 26 horas, escalas incluídas, para chegar à Pátria. Ufa!!
(0065)
Nos finais do último mês de Fevereiro visitei durante 10 dias a Argentina e o Uruguai.
Das minhas impressões, do país do Tango e da Suiça da América do Sul, dei conta em meia dúzia de posts no Senhora do Monte.
Hoje, numa tertúlia de amigos que me acompanharam nessa digressão estivemos a recordar esses momentos.
Por isso, e porque recordar é viver, decidi recuperar os posts aqui para o estabelecimento.
Não tem nada que saber é, em havendo paciência, ler tudo de enfiada.
(0064)

Manuel Maria Carrilho foi hoje indigitado, pelo Presidente do PSD, Marques Mendes, como futuro Presidente do Munícipio alfacinha.
Enquanto os analistas aplaudem Mendes por este ter tido a coragem de remeter, justa e acertadamente, Santana Lopes ao desemprego, Carrilho pode esfregar as mãos de contentamento, ao estilo do "esta já está no papo!".
É que afastar Santana não é coragem.
É bom senso!
É o mínimo que se podia pedir a Mendes.
Coragem, era dar uma vassourada a toda esta gente que acompanhou o desmiolado Santana e optar por uma terceira via.
Com a escolha do tecnocrata Carmona Rodrigues , o líder laranja está a entregar, de mão beijada, os destinos da edilidade aos socialistas e comunistas.

Para mais, quantos serão os lisboetas que, convictamente, rejeitarão entregar o seu voto a esta Primeira Dama?
(0063)
E agora que ando a ler Céline, nada melhor do que aconselhar-vos a leitura deste post, intitulado " Vão chamar Papa a outro!..."
É ler, e chorar por mais.
(0062)
A cultura perfumada da Miss Pearls tem como fonte as prateleiras das bombas da BP; o Dragão recebe instruções rigorosas da Senhora Dragão mas cospe labaredas de insurreição; e, o JCS alterna calhamaços de Direito com Zakaria e, pasme-se, a sua teia de contactos estende-se até ao ínsigne Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
E para completar o ramalhete vão agora azucrinar o juízo a gente tão distinta quanto o BOS, o AMN, o R e a Charlotte.
A coisa promete!
Muito obrigado por terem acedido ao meu convite.
(0061)
Sinceramente não esperava que a escolha do Conclave recaísse no Cardeal Ratzinger.
Na minha opinião de leigo, preferia outra solução, isto é, penso que esta foi a escolha do rigor dogmático e da ortodoxia da doutrina social da Igreja, que vai acentuar ainda mais o que de negativo nos trouxe, o globalmente extraordinário, pontificado de Sua Santidade João PauloII.
Escrevi aqui sobre João Paulo II que confessava " não ter apreciado o seu exagerado conservadorismo quanto a alguns comportamentos sociais, mas que a sua acção deveria ser analisada na sua integralidade" e é justamente neste aspecto, menos positivo, que receio que a ortodoxia do novo Papa não permita à Igreja abraçar novos Mundos.
Por outro lado, Ratzinger é um intelectual da Igreja, alguém do centro nevrálgico da Curia Romana que, por aquilo que vou acompanhando, me habituei a ver como um político puro e duro, o que o afasta da minha figura ideal de Papa.
É o homem do Não.
Não à ordenação das mulheres;
Não à homossexualidade;
Não ao aborto, que vê como um atentado contra a vida e uma verdadeira cultura da morte;
Não ao casamento dos padres;
Não ao preservativo;
Não aos novos ares da sexualidade;
Não ao Comunismo;
Não ao Individualismo e ao Capitalismo;
Não à Turquia;
Não, Não e Não.
Não é que eu esteja em desacordo com a maioria destas negações, mas penso que a Igreja tem que fazer um esforço grande no sentido de acompanhar as mudanças dos novos tempos, sob pena, de perder fiéis e não arregimentar novos crentes e, com toda a franqueza, não me parece que esta escolha seja uma boa resposta para este problema.
Sei no entanto, que Ratzinger é um homem extremamente culto e inteligente, de opiniões muito firmes, fidelíssimo à Igreja e a Sua Santidade João Paulo II, grande teólogo e grande doutrinador que esteve por trás do Concílio Vaticano II que, como se sabe, na prática significou a abertura da Igreja Católica ao Mundo, o que o torna, por este lado, altamente recomendável para a função.
É também um homem de Paz, que recrimina todo o tipo de Guerra, incluindo a preventiva e, estou seguro, continuará a colocar a Igreja ao lado dos fracos, dos oprimidos e de todos os desfavorecidos.
Na minha opinião,o seu sucesso ou insucesso deverá passar, por um lado, pelas respostas que encontrar para questões para as quais, a Igreja deverá olhar com alguma abertura e ares de modernidade e que se prendem com as matérias da sexualidade nos tempos de hoje e, por outro lado, para aquela que é, do meu ponto de vista, a prioridade máxima da Igreja católica: aprofundar o diálogo inter-religioso que acredito ajudará ao fortalecimento de fortes compromissos de Paz, conduzirá à liberdade religiosa e afastará crenças assustadoramente dogmáticas que têm conduzido àquilo que todos sabemos.
Também por ser grande apologista do ecumenismo, entendido no sentido de desejo de estabelecimento de laços entre todos os povos de modo a ser formada uma única família em todo o mundo, também por isso, repito, esperava que o novo Papa fosse de fora da Europa, logo, que não fosse Ratzinger.
(0060)

Cardeal Joseph Ratzinger
É este homem que tem, a partir de hoje, a enorme responsabilidade de governar, espiritualmente, milhões e milhões de pessoas em todo o mundo na sua qualidade de Chefe da Santa Sé.
(0059)

