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É Luís Filipe Meneses!
Acabo de ouvir na SIC Notícias o Prof. Marcelo explicar porque apoia Marques Mendes.
A seguir, a estação de Carnaxide introduz uma peça em que Meneses sorridente perora sobre o facto de, afinal, apoiar o Prof. Cavaco na corrida a Belém.
Se não for humilhado eleitoralmente no Congresso do Partido é porque este se tornou num grupelho sem vergonha.
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Começo aqui uma das rúbricas fixas do Anjos e Demónios, destinada à música e as entradas surgirão agrupadas na coluna da esquerda no item respectivo, facilitando assim a busca e a leitura.
Trata-se de seleccionar os meus discos preferidos e discorrer sobre eles.
É também o primeiro post que repesco do Senhora do Monte.
Começo esta rúbrica com os maiores!
Em finais de 1982 descobri os U2.
Foi o meu amigo Jaymão, que acabado de chegar de Vilar de Mouros, me falou, em êxtase, dos rapazes.
Ainda me lembro, como se fosse hoje, de ter ouvido Pride na casa da Rua de Antero Quental, lá na Invicta.
Foi a primeira música que ouvi e ainda hoje é a minha preferida, mas não a mais emblemática, porque essa é Sunday Bloody Sunday.
Eu tinha 13 anos e nunca mais deixei de seguir o trilho de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr.
É a minha banda de eleição!
Quer dizer, se me obrigarem a escolher apenas uma e só uma banda, eu escolho a rapaziada de Dublin.
Se, desgraça suprema, me obrigassem a escolher apenas um disco, apenas uma música, sinceramente seria muito difícil.
Como escolher entre: Unforgettable fire e Under a blood red sky? War e Boy? New Years Day e Pride? One e Sunday Bloody Sunday? With or without you e Walk On ? E como esquecer Party girl?
Escolheria Pride e The Unforgettable Fire, mas com o coração apertado.
Ainda hoje, o melhor concerto que vi foi o Zooropa, em 1993, curiosamente durante a época que menos apreciei o trilho que seguiam. Estavamos em plena época do Atchung Baby, em que eu dizia que aquilo não era U2, parecia que tinha havido uma alteração genética.
Mas o concerto foi fabuloso!
Falo-vos agora, do último disco, afinal a razão deste post, How to dismantle an atomic bomb, que todos andam por aí a ouvir e fazem muito bem.
Assistimos aqui ao regresso ao verdadeiro Rock e aos manifestos de paz que são palavra de ordem.
E este álbum tem uma super música: Sometimes you can´t make it on your own.
Ouçam o album com atenção e fixem a guitarra de The Edge no seu melhor de sempre, é na faixa nº 5, City of blinding lights.
Ainda hoje, tantos anos depois, quem faz música como eles?
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Traduziu-se num empate pouco edificante a estreia da nova dupla da moda nos relvados.
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Opinião
« A Directiva Bolkestein, Carlos Loureiro, O Primeiro de Janeiro
« Zapatero,El Pacifista que vende armas, Editorial, ABC
« Os Antiliberais, Nuno Costa Santos, A Capital
Notícias
« António Costa provoca primeiro mal-estar no Governo Socialista, DN
« Pais de Terri Schiavo apresentam novo recurso, JN
« Al-Zarqawi planeia ataque com armas químicas na Europa, JN
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Nos últimos dias polemizei no A Forma e o Conteúdo, com dois distintos comentadores dessa casa, sobre o artigo É lúgubre de Vasco Pulido Valente.
Quero acrescentar o seguinte:
VPV tentou armar-se ao Político mas não passa, nunca passou, nem vai passar, de um mero figurante político e provavelmente essa realidade provocará parte do azedume com que fala do Regime.
Agarra-se à sua sociologia, como se esta fosse fonte de toda a sapiência e dignidade e em vez de tentar interpretar a realidade dos novos ares, diverte-se a promover o processo inverso, isto é, a realidade é que se deverá ajustar às suas ideias e aos seus pensamentos.
Por insondáveis desígnios do destino mantêm-se à tona há várias décadas, a debitar sobre a falência do Regime, detendo um poder mediático e de intervenção só explicado pelo facto das massas alimentarem uma constante necessidade de “sangue”.
Dito de outra forma, como VPV se limita a relevar e elencar problemas e jamais aponta no sentido de uma solução ou de uma medida de aplicação prática que vise alterar a ordem das coisas, arma-se de um discurso cáustico, duro, muitas vezes quereloso e ofensivo e consegue chocar e escandalizar.
Ora todos sabemos o quanto a turba sedenta de sangue aprecia o escândalo, o exagero e a truculência, o que se traduz num magnífico retorno quando chega a hora de olhar para as audiências.
VPV está para a crónica política, como o Bloco de Esquerda está para a cena política, sendo que o cronista é uma versão Old Parr e caneta Mont Blanc, de uma mesma realidade.
Desta forma simples, mas altamente eficaz, o espertalhão VPV vai fazendo pela vidinha e com o talento que inegavelmente possui é visto como uma espécie de aráuto das Crónicas de Escárnio e Mal-Dizer dos tempos modernos.
Mas o problema é mais grave:
Para ele, o destino dos portugueses será sempre trágico, decadente e lúgubre; todos os portugueses são patetas, estúpidos, ignorantes ou analfabetos – e muitos acumulam – excepção feita, claro está, à sua distinta pessoa.
Quando deixa de alvejar o português comum e se concentra nos economistas - aí é que a porca torce o rabo - a sua verborreia inútil aumenta de intensidade, fica com a vista turva e o disparate deixa de conhecer limites.
