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abril 07, 2005

Bebo y Cigala, Lágrimas Negras

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Ando com falta de tempo, o que retira disponibilidade mental para organizar pensamentos e passá-los a escrito, socorro-me então da âncora Senhora do Monte, e à luz do critério que defini aqui, recupero mais este post.

Normalmente aos domingos de manhã, enquanto alguns dos meus vizinhos se ocupam da lavagem dos seus carros e da inundação da respectiva garagem, dirigo-me, sorrateiramente, ao porta bagagens do carro mais sujo do prédio e mudo os 6 cd´s da caixa que me ajudarão a alimentar o espírito e a alma durante a semana.
Nos últimos mêses só tenho mudado 5, dos 6 cd´s possíveis.
O culpado é este Lágrimas Negras.
Sou um profundo interessado por tudo, ou quase tudo, o que se possa catalogar ou entender como músicas de fusão.
E este disco do pianista cubano Bebo Valdéz e do cantor castelhano Diego El Cigala mostra como duas culturas musicais tão distintas como o Flamenco e o Jazz latino-cubano podem juntar sinergias e resultar num trabalho verdadeiramente espantoso.
A voz é absolutamente assombrosa e o sentimento que emana do piano não é traduzível em palavras.
Bebo Valdéz é talvez o maior pianista cubano de sempre e neste trabalho não deixa os seus créditos por teclas e pautas alheias.
A produção é de Fernando Trueba, o conhecido cineasta, o que é garantia absoluta por si só de sensibilidade, beleza, paixão e sentimento.
É isso que todos poderão encontrar neste fabuloso disco.
Em simultâneo saiu o DVD, Blanco y Negro, gravado ao vivo em Palma de Maiorca, que é também altamente recomendável.
Quanto ao CD, destaco as faixas nº 1, 3 e 6, respectivamente, Inolvidable, Lágrimas Negras e Se me olvido que te olvidé.
Este disco vale mesmo a pena.

Publicado por Patrick Blese às abril 7, 2005 02:39 PM