Desta vez o velho adágio não se concretizou.
Joseph Ratzinger entrou Papa e em menos de 24 horas saiu Papa.
(0058)
O blogue Abstracto Concreto lançou esta "cadeia literária", parece que a coisa é para responder seriamente, e eu fui apanhado por este muito simpático, logo irrecusável, pedido do amigo Rúben.
Como ficaria mal quebrar a cadeia aqui deixo as respostas possíveis às questões que recebi:
1 - Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
R: Importa-se de repetir?
2 - Já alguma vez ficaste apanhado por um personagem de ficção?
R: Na transição da escola primária para o ciclo preparatório sonhava com a Madame Min todas as noites.
3 - Qual foi o último livro que compraste?
R: " O Medo de Existir", de José Gil.
4 - Qual o último que leste?
R: " A Anarquia perante os Tribunais", de Pietro Gori.
5 - Que livros estás a ler?
R: " Morte a crédito" e " De três em pipa", ambos de Louis- Ferdinand Céline.
6 - Que 5 livros levarias para uma ilha deserta?
R: Manual de Sobrevivência numa Ilha Deserta e 4 volumes das Páginas Amarelas, por razões óbvias.
7 - A que 3 pessoas vais passar este testemunho?
R: Não escondendo uma tripla curiosidade( se vão ao technorati, se se dão à maçada de responder e em caso afirmativo conhecer as respostas), chuto para a Miss Pearls, o Dragão e o JCS.
(0057)
Opinião
« O "Zombie", José António Lima, Expresso
« Uma excelente lei, Nicolau Santos, Expresso
« Porquoi le oui ne passe pas, Guillaume Sarkózy, Le Monde
Notícias
« Conclave para eleição do novo Papa já começou, Público
« Fumata negra en el Vaticano, ABC
« Guterres examinado, JN
(0056)

Isto, é hoje, notícia no Record (sem link disponível) e no Jogo on line:
O Presidente da Casa do Benfica de Gross Umstadt, na Alemanha, Joaquim Castro, teceu duras críticas a Eusébio, dizendo que, “ele foi de uma arrogância extrema” e exemplificou, “ um jovem deficiente fez 15 quilómetros de propósito e ele só lhe deu um autografo porque o José Augusto insistiu bastante”, acrescentou ainda, que “ só veio para aqui para comer pastilhas e beber whisky”.
Esta notícia chamou-me à atenção.
Por razões que agora não interessam para o caso, há 3 anos, encontrei-me com Eusébio e eu próprio tive de fazer de José Augusto, num episódio que me indignou e que na altura, em não havendo esta tribuna, comentei com as pessoas que me são mais chegadas.
A história conta-se em poucas palavras:
Eu precisava de falar com o Eusébio.
Um amigo comum marcou o encontro.
Encontramo-nos uma primeira vez apenas os dois.
O segundo encontro ficou aprazado para o antigo Restaurante Silva.
Eram 5 da tarde o estabelecimento estava encerrado.
Lá dentro, a única mesa ocupada era a nossa: eu, o Eusébio, o seu compadre e o meu amigo.
Uma criança de 5/6 anos, não mais, passando com o pai no exterior do restaurante, apercebendo-se da presença do Pantera Negra e do facto da porta se encontrar entreaberta, entra cautelosamente e aproxima-se da nossa mesa com um papelito e uma caneta enquanto, cá fora, o pai olhava embevecido pela montra.
A criança estava sem palavras.
Parou entre mim e o Eusébio e levantou, com o braço magro, um papel e uma caneta, não conseguindo, entre a emoção e a timidez, articular uma só palavra.
O King fitou-a em silêncio.
Vários segundos.
O silêncio era ensurdecedor.
Senti-me compelido a agir em defesa do petiz: “ queres um autógrafo, não é?”, que sim, acenou com a cabeça.
“Como te chamas?”, questionei, metendo gelo na conversa, enquanto Eusébio metia gelo no copo de whisky.
“Tiago”, balbuciou a criança.
E o King? Nada!
Percebi que queria que a criança pedisse.
“ Pede o autógrafo, que o Eusébio dá”, sugeri.
“ Um autógrafo”, disse a criança numa voz sumida e envergonhada.
E o King? Nada!
Entrou-se num terrível impasse.
A muito custo e após muita insistência da minha parte, Eusébio desceu à terra e rabiscou o nome no papel.
A criança foi embora dirigindo-se, com um brilho triunfal nos olhos, na direcção do pai que o esperava, orgulhoso, no exterior.
Para mim a reunião acabou ali.
(0054)

Ao contrário do governo português, a minha prioridade é: Santorini, Santorini e Santorini.
Ao contrário dos empresários portugueses, que teimam em não chegar ao mercado de nuestros hermanos, eu para o mês que vem, e sem aviso prévio, desembarcarei na minha prioridade.
Andarei ainda por Veneza, Bari, Atenas, Katakolon e alcançarei Dubrovnik, tudo isto, na companhia deste amigo e respectivas famílias.
(0053)
Após anos sucessivos de decréscimo nas receitas do Totobola, Sócrates, vem agora dar uma mãozinha à Santa Casa, contribuindo com a inauguração da sua política dos 3 "E" para a reanimação deste jogo, outrora, tão querido dos portugueses.
Agora, você, pode jogar aqui:
1 - Salazar, com os 3 "F"
X - MFA,com os 3 "D"
2 - Sócrates, com os 3 "E"
(0049)