Se pudesse mandava-os a todos para o cadafalso, talvez permitindo que escapassem os que lograssem debitar, sem pestanejar, o essencial das doutrinas de Comte, Weber, Durkheim, Marx ou Bourdieu, ou que, em alternativa, frequentassem diariamente a Associação Portuguesa de Sociologia.
Para todos os outros, em não os podendo mandar para a guilhotina, vetar-lhes-ia o desígnio da alta e da baixa política, visto que não sabendo sociologia são incultos, burros, ignorantes e ficam reduzidos a seres com capacidade potenciadas para o bricolage.
Isto remete-nos para problemas ainda mais graves:
Há cerca de um mês também no Público, VPV afirmou que o país precisa de mudar de Regime.
Não de sistema, mas de Regime.
Agora com este escrito entendi qual é o Regime que preconiza e percebo a estratégia.
Ele quer desacreditar os partidos, os agentes políticos, a partidocracia e no limite minar os alicerçes do Regime Democrático.
Segundo ele, os carreiristas, os caciques e os políticos profissionais, não servem – e neste aspecto estamos de acordo – mas ficámos agora a saber que, quem triunfa na sociedade civil, tem provas dadas, tem curriculum e obra inatacável, existe e é, independentemente da política e dos partidos, também não serve.
Então quem serve?
Esta é que é a questão:
Então quem serve?
E o problema é que, do que se supõe das suas diatribes escritas, não servindo ninguém, VPV coloca em causa a sociedade civil e os fundamentos da Democracia.
Ele não tem coragem de o dizer, por manifesto receio de perder a sua tribuna, mas só falta ultrapassar essa barreira para a máscara cair definitivamente.
O que ele realmente quererá dizer e não diz, não será que, segundo ele, o povo é completamente ignorante e inculto e por via disso, a democracia directa ou representativa não serve, porque não pode ser o “portuga”, esse bando de energúmenos, a decidir quem nos governa.
Quando esta máscara cair, quem o lerá?
VPV passará a mito com pés de barro.
Nesse dia passará a ser um parasita.
Nada mais!
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Da minha aventura blogosférica no Senhora do Monte tenciono recuperar, admitindo até que possam ser revistos, meia dúzia de posts aqui para o estabelecimento.
Posts que não sendo datados e que tenham fugido da agenda da actualidade, tenham, do meu ponto de vista, valor para se perpetuarem no Anjos e Demónios.
Assim os meus escassos leitores tenham paciência.
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O
Obrigado por o teres dado à luz.
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Este é o meu espaço de reflexão.
E como é meu, escrevo essencialmente para mim, sem perder de vista o príncipio egoísta de que o maior prazer é escrever e ser lido e não apenas e só escrever.
Desde já alerto que os textos poderão ser condicionados pelos seguintes factos:
Sou empresário, sem que alguma vez tivesse recorrido a subsídios ou apoios estatais.
Sou advogado, sem que alguma vez tenha feito algum frete a alguém ou alinhado em qualquer cambão.
Sou portista, de alma e coração.
Sou tripeiro de criação, mas vivo em Lisboa há 18 anos.
Sou do Belém, e muito.
Sou pai de família.
Sou independente de partidos, igrejas, grupos económicos e de todo e qualquer lóbi ou corporação.
Sou de Direita, mas acredito no Homem.
De resto, nesta altura não sei para onde me leva o blogue... ou para onde levarei eu o blogue.
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Debutei no imenso oceano dos blogues em Novembro de 2004, juntamente com um grupo de amigos dos quais apenas o Pedro Guedes era já um velho lobo do mar blosgosférico.
Este, dispensando a sua invejável sapiência ao restante grupo de analfabetos funcionais, permitiu-nos evoluir muito mais rapidamente do que seria de admitir no trato das ferramentas informáticas indispensáveis à arte de blogar.
O fenómeno era novo para mim mas, rapidamente, percebi que já estava amplamente enraizado no quotidiano de muitos portugueses.
Os media começaram, entretanto, não só, a dedicar espaço nas suas publicações escritas aos blogues, como iniciaram autênticos processos de recrutamento a bloguistas, convidando-os para a categoria de articulistas periódicos, e não, ao contrário do que seria de supor, para a categoria de moços de recado, classe onde muitos dos habituais opinion makers alegre e financeiramente se perfilam.
Esta realidade permitiu que a maior parte dos jornais começassem finalmente a renovar os seus quadros redactoriais e de articulistas, o que, por si só, para alguém que como eu desde tenra idade é leitor compulsivo de praticamente toda a imprensa escrita, já teria justificado o aparecimento da blogosfera.
Passou a ser usual ouvirem-se conversas de café sobre os blogues e, figuras públicas relacionadas com as artes e a política sentiram-se atraídas por este e-mundo e trouxeram com elas a luz dos holofotes e consequentemente uma muito maior visibilidade.
Há que dizer que os bloguistas portugueses souberam aproveitar estes raios de sol que se abateram sobre as suas cabeças e isso foi conseguido, porque em abono da verdade, os blogues têm actualmente a repercussão que têm porque neles se encontram inúmeros talentos anónimos, que por serem inteligentes, cultos e frequentemente serem assaltados por ideias luminosas, escrevem com grande brilho e vastas vezes apresentam pontos de vista expressos em textos absolutamente magistrais.
É este admirável mundo dos blogues, que eu a partir de hoje, tendo apanhado o bichinho no Senhora do Monte, me proponho seguir neste trilho solitário.