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março 31, 2005

U2 - How to dismantle an atomic bomb

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Começo aqui uma das rúbricas fixas do Anjos e Demónios, destinada à música e as entradas surgirão agrupadas na coluna da esquerda no item respectivo, facilitando assim a busca e a leitura.
Trata-se de seleccionar os meus discos preferidos e discorrer sobre eles.
É também o primeiro post que repesco do Senhora do Monte.
Começo esta rúbrica com os maiores!
Em finais de 1982 descobri os U2.
Foi o meu amigo Jaymão, que acabado de chegar de Vilar de Mouros, me falou, em êxtase, dos rapazes.
Ainda me lembro, como se fosse hoje, de ter ouvido Pride na casa da Rua de Antero Quental, lá na Invicta.
Foi a primeira música que ouvi e ainda hoje é a minha preferida, mas não a mais emblemática, porque essa é Sunday Bloody Sunday.
Eu tinha 13 anos e nunca mais deixei de seguir o trilho de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr.
É a minha banda de eleição!
Quer dizer, se me obrigarem a escolher apenas uma e só uma banda, eu escolho a rapaziada de Dublin.
Se, desgraça suprema, me obrigassem a escolher apenas um disco, apenas uma música, sinceramente seria muito difícil.
Como escolher entre: Unforgettable fire e Under a blood red sky? War e Boy? New Years Day e Pride? One e Sunday Bloody Sunday? With or without you e Walk On ? E como esquecer Party girl?
Escolheria Pride e The Unforgettable Fire, mas com o coração apertado.
Ainda hoje, o melhor concerto que vi foi o Zooropa, em 1993, curiosamente durante a época que menos apreciei o trilho que seguiam. Estavamos em plena época do Atchung Baby, em que eu dizia que aquilo não era U2, parecia que tinha havido uma alteração genética.
Mas o concerto foi fabuloso!
Falo-vos agora, do último disco, afinal a razão deste post, How to dismantle an atomic bomb, que todos andam por aí a ouvir e fazem muito bem.
Assistimos aqui ao regresso ao verdadeiro Rock e aos manifestos de paz que são palavra de ordem.
E este álbum tem uma super música: Sometimes you can´t make it on your own.
Ouçam o album com atenção e fixem a guitarra de The Edge no seu melhor de sempre, é na faixa nº 5, City of blinding lights.
Ainda hoje, tantos anos depois, quem faz música como eles?

Publicado por Patrick Blese às março 31, 2005 06:50 PM