Morrisey, Marr, Joyce e Rourke, formaram uma banda pop incontornável e inesquecível para quase todos os da minha geração.
Recordo-me dos meus amigos, 5/ 7 anos mais velhos, ouvirem Joy Division, nós, mais novos, ouvíamos Smiths.
Conheci-os com Meat is Murder, em 1985, tinha 15/16 anos.
Apreciei sobretudo Queen is dead, em 1986, um álbum de grande agressividade, onde Margaret Tatcher e a Realeza eram muito mal tratadas.
Em 1988, Morrisey e Marr, entraram em litígio definitivo e eu continuei a seguir e a apreciar a carreira de Morrisey a solo, já que sempre valorei mais o poeta e menos o melodista.
Ando agora a ouvir, há um bom par de meses, no carro, o álbum The world won´t listen.
Gosto especialmente da música There is a light that never goes out, que ainda há não muito tempo ouvi ser cantada em espanhol pelo basco Mikel Erentxu, o ex-Duncan Dhu, que esteve a solo na Praça Sony.
E é em espanhol que deixo a letra desta Esta luz nunca se apagará.
ESTA LUZ NUNCA SE APAGARA
Mikel Erentxun ________________________________________
Hoy te esperaré
en la esquina iluminada de mi calle.
Oh ven
no puedo comprender
que nunca confesaras tu amor
aquella nocche eterna.
Daba igual.
Hoy te esperará
este reducto de marfil y de hueso que soy
me hiciste un gran favor
oh, nadie ha dado un paso por mí
yo era una luz enterrada en puños de cal.
Y si estoy solo esta vez,
no es casualidad
morir por ti
sería un lento y bello final
y no regresarás a mi corazón
morir por ti
sería un ambicioso final.
Hoy te esperaré
Dime, dime a mí quién soy,
quién soy, qué soy
y el oscuro soportal
señor, mi suerte al fin pudo cambiar
¿pero te extraña que exija de nuevo tu amor?
Hoy te esperaré
sí dime, dime a mí quién soy, qué soy
y puedo comprender
que nunca confesaras tu error
aquella noche enferma.
Era normal.
(0048)
Ou o outro lado da Primeira Grande Entrevista concedida pelo Engº Sócrates, 30 dias depois da tomada de posse, à jornalista Judite de Sousa, que acabou agora mesmo no canal 1.
A trama desenrola-se em casa do casal Almeida:
Sentado na sala, Joaquim Sebastião, dirige as operações com comando remoto e vai alternando entre a milésima repetição do golo do Rochemback no canal 39 e a entrevista ao Engº Sócrates no canal 1.
A mulher, Ermelinda da Conceição, ao lado, vai olhando de soslaio para o dedo malandro do marido que afagando carinhosamente a arma do poder, insiste em não conferir a devida atenção à tecla 4, que a levaria directamente até à Quinta das Celebridades.
De repente, diz o Joaquim: “Oh, mulher, este Sócrates vai longe, boa entrevista, o homem fala pelos cotovelos e a uma velocidade…”.
A mulher, pouco interessada em politiquices, encheu-se de brios e barafustou: “ Mete mas é na Quinta das Celebridades!”.
Mas Joaquim, completamente inebriado pela lenga-lenga do Engenheiro nem a ouviu e continuou: “ A entrevistadora até já disse que ele parece o Cavaco. Eu acho que ele vai ganhar. E tu, mulher?”
Ela balbuciou: “ Mas as eleições já foram!”
“Já!?!?!?!?”, questionou-a o calejado e experimentado Joaquim.
(0047)
O Director-Geral das Contribuições e Impostos foi alvo de execução fiscal por dívidas.
Devia, pois claro que devia!
Mas," paguei quando fui lembrado para isso!", apressou-se a corrigir o Director, utilizando a clássica justificação dos contribuintes relaxistas e devedores.
(0046)

Início com este postal mais uma rubrica aqui no estabelecimento.
Este post escrevi-o e foi editado na Senhora do Monte, no ínicio do ano, rezava assim:
Confesso que estava muito curioso.
Toda a gente fala de Gonçalo M. Tavares.
Não é caso para menos, tem 34 anos e 14 livros publicados.
Trata-se de uma produção avassaladora, principalmente, se levarmos em linha de conta que aos 30 anos ainda não tinha publicado nenhum.
Isto quer dizer que publicou 14 livros nos últimos 3 anos !?!?
E só no último ano publicou 7 !?!?
Ora, até eu que não sou escritor, longe disso, sei que não é possível tamanha façanha.
Pensei: Aqui há gato!
Ainda por cima aquele M. no meio do nome e do apelido gerava-me desconfianças, admitia que era apenas o meu instinto a pronunciar-se, mas que raio, era o meu instinto, que já me tinha safo o pêlo várias vezes!
Pus-me a investigar.
Descobri que o GMT tem 3 filhos e é professor!
Não se trata sequer de um escritor profissional.
Comecei a pensar que o homem não era humano.
É que eu tenho 2 filhos e nem uma sebenta conseguiria escrever… em 3 anos!
Continuei a investigação e constatei que a sua obra se encontra como que dividida em núcleos: a poesia, os livros pretos e os “senhores”.
Escreve também os chamados “Bloom Books” onde opina sobre as fronteiras dos vários géneros literários, no fundo, livros de investigação.
Averiguei ainda que ganhou, com o romance “Jerusalém”, ao que parece sem nunca lá ter posto os pés- o Prémio do Círculo de Leitores e que esse é o “seu livro mais forte”.
Cada vez mais curioso, meti pernas ao caminho e fui à Bertrand comprar não um , mas dois livros do GMT.
Comecei pelo que percebi ser a sua literatura mais leve.
Nunca pensei é que fosse tão leve!
Alcancei na estante “O Senhor Brecht” que me custou 10,40 € e tem 72 páginas, isto é, uma média de 0,14 € por página e “ O Senhor Juarroz”, mais 72 páginas, pelo mesmo valor, a mesma média por página.
A média por página estava a atirar para o carote, mas a literatura não se vende ao peso e dias não são dias, e blá, blá, blá.
Paguei e atirei-me de imediato à leitura.
Despendi 9 minutos para ler a primeira “obra” e 13 minutos para ler a segunda.
Tenho que ser totalmente honesto e dizer que a avaliar pela leitura curiosa e atenta que fiz dos dois “livros”, Gonçalo M. Tavares, não é um escritor.
Pelo menos no sentido clássico do termo.
Com a mesma honestidade tenho que dizer que constatei perplexo a seguinte aritmética:
No “O Senhor Brecht” das 72 páginas, 3 são o índice, 2 são a biografia do autor, 2 são publicidade a outros livros e 13! Sim 13! São páginas em branco!
Restam 53 páginas!
A média do custo por página passa para uns arreliadores 0,20 €.
Acontece que nestas, encontramos ainda 4 páginas com apenas duas linhas, 4 com apenas 3 linhas e 9 com apenas 4 linhas escritas!
Restam, meus amigos, 36 páginas, das quais só uma ou duas integralmente ocupadas pela escrita do espertalhão.
A média por página passa para um valor obsceno!
No “O senhor Juarroz”, que apesar de uma maior densidade linguística me pareceu menos estimulante e mais pobre que o pobre do Brecht, também se contabilizam 32!, sim, 32! páginas em branco.
Nem o João César Monteiro faria melhor!
Perante este cenário devastador, pouco vontade resta para analisar a escrita propriamente dita. O leitor sente-se espoliado e já não consegue produzir uma opinião isenta.
Ainda assim, arrisco dizer que GMT, se é escritor - a crítica da especialidade parece achar que sim - é um escritor de literatura infantil.
O problema é que se trata de literatura infantil que usa e abusa das hipérboles o que dificulta sobremaneira o entendimento das histórias por crianças.
Mas a crua realidade é que ambos os “Senhores” são escritos de forma pueril.
É uma escrita inovadora? Mágica? Diferente?
Quem ler estes dois livros perceberá que GMT não é inovador.
GMT sem o saber é um bloguista, o que ele escreve são posts.
E por isso o escolhi para iniciar esta rubrica em honra de todos os bloguistas nacionais.
Bem sei que este postal, já vai gigante, mas não resisto a deixar aqui duas pérolas do bloguista GMT do seu “O Senhor Brecht”:
ESTÉTICA
Uma mulher gorda que queria perder peso, chegou ao médico e disse: Corte-me uma perna! ( Isto é 1 página ).
OS POETAS
Os poetas, numa enorme fila que ultrapassa já a esquina do quarteirão seguinte, aproveitam o momento de espera para preencherem cuidadosamente o formulário. ( Isto é outra página ).
Palavras para quê?
Mais vale cair em graça do que ser engraçado!
(0045)

