terça-feira, abril 22, 2008
Dupla Janela de Oportunidade
(0681)
J.M. Júdice, sabe-se lá com que motivações, veio dizer que PS e PSD se deviam fundar.
Nada mais errado.
Um PSD forte faz falta ao Regime.
Nos últimos 12 anos isso não tem sido uma realidade.
Depois de Sá Carneiro e de Cavaco Silva têm desfilado pela liderança do PSD figuras sem coragem política, sem uma verdadeira visão alternativa para o país e, em alguns casos, sem competência.
O PSD, hoje, e perante o cenário que a actual liderança montou, tem uma dupla janela de oportunidade:
eleger, finalmente, um líder credível e respeitado e, com isso, ganhar as eleições ao PS em 2009.
Para que esta dupla oportunidade seja agarrada será necessário, que o líder que sair das directas seja capaz de afirmar uma nova visão e uma política alternativa para o Portugal do Futuro.
Visão e orientação essa que deverá assentar no princípio: "menos Estado, melhor Estado", isto é: hoje por hoje, temos um Estado demasiado autoritário, poderoso e musculado face aos cidadãos, que se mete onde deve e onde não deve, que usa de métodos pidescos e prepotentes, que parece não estar sujeito às leis que impõe aos cidadãos, que não se comporta como pessoa de bem nas suas relações comerciais e que assenta todo o seu funcionamento numa máquina fiscal pressecutória que persegue quem paga impostos e deixa impune quem simplesmete não cumpre com as obrigações declarativas.
Ou seja, se perante este cenário calamitoso da sociedade portuguesa o PSD defender e propuser uma política de emagrecimento das funções do Estado, menor carga fiscal para as pessoas e para as empresas e a redução e controlo do déficit pelo lado da despesa e não pelo lado da receita a vitória pode ser uma forte possibilidade.Se o PSD a essa orientação política souber, sem ataques pessoais, denunciar as gritantes e inaceitáveis faltas a compromissos de honra que o Primeiro Ministro sucessivamente pratica a vitória estará assegurada.
Resta saber se existe um líder com esta visão e, a existir, se será ele a sair vitorioso nas directas.
sexta-feira, setembro 14, 2007
Carta aberta a Scolari
(0680)

Caro Felipão,
Em boa verdade tenho que começar por te dizer que não tenho, nem nunca tive, especial simpatia por ti e pela imagem e postura que deixas transparecer enquanto seleccionador nacional.
No entanto, nesta hora, não posso deixar de estar do teu lado.
Quero até dizer-te que, sendo do FC Porto e tendo crescido no Porto, não compreendo como é que a malta da cidade onde me fiz gente está a pedir a tua cabeça.
Por um lado, as gentes do Porto costumam ser gratas a quem lhes faz bem( e tu, não há dúvidas, deste uma volta de 180 graus à nossa selecção) e, por outro, "lá em cima" as coisas resolvem-se justamente como tu as resolveste.
Então, cinco minutos antes o árbitro tinha-te dado um soco no estomago, depois vem de lá um sérvio gigante chama puta à tua mãe, dá-te um tapa na mão e a turba queria que tu desses a outra face?
Bem sei que lhe devias ter dado a pera só no túnel de acesso e não ali nas barbas da camara da tv, mas quem nunca errou que atire a primeira pedra.
Pela minha parte quero que saibas que quarta-feira à noite estava na central de Alvalade com o meu filho de 4 anos e que lhe expliquei, mais uma vez, sem cinismo ou falsos moralismos, o que o meu avô também já me havia ensinado: "na escola se algum menino te der um estalo, tu dás dois!"