Anton Muskin, é graduado pela Academia de Fotografia de Moscovo, desde 2001.
(0043)
Esta posta do Golfinho é mesmo de leitura obrigatória.
(0042)
A propósito da visita de Sócrates a Espanha, que começa hoje, tenho uma posição bastante crítica em relação ao discurso adoptado pelo nosso governo.
Sócrates quer tapar o sol com uma peneira, mas a situação deve ser enquadrada de outra forma.
A verdade é que o nosso Primeiro-Ministro não devia fazer uso do discurso subserviente e patético de ir pedir ao governo espanhol e aos espanhóis que nos deixem entrar.
Como é sabido, não há memória dos espanhóis antes de nos terem enviado, em faustosa comitiva, mandarem o seu chefe de governo implorar que os deixassem avançar.
Vieram, instalaram-se, ganharam dimensão e hoje estão cá implantados com o sucesso conhecido.
Lembrei-me de usar uma imagem para melhor se compreender o posicionamento do governo:
para o nosso executivo, em chegando a Badajoz, é como se esbarrassemos num imaginário Muro de Badajoz, sendo que Sócrates entende que, do nosso lado da fronteira, temos lá um exército de briosos funcionários a emitir salvos-condutos aos empresários espanhóis, não se passando o mesmo do lado espanhol.
É isso que o nosso Primeiro está a fazer em Espanha: solicitar que por especial deferência nos emitam também salvos-condutos de entrada.
Acontece que, todos sabemos que, as fronteiras foram abolidas, não havendo quaisquer barreiras imputadas pelas autoridades espanholas.
A verdade sobre a nossa não presença em Espanha tem a ver com uma questão de falta de dimensão das nossas empresas, que deriva directamente do facto de no nosso tecido empresarial uma esmagadora maioria de cerca de 95% das empresas serem micro-empresas que não conseguem ser competitivas e apresentam sempre sérias reservas quando se abordam políticas ou cenários de associação para melhor abordagem de outros mercados.
Os espanhóis e as suas empresas são aguerridos, na boa tradição da conhecida Fúria Espanhola e têm pelo menos três grandes centros empresarias
Nós não temos dimensão, enquanto a Espanha, é hoje por hoje, uma verdadeira potência europeia.
Os portugueses têm que ser competitivos, aguerridos, têm que conhecer bem o terreno e apostar em nichos de mercado.
Não têm conseguido.
Não temos sido capazes.
E esta, por muito que custe, é a grande e dolorosa verdade.
(0041)
Os media continuam a sua saga e diariamente mandam bitaites sobre quem será o sucessor de João Paulo II.
Sempre se avisam os prevaricadores que no Séc. VII, Bonifácio III, assinou uma bula ameaçando de excomunhão quem se aventurasse a especular sobre a sucessão papal.
(0040)

Sobre as três próximas deslocações oficiais de José Sócrates, mas fundamentalmente sobre a primeira, que é a Espanha, Paulo Gorjão, no Bloguítica e o Raio, no Cabalas, apresentam visões diferentes.
Sendo dois blogues que catalógo, aqui à esquerda, como pertencentes à minha Super Liga, costumo lê-los frequentemente e tenho ideia de serem ambos homens próximos do PS ou, pelo menos, de esquerda.
Mas vamos ao essencial da questão: em síntese, José Sócrates pede a abertura do mercado espanhol às empresas portuguesas e diz que são três as suas prioridades em matéria de política externa: Espanha, Espanha e Espanha; e diz isso, ipsis verbis, aos órgãos de comunicação social espanhóis.
Paulo Gorjão, diz que “nem vale a pena salientar a importância do que está em jogo para Portugal e que a viagem a Espanha tem, nitidamente, a vontade de transmitir um sinal político sobre a prioridade que Espanha representa para Portugal”, dando desta forma, a entender a sua concordância sobre as declarações de Sócrates, ou pelo menos, que estas não lhe causam qualquer engulho.
O Raio, coloca a tónica no facto de Sócrates “ ir de chapéu na mão ( para não dizer de calças na mão ) pedir a Zapatero uns favorezinhos e permitir que algumas empresas portuguesas vendam qualquer coisa em Espanha.”
Eu devo dizer o seguinte:
Como ambos sabem, temos sido nos últimos anos positivamente invadidos pelos espanhóis em, praticamente, todas as áreas de actividade.
Este fenómeno, de sentido único, tem a ver com o facto dos espanhóis terem sido capazes de escolher um modelo de sociedade progressista e moderno, voltado para o futuro, em oposição ao nosso modelo retrógrado.
A Espanha abraçou o modelo de Ortega Y Gasset e tornou-se uma Espanha progressista, aberta, sem medo do desconhecido, disposta a assumir riscos, empreendedora, de justiça social, de pleno emprego e fortemente intelectual, ao ponto de nós, nem sequer sermos capazes de aproveitar a brecha que é aberta pelos problemas que têm com as Autonomias e os Nacionalismos.
Nós somos retrógrados, estatistas, não temos visão e o empreendorismo que existe, principalmente nas camadas mais jovens e que por certo deriva ainda e directamente dos nossos antepassados de Quinhentos, esbarra e é asfixiado pela burocracia do Estado.
Esta aqui a resposta à pergunta levantada pelo Raio, quando interroga e muito bem: “ O Primeiro-Ministro quer que o mercado espanhol se abra a Portugal. Mas como? Não estava já aberto? “
Estava.
Claro que estava.
E está.
Os mercados são abertos e estão todos abertos.
A questão não é essa.
O que acontece é que os espanhóis, estão compradores, não estão vendedores.
Nós, estamos vendedores, não estamos compradores.
Eles, são dinâmicos, empreendedores e arriscam.
Nós, choramos o nosso triste Fado.
Esta é a questão!
Em Portugal, à 2ª feira, os governantes e os empresários proclamam aos sete ventos ser preciso manter os centros de decisão dos grandes grupos económicos no nosso país e depois, à 3ª feira, vão a correr vender os seus grupos aos espanhóis na maior das impunidades.
Não existem sanções!
Tão pouco a sociedade os censura moralmente!
Eu digo: há que apelar a todos os patriotas no sentido de sancionarem e reprovarem estes comportamentos.
Hoje, ouvem-se muitas conversas de café e de táxi, em que portugueses, de forma completamente conformada, estúpida e leviana, dizem que o melhor é integrarmo-nos em Espanha.
E não são tão poucos, quanto isso, os que assim pensam.
Logicamente que isto revela nada conhecerem da nossa História e não haver noções básicas de patriotismo.
Dois séculos antes de haver Espanha já nós éramos Portugal, nós temos nove séculos de História Independente.
José Sócrates devia saber isto.
Podia e devia visitar Espanha, mas as declarações que fez colocando-se numa posição de desajeitada subserviência perante o governo de nuestros hermanos, devem ser fortemente condenadas por todos os portugueses patriotas.
Há portugueses que estão à venda e isso para mim é repugnante.
(0039)

... casaram-se.
Ou a dificuldade das Monarquias em lidar com as moralidades.
(0038)
Um dia depois, o Governo PS, numa medida verdadadeiramente à PS, que nada de bom deixa antever, vem através do seu Ministro da Saúde, chamar a si a legislação, sobre a proibição de fumo em locais públicos, aprovada pela anterior maioria, evitando que o Presidente da República decidisse promulgá-la.
A ideia do PS é, como não podia deixar de ser, ouvir outras opiniões.
A máscara começa a cair, lá se vai a firmeza e volta o diálogo à Guterres.
Tudo a entrar no percurso normal.
(0037)
O Director de Oncologia do Hospital da Feira, Francisco Pimentel, diz que:"Se o Estado acabasse com o tabaco, a esperança de vida média da população aumentaria 8 a 12 anos e não havia dinheiro para as reformas."
(0036)

Cabral Ferreira acaba de ganhar as eleições no Belém com cerca de 70% dos votos, sendo o novo Presidente do Clube.
Parabéns!
Fui sabendo do desenrolar da contagem votos, através de mensagens, de telefonemas de gente amiga e do Canto Azul ao Sul.
Em plena contagem Mendes Palitos terá invadido a zona não autorizada e, tão ou mais grave do que isso, fazia-se acompanhar por gente ligada à União de Leiria e à Media Capital.
Uma vergonha este Palitos!
Eu estive 20 minutos na fila para depositar os meus 3 votos na lista de Cabral Ferreira , depois de saber disto, teria ficado 20 horas se fosse preciso.
Se a lista A tem ganho as eleições, o Belém já era...
... era a Quinta das Celebridades 3!
(0035)
A primeira medida que um líder tomaria em relação ao país, passaria pelo seguinte:
Quando se vai para a política, retirando a malta das jotas que sai directamente dos bancos das escolas, ou se vai do sector público ou do privado.
Do sector público chega-se a partir dos organismos do Estado, da administração pública, de um qualquer Conselho Fiscal ou de uma empresa pública.
Do sector privado chega-se, regra geral, a partir das empresas ou da actividade liberal.
Defendo vigorosamente, e sem quaisquer cedências, que quando toda esta gente chega à vida política, e refiro-me tanto aos que chegam ao poder executivo central e local como aos que chegam ao poder parlamentar, deva ter a responsabilidade e a estrita obrigação de cessar todas as actividades profissionais que mantinha.
A Lei das Imcompatibilidades deve ser rigorosa e severa.
Não podemos continuar a assistir impávidos e serenos, a esta vergonha, do senhor x que à segunda-feira é Presidente do Conselho de Administração da Empresa privada y, à terça é deputado e membro de uma qualquer comissão, à quarta é porta voz do partido, à quinta vai assinar os documentos do conselho fiscal do organismo w e à sexta prepara o fim de semana.
Só depois de estancada esta vergonha se deverá falar em aumentos salariais para os políticos.
(0034)
A primeira medida que um líder corajoso implementaria no Partido, a par das Directas, passaria pelo saneamento ou limpeza de balneário, que urge ser feita e cuja necessidade se explica da seguinte forma:
O PSD nasceu poucos dias após a Revolução de Abril e, embora abstendo-me de abordar aqui a sua evolução histórica, sempre diria que desde logo agrupou gente do centro e uma boa parte da direita portuguesa.
O Partido formou-se à volta da ala liberal do Marcelismo, de militantes de movimentos católicos e dos tecnocratas da SEDES, tendo-se rapidamente tornado num partido abrangente de toda a sociedade, interclassista, com uma fortíssima implantação nacional, (especialmente no Norte, no Centro e nas Ilhas), que juntou jovens e velhos, gente rural e urbana, pequenos e médios empresários e gente de todas as actividades profissionais.
Posto isto diria o seguinte:
O PSD tem sido ao longo dos anos um Partido sem ideologia.
Eu diria que tem sido um Partido pragmático, que se adapta rapidamente à realidade e que governa.
É como se sabe, o Partido que mais tempo esteve no Governo desde a implantação do regime democrático.
É por isso um Partido de poder.
E quando assim é, corre-se o risco do aparelho partidário tender a alimentar-se desse poder.
É o que acontece no PSD.
No partido, desde sempre, convivem as bases e as classes dirigentes.
As chamadas bases e o aparelho são, nem mais, nem menos que, os indivíduos que estão sempre à espera de um emprego no Estado, que pretendem um lugar para o filho em qualquer organismo público ou que vivem à míngua de um concurso público ou da adjudicação de um qualquer serviço ou obrazita.
Não tenhamos ilusões que, em grande medida, as bases e o aparelho do PSD encaixam que nem uma luva neste diagnóstico e é preciso assumi-lo com clareza.
É evidente que também no PSD existem os basistas que correm apenas pelo copo de vinho tinto, do courato, do arroz de salpicão e do caldo verde, mas a tal cultura de poder, faz com que o número destes basistas seja inferior ao número de militantes deste mesmo naipe que encontramos noutros partidos.
As classes dirigentes do Partido, por sua vez, costumam dizer que querem estar próximo das bases e dar-lhe voz.
Não há nada mais demagógico do que isto.
É este discurso que faz com que as bases, que se alimentam do poder, tenham conseguido, perante a complacência dos líderes, cultivar o carreirismo, o cacique e o clientelismo, transformando o aparelho do Partido num autêntico viveiro de funcionários e fazendo com que as sedes das distritais, das concelhias e das várias secções sejam autênticas agências de colocação de empregos.
É preciso coragem para inverter este processo e sanear grande parte destes carreiristas profissionais.
(0033)

Neste Congresso era fundamental que esta questão encontrasse resposta.
Mas, como surgir essa resposta se tenho a certeza de que não haverá sequer, alguém que, com frontalidade, se lembre de colocar a pergunta?
(0032)
Os mais capazes continuam a não querer assumir-se e portanto restam os que restam.
Marques Mendes e Meneses são farinha do mesmo saco.
Representam o mesmo espaço político, são companheiros de sempre, só diferem na forma, não no conteúdo.
Apesar disso, a vitória de Meneses, seria como que um atestado de senilidade do Partido, já que quereria dizer que nada tinha sido aprendido com a era Santana.
Não só por isso, mas também por isso, Marques Mendes será eleito Presidente.
No entanto, será um líder de transição.
Não se pode, já, escamotear que há uma ideia que começa a tomar de assalto as bases e o aparelho laranja, que todos os dias ganha maior espaço no PSD, e que tem a ver com o facto, de se ter enraizado a teoria de que Mendes assegurará a transição, mas que será Borges ( ou o homem que esta por trás da cortina) que devolverá o Partido ao poder.
(0031)
Este Congresso não merecerá, no futuro, mais do que uma nota de rodapé na história do Partido.
Em relação à história do país, obviamente, nem essa dignidade terá.
(0030)

No meio de toda a pompa, solenidade e aparato policial, fixei-me na simplicidade da urna de Karol Wojtyla.
(0029)

Milhões de pessoas acorreram à Praça de São Pedro e, literalmente, entupiram Roma, numa impressionante, sentida e grandiosa despedida, ao Papa que o Mundo jamais esquecerá.
(0028)
Ontem à noite encontrei o Raúl Solnado e, como se isso não fosse já bastante, ainda tive o privilégio de o poder ajudar.
Na realidade, foi uma pequena ajuda, mas ainda assim, uma boa ajuda.
Parece mentira, mas é verdade!
A troco do pequeno auxílio que lhe prestei, recebi de mão beijada, 5 minutos de uma conversa muito saborosa, à volta do Belenenses e do nosso apoio à candidatura de Cabral Ferreira, que foi, de resto, o assunto que a ambos nos levou, ontem, até ao Restaurante da antiga FIL.
Devo no entanto confessar que neste momento, já não sei se vou votar em Cabral Ferreira.
Não porque vá votar no outro candidato, tão pouco porque ache que ele é imcompetente ou inapto para o cargo.
Eu, até quero votar nele, o diabo é que a conversa que estava a ter no exterior do restaurante com o Solnado só não se prolongou por mais tempo porque, justamente, quando lhe pedia por Todos os Santos que me contasse um bocadinho da história da Guerra, e ele se aprestava para aceder, fomos interrompidos pela mulher do candidato.
Tratava-se, como é bom de perceber, de uma oportunidade única na vida.
Tenho que pensar se a coisa tem desculpa ou não, e se não tiver, decidir se Cabral Ferreira merece, ou não, pagar pelos erros da sua mulher.
É a este intrincado problema que tenho que dar resposta até sábado.
(0027)

Ando com falta de tempo, o que retira disponibilidade mental para organizar pensamentos e passá-los a escrito, socorro-me então da âncora Senhora do Monte, e à luz do critério que defini aqui, recupero mais este post.
Normalmente aos domingos de manhã, enquanto alguns dos meus vizinhos se ocupam da lavagem dos seus carros e da inundação da respectiva garagem, dirigo-me, sorrateiramente, ao porta bagagens do carro mais sujo do prédio e mudo os 6 cd´s da caixa que me ajudarão a alimentar o espírito e a alma durante a semana.
Nos últimos mêses só tenho mudado 5, dos 6 cd´s possíveis.
O culpado é este Lágrimas Negras.
Sou um profundo interessado por tudo, ou quase tudo, o que se possa catalogar ou entender como músicas de fusão.
E este disco do pianista cubano Bebo Valdéz e do cantor castelhano Diego El Cigala mostra como duas culturas musicais tão distintas como o Flamenco e o Jazz latino-cubano podem juntar sinergias e resultar num trabalho verdadeiramente espantoso.
A voz é absolutamente assombrosa e o sentimento que emana do piano não é traduzível em palavras.
Bebo Valdéz é talvez o maior pianista cubano de sempre e neste trabalho não deixa os seus créditos por teclas e pautas alheias.
A produção é de Fernando Trueba, o conhecido cineasta, o que é garantia absoluta por si só de sensibilidade, beleza, paixão e sentimento.
É isso que todos poderão encontrar neste fabuloso disco.
Em simultâneo saiu o DVD, Blanco y Negro, gravado ao vivo em Palma de Maiorca, que é também altamente recomendável.
Quanto ao CD, destaco as faixas nº 1, 3 e 6, respectivamente, Inolvidable, Lágrimas Negras e Se me olvido que te olvidé.
Este disco vale mesmo a pena.
(0025)
O atraso civilizacional no nosso país não conhece limites.
Andamos todos a matar-nos uns aos outros.
Vamos daqui, para ali; dali, para acolá; de hoje, para amanhã; de amanhã, para depois de amanhã; como se fossemos macacos, o vil metal fosse a banana e o nosso umbigo o amendoim.
Hoje, sete da tarde, hora de ponta, em pleno Marquês de Pombal, a caminho da Fontes Pereira de Melo, dois motoristas, por causa do tradicional “ passo eu, ou passas tu? Eu seja cão, senão passar eu!”, pegaram-se de razões, três carros à minha frente.
Acto contínuo, um saiu do carro.
Tinha 2 metros de altura, parecia um Panda gigante, mas sem a mesma simpatia.
O outro, tentou e conseguiu sair pela porta do lado oposto ao seu, acto de destreza física invulgar para um gajo normal, quanto mais para um coxo, como era o caso.
Para além de mancar notoriamente, não ultrapassava 1,60 de altura, não se lhe adivinhando assim, no curto prazo, um futuro brilhante.
Para mais, o Sansão parecia não se querer compadecer com a fraca figura do seu oponente e começou rapidamente a exercitar o seu gancho de direita e o pequenote começou a levar forte e feio no focinho.
Perante este cenário, meia dúzia de maduros, lote onde se incluía este vosso esforçado amigo, abandonaram as viaturas e fizeram uma pega de cernelha ao gigante, sendo que o coxo acabou praticamente na posição de rabejador.
O meu papel na contenda, foi o papel clássico, primeiro gritei: “Dá-lhe agora que ele está de costas!”.
Depois, no auge da refrega, e já com o gigante a cagar fininho, fui separar a coisa e chamar o polícia que controlava o trânsito no local.
Este, durante a bordoada, que se desenrolava à sua direita, fez questão de só olhar para a esquerda, princípio acertado e ajuizado, que por certo lhe poupará dissabores futuros.
Tudo, Comme il faut!
(0024)

Esta também me acompanhou desde a Senhora do Monte.
Vou recuperar ainda mais umas quantas de que gosto particularmente.
(0023)
Já lá foram?
Não?
Então, entrem lá e depois digam se não se sentem blogotransportados para os corredores do Júlio de Matos ou do Conde Ferreira.
Sem ofensa, claro, para o Professor Júlio Machado Vaz, bloguista da minha Super Liga, que me habituei a respeitar.
Entretanto, constato, que acabo de inventar mais uma palavra: blogotransportados..
(0022)

Acabou há minutos o debate na Sport TV com os dois candidatos à Presidência do Belenenses.
Falou-se do projecto imobiliário, do orçamento, da bingodependência, do Marketing e da Imagem, da continuidade de Carvalhal e da infeliz ideia de Palitos querer acabar com os votos por procuração.
Infeliz, diga-se, apenas, devido aos condicionalismos existentes, já que um clube com a grandeza do Belém não pode disponibilizar apenas uma única mesa para o exercício do direito de voto do universo de todos os sócios, que ao que sei rondam os 28000.
Confesso que achei o debate exageradamente fraco.
Muito, mas mesmo, muito fraco.
Todavia ao contrário do que vinha acontecendo na presente campanha eleitoral, por manifesta responsabilidade da candidatura de Palitos, este debate decorreu com grande elevação, o que dignificou o clube.
Apesar das arrepiantes dificuldades de comunicação evidenciadas, Cabral Ferreira , que amigos, reputados belenenses, me garantem ser um homem sério e probo, prepara-se para, justamente, esmagar Palitos nas eleições do próximo sábado e assim poder dar continuidade ao trabalho efectuado pela Direcção cessante.
Para melhor esclarecimento de eventuais interessados, que por aqui passem, deixo aqui links para os blogues de Mendes Palitos ( Lista A ) , de Cabral Ferreira ( Lista b ) e para o blogue Canto Azul ao Sul, mantido com grande dedicação e qualidade por Luís Oliveira e que conta com a colaboração, entre outros belenenses, do meu amigo Pedro Guedes.
Sendo certo que, no próximo sábado, o voto do sócio nº 6406, irá engrossar o montinho da Lista B.
(0021)

Chegou a hora do pagamento.
A lista dos novos 18 Governadores Civis foi aprovada no último Conselho de Ministros.
94% dos escolhidos têm cartão de militante do PS, por outras palavras, 1 dos novos Governadores Civis não tem o cartãozinho mágico.
Para começar não está mal!
(0020)

Não tenho memórias de outro Papa.
João Paulo II foi o Papa de, praticamente, toda a minha vida.
Penso que estou com um dilema que deverá ser comum a todos os católicos da geração de 70.
E agora?
(0019)
Nos últimos dias muitos crentes e não crentes, incluindo jornalistas, cronistas e analistas, mostraram-se indignados e chocados com o comportamento dos órgãos de comunicação social, especialmente com as televisões.
Criticaram a forma como estas acompanharam os últimos dias de vida de João Paulo II, fazendo dessas horas um verdadeiro fenómeno mediático.
Dizem que não houve paz e serenidade à volta de um homem à beira da morte, que nada foi respeitado e que se ultrapassaram todos os limites.
Com o devido respeito por essas opiniões, penso que desta vez, não podem, e não devem, ser imputadas quaisquer responsabilidades às televisões, a não ser as que decorrem do facto de terem, entre as suas fileiras, alguns profissionais profundamente imcompetentes.
Entendo que o ângulo pelo qual se deverá observar e interpretar os acontecimentos, é o que nos leva a perceber, que foi João Paulo II que, na hora da morte, não se quis remeter ao recato de uma cama de hospital ou às entranhas de um qualquer convento ou mosteiro.
Ele não se quis esconder na hora da sua chamada para a vida eterna.
Ele quis morrer como viveu, a lutar e à vista de toda a gente.
Em vida foi um gigante na luta pela Paz, em que sempre acreditou, lutando contra tudo e contra todos.
Foi sempre um Papa de uma enorme dignidade e de uma elevada estatura moral nas questões políticas e económicas.
Confesso que não apreciei, totalmente, o seu exagerado conservadorismo quanto a alguns comportamentos sociais, mas a sua acção deverá ser analisada na sua integralidade.
E à luz desta premissa, João Paulo II foi um Papa e um Homem gigantesco.
Homem de uma impressionante coragem e força física, de cuja imagem irradiavam bondade, serenidade e paz imcomensuráveis.
Para além disso, nunca, mas nunca, por nada, desistiu, transformando-se na maior Personalidade mundial do Séc. XX.
E esta Personalidade quis, na hora de ser chamado a Deus, deixar mais um exemplo de força e de Fé.
Para isso precisava dos Media, estes cumpriram a sua função.
(0017)
Deram entrada na sede do PSD, 38 moções de estratégia, para apreciação e discussão no Congresso do próximo fim de semana, em Pombal.
A moção de Marques Mendes parece reunir o apoio esmagador dos Congressistas eleitos, o que faz antever o Congresso mais sereno de sempre, de todos os que se realizaram com o PSD na oposição.
A moção " Transformar Portugal num país íntegro, solidário, justo, próspero e moderno", que tem como primeiro subscritor Pinto Balsemão, será apresentada e defendida por António Borges.
Esta moção não apresenta qualquer candidato à lideranca, mas apesar disso terá sobre si concentrados todos os holofotes do Congresso.
Chegou a hora de conhecermos "a meia dúzia de ideias" que esta gente tem para apresentar.
Apesar de saber que Marques Mendes tem a vitória assegurada, quero, todavia, deixar aqui uma questão: e se esta viesse a ser a moção mais votada?
(0016)
Foi este o autor dos cinco posts ontem editados aqui no estabelecimento.
Já foi, entretanto, presente ao Juíz de Instrução.
Sairá, de precária, em 31 de Março de 2005.
Até lá, não chateia.
(0015)
Rui Rio substitui Couceiro no banco portista.
O treino desta tarde já será orientado pelo ex-edil portuense.
A Couceiro será confiada a supervisão das obras do Metro do Porto: é que o rapaz sempre teve jeito para arranjar grandes empregos!
(0014)
Fontes bem colocadas garantem a Anjos e Demónios que a ex-autarca de Felgueiras, correrá por um lugar ao sol em Oeiras.
(0013)
Quase se cruzavam no ar.
Esta manhã enquanto Isaltino levantava da Portela rumo a um merecido descanso em terras de Vera Cruz, na pista ao lado, aterrava Fátima Felgueiras.
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Pacheco Pereira decidiu encerrar o seu blogue.
Deixa saudades na blogosfera.
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Numa contratação sem precedentes a Federação Russa contratou esta madrugada José Mourinho a troco de 5 milhões de euros/ano.
A sua função será fazer as convocatórias e orientar a equipa nos jogos, através de um sofisticado método de video-conferência.
O técnico português continuará a orientar o Super-Chelsea e a esta contratação não será alheio o bom entendimento entre o Presidente do clube londrino e o seu homólogo da Federação Russa.
Meia dúzia de horas depois de saber que o seu nome é um dos mais fortes candidatos ao Prémio Nobel da Paz deste ano, é caso para perguntar:
Até onde chegará Mourinho?